"... Afasta de mim a vaidade e as palavras mentirosas, não me dês nem a pobreza nem as riquezas, dá-me somente o que for necessário para viver..." - Provérbios 30, 8
Tá no meu perfil do orkut há algum tempo, mas eu tinha que colocar aqui.
domingo, 4 de maio de 2008
Vitória e derrota
Escrito por
Vini Manfio
Síndrome no dicionário é tido como um conjunto de sinais que caracterizam uma situação ruim. Não estou falando de síndromes físicas, como a síndrome de Down, que é um distúrbio genético*, entre outras, cujos nomes são desconhecidos para a maioria, como as síndromes de Benjamin*(que é um transtorno de identidade de gênero, ou mais simplificado, transexualidade) e a síndrome de Raynaud*(que é uma descoloração das pontas dos dedos e de outras extremidades).
Mas falo de outras síndromes, psicológicas. Bom, só podem ser psicológicas, pois não há outra explicação para certos fatos. Domingo é um dia muito propício para tentar entender essas síndromes. Como por exemplo, a síndrome da inferioridade.
Alguns chamam de complexo de inferioridade, só que isso eu usaria(digo eu porque não sei mais o que é o certo perante à regras) apenas para pessoas, que se diminuem perante às outras. Se bem que isso é o que acontece. As pessoas se julgam inferiores às outras, e aí tragédias acontecem.
Essa síndrome da inferioridade, é muito comum em times pequenos, como os interioranos e aqueles que se julgam grandes mas não passam de pseudo-grandes. Falo em futebol e o exemplo desses pseudo-grandes é o Botafogo. Concordo que o juiz sempre ajuda o flamengo, mas nada pode passar por cima do complexo de que esse time não ganha nenhum título importante há mais de uma década. Nunca ganhou Libertadores e o único brasileiro da história foi roubado do Santos.
Os pequenos aqui no RS, como 15 de Campo Bom e Juventude, que mesmo tendo ganho uma copa do brasil, é pequeno, são um exemplo de sofredores da síndrome de inferioridade. Porque sempre vão à finais e nunca ganham. E não por méritos de quem ganha, mas por um fraco e mal-preparado desmérito de quem perde.
Não desmerecendo o Internacional, campeão gaúcho, mas se o Juventude tivesse um psicológico realmente preparado, não teria perdido como perdeu. Ridículo. A Internazionale na Champions League sofre com isso, assim como o Liverpool no inglês. A pressão é desculpa, só falta confiança, falta uma coragem e uma cabeça melhor voltada para entender e aceitar que a vitória é possível.
E o que o futebol nos passa hoje? Que devemos preparar o nosso psicológico para as derrotas? Não, como eu já disse, devemos nos preparar para a vitória. Porque o pior perdedor é aquele que não sabe vencer. Porque ganhar qualquer um pode ganhar, mas conviver com isso é para poucos. Por isso uns sobem e logo caem, porque não sabem se manter no topo. Não sabem conviver com as vitórias, as conquistas.
Só vence quem sabe que pode conviver com isso.
Atitude de vencedor, e .(ponto final)
*fiquei sabendo após ler na Wikipédia
Parabéns tricolor para o nosso co-irmão.
Mas falo de outras síndromes, psicológicas. Bom, só podem ser psicológicas, pois não há outra explicação para certos fatos. Domingo é um dia muito propício para tentar entender essas síndromes. Como por exemplo, a síndrome da inferioridade.
Alguns chamam de complexo de inferioridade, só que isso eu usaria(digo eu porque não sei mais o que é o certo perante à regras) apenas para pessoas, que se diminuem perante às outras. Se bem que isso é o que acontece. As pessoas se julgam inferiores às outras, e aí tragédias acontecem.
Essa síndrome da inferioridade, é muito comum em times pequenos, como os interioranos e aqueles que se julgam grandes mas não passam de pseudo-grandes. Falo em futebol e o exemplo desses pseudo-grandes é o Botafogo. Concordo que o juiz sempre ajuda o flamengo, mas nada pode passar por cima do complexo de que esse time não ganha nenhum título importante há mais de uma década. Nunca ganhou Libertadores e o único brasileiro da história foi roubado do Santos.
Os pequenos aqui no RS, como 15 de Campo Bom e Juventude, que mesmo tendo ganho uma copa do brasil, é pequeno, são um exemplo de sofredores da síndrome de inferioridade. Porque sempre vão à finais e nunca ganham. E não por méritos de quem ganha, mas por um fraco e mal-preparado desmérito de quem perde.
Não desmerecendo o Internacional, campeão gaúcho, mas se o Juventude tivesse um psicológico realmente preparado, não teria perdido como perdeu. Ridículo. A Internazionale na Champions League sofre com isso, assim como o Liverpool no inglês. A pressão é desculpa, só falta confiança, falta uma coragem e uma cabeça melhor voltada para entender e aceitar que a vitória é possível.
E o que o futebol nos passa hoje? Que devemos preparar o nosso psicológico para as derrotas? Não, como eu já disse, devemos nos preparar para a vitória. Porque o pior perdedor é aquele que não sabe vencer. Porque ganhar qualquer um pode ganhar, mas conviver com isso é para poucos. Por isso uns sobem e logo caem, porque não sabem se manter no topo. Não sabem conviver com as vitórias, as conquistas.
Só vence quem sabe que pode conviver com isso.
Atitude de vencedor, e .(ponto final)
*fiquei sabendo após ler na Wikipédia
Parabéns tricolor para o nosso co-irmão.
sábado, 3 de maio de 2008
A maior farsa existente
Escrito por
Vini Manfio
O frio é a maior farsa que existe. Simplesmente, porque ele, não existe. E até que alguém me prove que essa porcaria de frio existe, eu continuarei dizendo, que o frio não existe. Aprendi isso lendo uma mensagem para o CLJ e depois fui pesquisar e confirmei que esse tão assombroso frio, não passa de uma farsa.
Porque alguém já conseguiu medir quanto frio está? Se alguém responder que sim, mesmo que diga -99 C, estará errado. Ninguém consegue, ninguém pode medir o frio. Porque esse frio é o termo usado para designar ausência de calor. O calor sim, podemos medir, o frio, não.
Aí entra outra, que o frio é psicológico. O que não deixa de ser, porque se tu achas que estás com frio, estás mesmo, se acha que não, pode sair de bermuda e camisa de manga curta num dia como hoje, que está meio chuvoso e quase meio frio, que não sentirás frio. Concordo se alguém dizer que a gripe depois será desastrosa e pavorosa. Mas cada um escolhe o que quer ou não pegar(sem malícias).
Essas cosias físicas, são muito irritantes quando se aprende, mas depois é divertido escrever um texto desses e ser chamado de idiota após a primeira frase ser lida. É legal isso. Não pelo fato de ser verdade, mas porque acho que pelo menos um, que poderá se mostrar nos comentários, pensará que o dono do blog não tem nada na cabeça. E seu eu começar a falar que roupas também são coisas falsas, porque não esquentam, mas sim, impedem a passagem de calor, é aí que eu serei chamado de insano. Mandarão a polícia até a minha casa. Mas em será tão ruim, porque ficarei preso no máximo, 4 anos.
Eu tive aula ontem, após o feriado, dia de trabalho mesmo para mim. Tive aula hoje. Só que não de física. Então é mais estranho ainda eu estar escrevendo esse tipo de coisa sem influência alguma. Só que eu não iria escrever um texto sobre o núcleo da célula, porque seria muito mais longo e "inútil" do que esse já escrito.
O frio é uma farsa, assim como aqueles que "morrem'' de frio também são. Calma... é só brincadeira. Tem gente que sente mais frio do que outros. Aceitável isso. E como. Nossas diferenças nos tornam iguais. Alguém disse isso. Discordo. Nossas diferenças nos tornam diferentes, óbvio. Um outro alguém, cujo nome não falarei, até por não lembrar a grafia correta, disse que definir-se é limitar-se. E podem procurar no google como essa frase foi dita por alguém famoso. Só que eu discordo também. Definir-se não é limitar-se, é tentar mostrar a alguém um pouco sobre você. Ou tudo, só que esse tudo é muito relativo.
Antes de entrar em tudo e nada, e relatividade entre esses e outros termos, vou-me embora.
Tão tá!.
Porque alguém já conseguiu medir quanto frio está? Se alguém responder que sim, mesmo que diga -99 C, estará errado. Ninguém consegue, ninguém pode medir o frio. Porque esse frio é o termo usado para designar ausência de calor. O calor sim, podemos medir, o frio, não.
Aí entra outra, que o frio é psicológico. O que não deixa de ser, porque se tu achas que estás com frio, estás mesmo, se acha que não, pode sair de bermuda e camisa de manga curta num dia como hoje, que está meio chuvoso e quase meio frio, que não sentirás frio. Concordo se alguém dizer que a gripe depois será desastrosa e pavorosa. Mas cada um escolhe o que quer ou não pegar(sem malícias).
Essas cosias físicas, são muito irritantes quando se aprende, mas depois é divertido escrever um texto desses e ser chamado de idiota após a primeira frase ser lida. É legal isso. Não pelo fato de ser verdade, mas porque acho que pelo menos um, que poderá se mostrar nos comentários, pensará que o dono do blog não tem nada na cabeça. E seu eu começar a falar que roupas também são coisas falsas, porque não esquentam, mas sim, impedem a passagem de calor, é aí que eu serei chamado de insano. Mandarão a polícia até a minha casa. Mas em será tão ruim, porque ficarei preso no máximo, 4 anos.
Eu tive aula ontem, após o feriado, dia de trabalho mesmo para mim. Tive aula hoje. Só que não de física. Então é mais estranho ainda eu estar escrevendo esse tipo de coisa sem influência alguma. Só que eu não iria escrever um texto sobre o núcleo da célula, porque seria muito mais longo e "inútil" do que esse já escrito.
O frio é uma farsa, assim como aqueles que "morrem'' de frio também são. Calma... é só brincadeira. Tem gente que sente mais frio do que outros. Aceitável isso. E como. Nossas diferenças nos tornam iguais. Alguém disse isso. Discordo. Nossas diferenças nos tornam diferentes, óbvio. Um outro alguém, cujo nome não falarei, até por não lembrar a grafia correta, disse que definir-se é limitar-se. E podem procurar no google como essa frase foi dita por alguém famoso. Só que eu discordo também. Definir-se não é limitar-se, é tentar mostrar a alguém um pouco sobre você. Ou tudo, só que esse tudo é muito relativo.
Antes de entrar em tudo e nada, e relatividade entre esses e outros termos, vou-me embora.
Tão tá!.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Histórias do Billi J. - um salto para a prosperidade (final)
Escrito por
Vini Manfio
(continuando..)
A janela deveria ficar a uns 3 metros e meio do chão, e o animal do Billi J. ainda foi de cabeça. Quebrou o vidro da enorme janela, e caiu, de pé, mas logo rolou umas 4 voltas de costas e de lado, sujando toda sua roupa. Não pagaria aquela maldita conta de jeito nenhum. Se recuperou e saiu correndo em direção ao seu caminho de volta para casa. Quando, de repente, um carro o atinge. Puta merda, que azarão do Billi J. Atropelado. Bom, nem tanto assim, mas enfim, o Billi J. foi mesmo atropelado. O carro acertou o seu joelho esquerdo, o motorista saiu correndo e xingando-o, ele se levantou e tentou continuar a correr, mas não conseguia. Parecia que nem tinha sido atropelado. Tentou mas foi puxado pela camisa pelo motorista do carro, que queria saber que idéia idiota era aquela de atravessar a frente do carro sem olhar para o lado.
Billi J. ficou sem resposta, mas quando ouviu um "Pai, ele é meu amigo", ficou atônito. Quase que o Billi J.cai duro, não pela queda após o salto pela janela e nem pela batida do carro no seu joelho esquerdo. Quase caiu duro porque a voz era de Renata. Sim, o pai dela, com ela e o resto de sua família junto, havia atropelado-o. Conhecer os pais dela naquela situação, não era uma boa coisa.
Então o Billi J. explicou a situação para Renata e seu pai(sua mãe, irmã da mãe de Gabi, já o conhecia, mas não interviu, pois ficou cuidado do irmão mais novo de Renata, que havia engolido uma bala por causa da brusca parada). Renata começou a rir, mas logo parou porque seu pai havia começado a dar um sermão em Billi J.. Só que quando o Billi J. disse que havia deixado dinheiro para pagar o seu almoço e um pedaço do vidro(ele pagou o pedaço que ele quebrou e não um vidro novo inteiro), o pai de Renata olhou para ela, e num gesto amável, jogou Billi J. na carroceria da caminhonete branca, que deveria ser uma daquelas S10, e seguiu rumo à cidade. Renata foi na carroceria, com o machucado e muito sujo Billi J. Ela explicou para Billi J. que seu pai comentara, sem que ele tivesse ouvido, que jamais comeria em um restaurante em que as pessoas acham um absurdo comer costela com a mão e lamber o dedo depois, para limpar.
Contra a sua vontade, Billi J. foi levado para o hospital, mas nenhum exame foi feito, pois todos os médicos estavam em uma palestra com o Jack Bauer, digo, Jairo Bauer. Então, levaram Billi J. para sua casa e... e. Pararam um pouco para conversar, os pais de Renata com os pais de Billi J. e os dois, Billi J. e Renata, foram para a cozinha. Ela o chamou de louco e o perguntou como ele tinha conseguido criar tamanha coragem para saltar uma janela, já que ele sempre fora tão certinho e educado. Ele respondeu que não sabia direito porque fizera aquilo. Billi J. levantou a sua cabeça, olhou para Renata e ambos ficaram assim, numa troca de olhares tão complexa quanto o contexto sócio-econômico do país. Só que esse momento "eu olho pra ti e tu olhas pra mim" foi interrompido por um grito agudo, que ecoou em algum lugar, fato que foi estudado dias depois pelo Billi J., e atrapalhou os dois. A mãe de Billi J. gritara "Bilionáaaaaaaaaaaaaaaaaaarico venha cá!!!". Ele então baixou a cabeça e riu, gesto também feito por Renata. Foram então para a sala.
Foi a vez do Billi J. tomar uma mijada(um sermão) daquelas de sua mãe, que só não foi pior, porque o pai de Renata e o pai de Billi J. entraram em acordo e o defenderam baseados no lamber os dedos com gosto de costela. O Billi J. estava mais encrencado por ter pulado de uma janela alta do que por ter fugido de um restaurante, sem pagar "tudo o que devia". Então os pais de Renata estavam indo embora, após longas horas de conversa, mas Billi J. criou coragem e antes que Renata entrasse no carro, ele gritou: "Foi por ti".
Cara, o Billi J. me surpreendeu dessa vez. Até porque, mais do que nunca, essas histórias estão virando um romance. Que saco. Mas o que eu posso fazer, tenho que contar o que acontece de importante no mundo(hahaha).
Renata sorriu envergonhadamente, Billi J. estava mais feliz do que nunca, mas sorriu timidamente. Cada um foi para o seu canto, Renata teve que ouvir várias perguntas sobre essa frase. Billi J. não, porque correu para o banheiro para tomar banho. Mas o Billi J. menor, o irmão do Billi J. cujo nome ainda não fui informado, ficou gritando enquanto o Billi J. tomava banho: "o Billi tem namorada, o Billi tem namorada", algo típico de ser gritado por uma criança, que já não era mais tão criança assim, mas enfim.
A vida do Billi J. teve muitos momentos estranhos, alguns deles já citados, mas sei lá, essa é uma vez ímpar(odeio quem fala em vez ou oportunidade ímpar, porque o 3 também é ímpar), digo, única, ou quase, em que o Billi J. vai fazer uma loucura sem muito sentido. É... bem... é... ou não também. E o Billi J. aprendeu sim uma lição dessa vez: pular de uma janela de e cair mais de 3 metros até o chão é uma coisa tão simples quanto plantar uma macieira.
Tão tá!
A janela deveria ficar a uns 3 metros e meio do chão, e o animal do Billi J. ainda foi de cabeça. Quebrou o vidro da enorme janela, e caiu, de pé, mas logo rolou umas 4 voltas de costas e de lado, sujando toda sua roupa. Não pagaria aquela maldita conta de jeito nenhum. Se recuperou e saiu correndo em direção ao seu caminho de volta para casa. Quando, de repente, um carro o atinge. Puta merda, que azarão do Billi J. Atropelado. Bom, nem tanto assim, mas enfim, o Billi J. foi mesmo atropelado. O carro acertou o seu joelho esquerdo, o motorista saiu correndo e xingando-o, ele se levantou e tentou continuar a correr, mas não conseguia. Parecia que nem tinha sido atropelado. Tentou mas foi puxado pela camisa pelo motorista do carro, que queria saber que idéia idiota era aquela de atravessar a frente do carro sem olhar para o lado.
Billi J. ficou sem resposta, mas quando ouviu um "Pai, ele é meu amigo", ficou atônito. Quase que o Billi J.cai duro, não pela queda após o salto pela janela e nem pela batida do carro no seu joelho esquerdo. Quase caiu duro porque a voz era de Renata. Sim, o pai dela, com ela e o resto de sua família junto, havia atropelado-o. Conhecer os pais dela naquela situação, não era uma boa coisa.
Então o Billi J. explicou a situação para Renata e seu pai(sua mãe, irmã da mãe de Gabi, já o conhecia, mas não interviu, pois ficou cuidado do irmão mais novo de Renata, que havia engolido uma bala por causa da brusca parada). Renata começou a rir, mas logo parou porque seu pai havia começado a dar um sermão em Billi J.. Só que quando o Billi J. disse que havia deixado dinheiro para pagar o seu almoço e um pedaço do vidro(ele pagou o pedaço que ele quebrou e não um vidro novo inteiro), o pai de Renata olhou para ela, e num gesto amável, jogou Billi J. na carroceria da caminhonete branca, que deveria ser uma daquelas S10, e seguiu rumo à cidade. Renata foi na carroceria, com o machucado e muito sujo Billi J. Ela explicou para Billi J. que seu pai comentara, sem que ele tivesse ouvido, que jamais comeria em um restaurante em que as pessoas acham um absurdo comer costela com a mão e lamber o dedo depois, para limpar.
Contra a sua vontade, Billi J. foi levado para o hospital, mas nenhum exame foi feito, pois todos os médicos estavam em uma palestra com o Jack Bauer, digo, Jairo Bauer. Então, levaram Billi J. para sua casa e... e. Pararam um pouco para conversar, os pais de Renata com os pais de Billi J. e os dois, Billi J. e Renata, foram para a cozinha. Ela o chamou de louco e o perguntou como ele tinha conseguido criar tamanha coragem para saltar uma janela, já que ele sempre fora tão certinho e educado. Ele respondeu que não sabia direito porque fizera aquilo. Billi J. levantou a sua cabeça, olhou para Renata e ambos ficaram assim, numa troca de olhares tão complexa quanto o contexto sócio-econômico do país. Só que esse momento "eu olho pra ti e tu olhas pra mim" foi interrompido por um grito agudo, que ecoou em algum lugar, fato que foi estudado dias depois pelo Billi J., e atrapalhou os dois. A mãe de Billi J. gritara "Bilionáaaaaaaaaaaaaaaaaaarico venha cá!!!". Ele então baixou a cabeça e riu, gesto também feito por Renata. Foram então para a sala.
Foi a vez do Billi J. tomar uma mijada(um sermão) daquelas de sua mãe, que só não foi pior, porque o pai de Renata e o pai de Billi J. entraram em acordo e o defenderam baseados no lamber os dedos com gosto de costela. O Billi J. estava mais encrencado por ter pulado de uma janela alta do que por ter fugido de um restaurante, sem pagar "tudo o que devia". Então os pais de Renata estavam indo embora, após longas horas de conversa, mas Billi J. criou coragem e antes que Renata entrasse no carro, ele gritou: "Foi por ti".
Cara, o Billi J. me surpreendeu dessa vez. Até porque, mais do que nunca, essas histórias estão virando um romance. Que saco. Mas o que eu posso fazer, tenho que contar o que acontece de importante no mundo(hahaha).
Renata sorriu envergonhadamente, Billi J. estava mais feliz do que nunca, mas sorriu timidamente. Cada um foi para o seu canto, Renata teve que ouvir várias perguntas sobre essa frase. Billi J. não, porque correu para o banheiro para tomar banho. Mas o Billi J. menor, o irmão do Billi J. cujo nome ainda não fui informado, ficou gritando enquanto o Billi J. tomava banho: "o Billi tem namorada, o Billi tem namorada", algo típico de ser gritado por uma criança, que já não era mais tão criança assim, mas enfim.
A vida do Billi J. teve muitos momentos estranhos, alguns deles já citados, mas sei lá, essa é uma vez ímpar(odeio quem fala em vez ou oportunidade ímpar, porque o 3 também é ímpar), digo, única, ou quase, em que o Billi J. vai fazer uma loucura sem muito sentido. É... bem... é... ou não também. E o Billi J. aprendeu sim uma lição dessa vez: pular de uma janela de e cair mais de 3 metros até o chão é uma coisa tão simples quanto plantar uma macieira.
Tão tá!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Histórias do Billi J. - um salto para a prosperidade(parte 1)
Escrito por
Vini Manfio
É difícil pensar em algo para fazer da sua vida depois que tu terminas algo que foi muito importante pra ti. E aconteceu isso com o Billi J. depois que ele se separou da Gabriela. Mas era tão estranho aquilo, ele e Renata tinham se aproximado muito mais do que qualquer um dos dois esperava, mas ainda havia algo entre eles.
Chegou um dia em que o Billi J. precisou fazer um trabalho extra, indo para outra cidade, próxima a sua, mas muito menor. Ninguém conhecia o Billi J., e isso era bom, porque ele não gostava de aparecer. Mas então, o Billi J. nunca me disse o que foi fazer nessa outra cidade, a não ser que era uma ajuda à um amigo.
Só que a volta dessa cidade, o Billi J. resolveu sair do ônibus em uma parada, ainda na rodovia federal, e caminhar um pouco. Faltavam mais de2 km para chegar à sua casa, mas ele não se importava, pois gostava de caminhar sozinho pelas ruas das estradas de qualquer lugar, de preferência perto da sua cidade.
Com fome, Billi J. resolveu entrar em um restaurante, daqueles típicos de beira de estrada, com um posto ao lado e tal. Então ele resolveu que só comeria carne, pegou um prato e ficou esperando os espetos com deliciosos churrascos surgirem na sua frente, ou melhor, no seu prato. Billi J. foi comendo, até que decidiu provar o último pedaço, de costela. Pensou que ninguém o veria, então pegou o osso com os dedos e tascou duas ou três bocadas no pedaço de costela, retirando toda a carne. E como era bom o gosto.
Após comer, resolveu limpar os dedos, mas não trouxera guardanapo, então resolveu lamber os dedos, assim como crianças fazem depois de comer chocolate que está há uns 10 minutos entre os seus dedos. Aquilo, na sua casa e em casas de família normal, sem frescuras, era normal, mas ele se esquecera, devido a sua enorme fome, que aquele restaurante era só para pessoas bem avantajadas financeiramente falando. Mas enfim, um piá de bosta, que devia ter uns 6 anos, olhava para ele enquanto ele lambia o gosto de carne que havia em seus dedos. E o piá gritou para sua mãe, perguntando porque o Billi J. estava fazendo aquilo e ele não podia fazer também. Sua mãe se levantou, puxou-o pelo braço e o levou até a porta do restaurante, onde falou com alguém, que devia ser o gerente.
Então o gerente foi até Billi J. e disse que ele deveria pagar o almoço de 3 pessoas, já que ele havia "espantado" dois clientes com os seus "maus hábitos". Só que o Billi J. não ia pagar aquilo, até porque, só tinha dinheiro para pagar o seu próprio almoço. O gerente disse que ele não sairia do local sem pagar a sua conta. Billi J. pensou em chamar a polícia, só que não o deixariam ligar, já que seriam prejudicados. Pensou sair correndo e pular a janela. Bom, foi isso o que o animal do Billi J. fez. Ele nunca mais passaria por aquele lugar mesmo.
E no mais veloz que pode correr, foi em direção à janela que ficava no fundo do enorme corredor entre-mesas do restaurante, mas viu que dois empregados fecharam a janela, então viu a imagem de Renata(não me perguntem o porquê disso agora) e resolveu continuar, pularia e quebraria aqueles vidros. Antes disso, largou os 20 reais do almoço(15 almoço + 5 para ajudar a comprar um novo vidro) e pulou, de cabeça mesmo, como se fosse marcar um gol. Que animal.
(continua...)
Chegou um dia em que o Billi J. precisou fazer um trabalho extra, indo para outra cidade, próxima a sua, mas muito menor. Ninguém conhecia o Billi J., e isso era bom, porque ele não gostava de aparecer. Mas então, o Billi J. nunca me disse o que foi fazer nessa outra cidade, a não ser que era uma ajuda à um amigo.
Só que a volta dessa cidade, o Billi J. resolveu sair do ônibus em uma parada, ainda na rodovia federal, e caminhar um pouco. Faltavam mais de
Com fome, Billi J. resolveu entrar em um restaurante, daqueles típicos de beira de estrada, com um posto ao lado e tal. Então ele resolveu que só comeria carne, pegou um prato e ficou esperando os espetos com deliciosos churrascos surgirem na sua frente, ou melhor, no seu prato. Billi J. foi comendo, até que decidiu provar o último pedaço, de costela. Pensou que ninguém o veria, então pegou o osso com os dedos e tascou duas ou três bocadas no pedaço de costela, retirando toda a carne. E como era bom o gosto.
Após comer, resolveu limpar os dedos, mas não trouxera guardanapo, então resolveu lamber os dedos, assim como crianças fazem depois de comer chocolate que está há uns 10 minutos entre os seus dedos. Aquilo, na sua casa e em casas de família normal, sem frescuras, era normal, mas ele se esquecera, devido a sua enorme fome, que aquele restaurante era só para pessoas bem avantajadas financeiramente falando. Mas enfim, um piá de bosta, que devia ter uns 6 anos, olhava para ele enquanto ele lambia o gosto de carne que havia em seus dedos. E o piá gritou para sua mãe, perguntando porque o Billi J. estava fazendo aquilo e ele não podia fazer também. Sua mãe se levantou, puxou-o pelo braço e o levou até a porta do restaurante, onde falou com alguém, que devia ser o gerente.
Então o gerente foi até Billi J. e disse que ele deveria pagar o almoço de 3 pessoas, já que ele havia "espantado" dois clientes com os seus "maus hábitos". Só que o Billi J. não ia pagar aquilo, até porque, só tinha dinheiro para pagar o seu próprio almoço. O gerente disse que ele não sairia do local sem pagar a sua conta. Billi J. pensou em chamar a polícia, só que não o deixariam ligar, já que seriam prejudicados. Pensou sair correndo e pular a janela. Bom, foi isso o que o animal do Billi J. fez. Ele nunca mais passaria por aquele lugar mesmo.
E no mais veloz que pode correr, foi em direção à janela que ficava no fundo do enorme corredor entre-mesas do restaurante, mas viu que dois empregados fecharam a janela, então viu a imagem de Renata(não me perguntem o porquê disso agora) e resolveu continuar, pularia e quebraria aqueles vidros. Antes disso, largou os 20 reais do almoço(15 almoço + 5 para ajudar a comprar um novo vidro) e pulou, de cabeça mesmo, como se fosse marcar um gol. Que animal.
(continua...)
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