Comecei a jogar vôlei noturnamente há uns 2 meses. Há umas 2 semanas intensifiquei e aumentei os horários de jogo. E nesse tempo, acabei evoluindo nesse esporte que, para mim, só é bom se é jogado. Assistir um jogo de vôlei é como tomar suco de cebola com tomate frito.
O fato é que eu não vou falar sobre vôlei, mas sobre um fato, ou melhor, uma pessoa, que conheci jogando vôlei. O cara(isso elimina a possibilidade de uma suposta nova paixão, felizmente) é careca, provocador e irônico. Julga-se o sabe tudo no vôlei e um jogador de nível de seleção. Claro, o bocó não é nem metade disso como jogador. Enfim, o fato não é ainda esse.
Ele joga sério, como se fosse campeonato, como se valesse prêmio em dinheiro ou status. Todos os outros, principalmente eu e o Ricardo, meu amigo quase irmão, jogamos brincando. Levando a sério o jogar, mas não o resultado, como esse outro ser humano careca.
Ele tira ponto do adversário, do nada mesmo. Acrescenta pontos no seu time, do nada também. Bola fora para ele, se for a seu favor, é dentro. Se for na sua quadra, é fora sempre. Isso irrita. Como eu, mesmo sendo extremamente impulsivo, não quero discutir e nem brigar, porque afinal, só jogo para me divertir, e claro, para praticar mais algum esporte, não me irrito com tamanha... malandragem.
O careca, digo, o bocó, digo, o cara tem uns 50 anos, suponho. E ainda não aprendeu que o importante não é vencer. É bom vencer, sim, mas ainda se fosse um jogo oficial valeria.
Para piorar a situação, minha e dele, no meu time tinha um cara que nunca tinha jogado vôlei na vida. E ainda estávamos em 4 para cada lado. Ou seja, corremos feito loucos para compensar a falta de experiência do nosso amigo inexperiente que nunca havia jogado vôlei. E mesmo com isso, o time do careca... perdeu. Mesmo com todos os pontos invertidos e somados do nada.
O importante é competir, quase sempre. Mas ganhar de um cara que só quer ganhar, é bom também... ainda mais se ele for careca....(brincadeira...)
Tão tá!
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Palavras que mostram alguma coisa
Escrito por
Vini Manfio
Aqueles que podem ver, buscam alívio nas mais belas paisagens e nas mais belas poesias escritas.
E aqueles que não podem ver? Ou pior, e aqueles que não querem ver?
Aqueles que ouvem, buscam consolo nas palavras ditas, sejam sinceras ou não. Aqueles que ouvem, querem uma melodia que os acalme e lhes traga uma paz interior que alivia a dor.
E aqueles que não podem ouvir? Ou pior, e aqueles que não querem ouvir?
Aqueles que podem falar, falam muito, gritam, desabafam. Porque afinal, as palavras estão aí para ser ditas, independente de haver alguém que as leia ou não.
E aqueles que não podem falar? Ou pior, e aqueles que não querem falar?
Aqueles que podem sentir, buscam um carinho, seja ele em um abraço ou um aperto de mão. Buscam para sentirem segurança e terem a certeza de que não estão sozinhos.
E aqueles que não querem sentir? Ou pior, e aqueles que não têm alguém que lhes faça sentir esse carinho?
É... fui ao chão... só assim para escrever uma coisa dessas...
E aqueles que não podem ver? Ou pior, e aqueles que não querem ver?
Aqueles que ouvem, buscam consolo nas palavras ditas, sejam sinceras ou não. Aqueles que ouvem, querem uma melodia que os acalme e lhes traga uma paz interior que alivia a dor.
E aqueles que não podem ouvir? Ou pior, e aqueles que não querem ouvir?
Aqueles que podem falar, falam muito, gritam, desabafam. Porque afinal, as palavras estão aí para ser ditas, independente de haver alguém que as leia ou não.
E aqueles que não podem falar? Ou pior, e aqueles que não querem falar?
Aqueles que podem sentir, buscam um carinho, seja ele em um abraço ou um aperto de mão. Buscam para sentirem segurança e terem a certeza de que não estão sozinhos.
E aqueles que não querem sentir? Ou pior, e aqueles que não têm alguém que lhes faça sentir esse carinho?
É... fui ao chão... só assim para escrever uma coisa dessas...
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Histórias do Billi J. - a luta do Billi J. contra a ignorância(final)
Escrito por
Vini Manfio
(continuando)
Esse, vendo a obrigação do pedido, não disse nada. O idiota ameaçou bater no Billi J. se ele se recusasse a desculpá-lo. E o Billi J. continuava sem mencionar uma palavra sequer, mas não parou um momento sequer de recolher o lixo(claro que para isso ele andava, mas o povo, esperando uma briga, o seguia). Depois de muita ofensa, mesmo tendo a orelha puxada pela guria, o Billi J. resolveu dizer:
-Me deixe recolher esse lixo em paz.
-Aiaiai, para com isso Manuela - disse o idiota para a guria - não vê que ele quer que eu vá embora?!
-Então se desculpe seu asno!
-Me desculpa logo infeliz!
-Vai embora.
E ficaram nesse vai, não vai, manda, obedece, não adianta nada, até que, em determinado momento, o Billi J. o desculpou e o idiota foi embora. Após o ocorrido, a guria perguntou para o Billi J.:
-Por que você não bateu nele? Duvido que não tenha força para tal...
-Eu tenho que terminar de recolher todo esse lixo que os porcos imundos dessa cidade jogam no chão todos os dias.
-Ah, então você é lixeiro?
-Não.
-Então?
-Se depender da prefeitura para ter uma cidade limpa, viveremos sempre no lixo.
Após compreender a lição de moral, ela insiste:
-Mas por que não deu um soco nele? Ele mereceu...
-É seu namorado?
-Não.
-Irmão?
-Não.
-Última tentativa, primo.
-Não. Ele é apenas meu colega. Um idiota que acha que pode tudo. Merecia levar uma surra. Por que não fez isso com ele?
-Eu poderia lhe dizer muitas coisas, lhe dar uma lição de moral ou de grandeza, dizendo que não me rebaixo ao nível dele ou coisas do tipo, mas não quero.
-Então?
-Não bati naquele infeliz apenas porque se o fizesse teria que fazer com todos aqueles que fazem a mesma coisa que ele fez hoje. Com todos aqueles que, ao invés de ajudar, acabam sempre atrapalhando.
-E por que continua fazendo isso, mesmo sabendo que sempre será maioria a parte da população que atrapalha ao invés de ajudar?
-Não sei.
-Como?
-Não sei o porquê de fazer isso.
-Ãhn?
-Nem tudo precisa ter uma razão para existir.
-Mas nesse caso...
-O que ainda fazes aqui? Uma guria tão bem vestida deve ter um motorista à espera.
-Hahaha, tá me cantando então guri?!
-Ãhn?
-Confessa vai...
-Confessar o que?
Percebendo que o Billi J. não era como todos os idiotas que ela conhecia, continuou...
-Nada não.
-Então me deixe com o meu lixo e os meus pensamentos.
-Os pensamentos podem ser seus, mas o lixo não.
-Alguém tem quer dono dessa porcaria toda. Nunca leu "O pequeno Príncipe?"
-Sim, mas o que tem a ver?
-"...tu te tornas responsável por aquilo que cativas..."
-E tu por acaso considera esse lixo importante?
-Sim.
-Como?
-O lixo é uma prova de que alguma coisa está sendo feita, mesmo que essa coisa esteja errada.
-Hum... e?
-E eu faço isso muito mais porque me sinto bem recolhendo esse lixo e colocando nas lixeiras.
-Mesmo que os lixeiros joguem grande parte disso no chão novamente, pelo fato de os caminhões de lixo estarem sempre abarrotados de sujeira?
-É, nem tudo são rosas.
-Se você achar uma rosa aqui...
-Não se preocupe... eu guardo ela para você
-Ui...
-Mas você se sente bem recolhendo lixo mesmo?
-Algumas pessoas pintam, outras tocam algum instrumento, outras escrevem... eu ajunto lixo. Qual o problema?
-Você é o problema.
-E ainda por cima, como diria a minha avó, mente ocupada não pensa besteira.
-E o que seria besteira para você?
-Esquece, não te conheço para te contar a minha vida.
-A...
O Billi J. a interrompeu.
-Peraí!
-O que?
-Eu sou o problema?
-Sim.
-Nem me conheces e me chamas de problema, por que isso?
-Não sei. Você é diferente.
-Tá, se queres chamar os caras do hospício, anda logo...
-Hahaha, não vou fazer isso. Você é um problema bom.
-Ãhn?
-Sim. As pessoas lhe vêem como um problema pois sabem que há alguém que foge da hipocrisia rotineira de usar e jogar fora. Você é o problema para todos, inclusive para mim.
-E o que pensas fazer? Me matar?
-Não. Deves ter alguém que continuará o teu serviço. E vejo que você é teimoso. Então é mais fácil fazer outra coisa.
-O que?
Ela pegou um saco de lixo do bolso do Billi J. e saiu as catas de lixo, assim como o Billi J. estava fazendo. Ele então a indagou:
-Mas por que isso?
-Não sei...
-Como?
-Não sei... nem tudo precisa de uma explicação, não é mesmo?
E com um sorriso lindo, ela continuou a recolher o lixo. Ele também o fez, mesmo que não tivesse entendido muito bem o porquê de tudo aquilo. Talvez a vida solitária do Billi J. tivesse começado a mudar, porque, pelo menos naquele dia, ele não estava sozinho na luta que deveria, pelo menos na teoria, ser de todos.
*essa lição não deveria ter uma moral e o Billi J. deveria ter surrado o infeliz do plai... digo, do idiota daquele bocó de mola lá. Mas enfim, mais uma vez o Billi J. surpreende, mesmo sem ser muito surpreendente.
Esse, vendo a obrigação do pedido, não disse nada. O idiota ameaçou bater no Billi J. se ele se recusasse a desculpá-lo. E o Billi J. continuava sem mencionar uma palavra sequer, mas não parou um momento sequer de recolher o lixo(claro que para isso ele andava, mas o povo, esperando uma briga, o seguia). Depois de muita ofensa, mesmo tendo a orelha puxada pela guria, o Billi J. resolveu dizer:
-Me deixe recolher esse lixo em paz.
-Aiaiai, para com isso Manuela - disse o idiota para a guria - não vê que ele quer que eu vá embora?!
-Então se desculpe seu asno!
-Me desculpa logo infeliz!
-Vai embora.
E ficaram nesse vai, não vai, manda, obedece, não adianta nada, até que, em determinado momento, o Billi J. o desculpou e o idiota foi embora. Após o ocorrido, a guria perguntou para o Billi J.:
-Por que você não bateu nele? Duvido que não tenha força para tal...
-Eu tenho que terminar de recolher todo esse lixo que os porcos imundos dessa cidade jogam no chão todos os dias.
-Ah, então você é lixeiro?
-Não.
-Então?
-Se depender da prefeitura para ter uma cidade limpa, viveremos sempre no lixo.
Após compreender a lição de moral, ela insiste:
-Mas por que não deu um soco nele? Ele mereceu...
-É seu namorado?
-Não.
-Irmão?
-Não.
-Última tentativa, primo.
-Não. Ele é apenas meu colega. Um idiota que acha que pode tudo. Merecia levar uma surra. Por que não fez isso com ele?
-Eu poderia lhe dizer muitas coisas, lhe dar uma lição de moral ou de grandeza, dizendo que não me rebaixo ao nível dele ou coisas do tipo, mas não quero.
-Então?
-Não bati naquele infeliz apenas porque se o fizesse teria que fazer com todos aqueles que fazem a mesma coisa que ele fez hoje. Com todos aqueles que, ao invés de ajudar, acabam sempre atrapalhando.
-E por que continua fazendo isso, mesmo sabendo que sempre será maioria a parte da população que atrapalha ao invés de ajudar?
-Não sei.
-Como?
-Não sei o porquê de fazer isso.
-Ãhn?
-Nem tudo precisa ter uma razão para existir.
-Mas nesse caso...
-O que ainda fazes aqui? Uma guria tão bem vestida deve ter um motorista à espera.
-Hahaha, tá me cantando então guri?!
-Ãhn?
-Confessa vai...
-Confessar o que?
Percebendo que o Billi J. não era como todos os idiotas que ela conhecia, continuou...
-Nada não.
-Então me deixe com o meu lixo e os meus pensamentos.
-Os pensamentos podem ser seus, mas o lixo não.
-Alguém tem quer dono dessa porcaria toda. Nunca leu "O pequeno Príncipe?"
-Sim, mas o que tem a ver?
-"...tu te tornas responsável por aquilo que cativas..."
-E tu por acaso considera esse lixo importante?
-Sim.
-Como?
-O lixo é uma prova de que alguma coisa está sendo feita, mesmo que essa coisa esteja errada.
-Hum... e?
-E eu faço isso muito mais porque me sinto bem recolhendo esse lixo e colocando nas lixeiras.
-Mesmo que os lixeiros joguem grande parte disso no chão novamente, pelo fato de os caminhões de lixo estarem sempre abarrotados de sujeira?
-É, nem tudo são rosas.
-Se você achar uma rosa aqui...
-Não se preocupe... eu guardo ela para você
-Ui...
-Mas você se sente bem recolhendo lixo mesmo?
-Algumas pessoas pintam, outras tocam algum instrumento, outras escrevem... eu ajunto lixo. Qual o problema?
-Você é o problema.
-E ainda por cima, como diria a minha avó, mente ocupada não pensa besteira.
-E o que seria besteira para você?
-Esquece, não te conheço para te contar a minha vida.
-A...
O Billi J. a interrompeu.
-Peraí!
-O que?
-Eu sou o problema?
-Sim.
-Nem me conheces e me chamas de problema, por que isso?
-Não sei. Você é diferente.
-Tá, se queres chamar os caras do hospício, anda logo...
-Hahaha, não vou fazer isso. Você é um problema bom.
-Ãhn?
-Sim. As pessoas lhe vêem como um problema pois sabem que há alguém que foge da hipocrisia rotineira de usar e jogar fora. Você é o problema para todos, inclusive para mim.
-E o que pensas fazer? Me matar?
-Não. Deves ter alguém que continuará o teu serviço. E vejo que você é teimoso. Então é mais fácil fazer outra coisa.
-O que?
Ela pegou um saco de lixo do bolso do Billi J. e saiu as catas de lixo, assim como o Billi J. estava fazendo. Ele então a indagou:
-Mas por que isso?
-Não sei...
-Como?
-Não sei... nem tudo precisa de uma explicação, não é mesmo?
E com um sorriso lindo, ela continuou a recolher o lixo. Ele também o fez, mesmo que não tivesse entendido muito bem o porquê de tudo aquilo. Talvez a vida solitária do Billi J. tivesse começado a mudar, porque, pelo menos naquele dia, ele não estava sozinho na luta que deveria, pelo menos na teoria, ser de todos.
*essa lição não deveria ter uma moral e o Billi J. deveria ter surrado o infeliz do plai... digo, do idiota daquele bocó de mola lá. Mas enfim, mais uma vez o Billi J. surpreende, mesmo sem ser muito surpreendente.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Histórias do Billi J. - a luta do Billi J. contra a ignorância(parte 1)
Escrito por
Vini Manfio
O Billi J. estava naquela fase em que o mundo é o fim do próprio mundo e que a sociedade é o maior lixo que há no planeta. Ele queria porque queria fazer alguma coisa para mudar essa situação e, quem sabe, poder encontrar uma namorada que também seguisse os seus ideais de luta contra a monotonia porcamente capitalista e superficial que predomina na maior parte daqueles que habitam aquela já referida(pelo menos umas duas vezes) sociedade imunda na qual vivia.
O Billi J. não podia ver um papel no chão que ajuntava. Papel de bala ou salgadinho ele colocava no bolso e depois jogava no lixo, quando achava um. Sim, na cidade onde morava, eram poucas as lixeiras, por isso demorava até o Billi J. achar um lixo. Ah, garrafas pet também eram encontradas em grande número.
Ele sempre, mas sempre recolhia esse lixo, mesmo que não fosse seu e mesmo que o seu lixo estava sempre nas lixeiras, latas de lixo, ou mesmo, lixos da cidade, da universidade ou da sua cozinha. Muito preocupado com o meio ambiente, ele sempre participava de ações conjuntas para limpeza de qualquer que fosse o lugar e fazia parte de uma ong, criada por ele mesmo, para limpar tudo o que estivesse sujo e, conseqüentemente, prejudicasse a cidade, mesmo que num futuro não muito próximo.
Na verdade, ele era o único membro da ong, que não era bem uma ong, mas tinha nome de ong e até blog na internet(não como esse aqui, uma coisa útil, mas que não era bem atualizada pois o Billi J. não tinha tempo sobrando para tal, era estudo, limpar a cidade e estudo, comer e dormir eram tarefas secundárias). O Billi J. era um cara que fazia isso justamente para esquecer sua vida. Jogava-se no lixo com a intenção de limpar, na esperança que alguém se comovesse e o ajudasse, primeiro a recolher o lixo da cidade e depois limpar a sua própria vida.
Tosco, como sempre, o Billi J. um dia estava na sua limpeza e promoção da campanha "não jogue copos plásticos no chão" quando um idiota que usava gel no cabelo e tinha usava aqueles colares ridículos de rapper estadunidense que só grunhe(feito porco no chiqueiro) durante a música(que música? são só barulhos). O cara era um merda. Tanto que a primeira coisa que fez foi jogar o seu copo, onde sorvia porcamente algum líquido, fazendo ruídos extremamente irritantes para o Billi J. e qualquer outro que passasse por lá naquele momento, no chão, para indignação do Billi J.. Vendo a cara de indignado do Billi J., o por... digo, o idiota do plai... infeliz daquele piá de bosta, disse, sem qualquer remorso(e para provar que não há mesmo cérebro na cabeça desse tipo de gente):
-Tá com os óio(algo que seria entendido como olhos) pra cima deu por que mané? O copo é meu e eu faço o que quero com ele... tá ligado mano?
O Billi J. pensou que poderia matar aquele idiota. Pensou que poderia fazê-lo pegar aquele copo com a boca. Pensou que todas as suas aulas de defesa pessoal serviriam para fazer aquele filho da ... mãe dele engolir o que disse e voltar atrás com a sua atitude estúpida. Pensou muitas coisas em questão de segundos. Mas nada fez. Foi até o plai... o imbecil e, inesperadamente, se abaixou e ajuntou o copo. Sem dizer uma palavra sequer.
Todos que viram e pararam para continuar vendo aquela cena ficaram chocados. Como que o Billi J.(que para eles era apenas um qualquer desconhecido que fazia algo bom) que estava fazendo uma coisa útil, não reagiria àquela atitude infeliz, mas muito comum? Ninguém entendeu como ele conseguiu fazer tal feito. Tão ignorantes quanto o idiota, começaram a gritar...
...-Cagão!
-Amarelão!
-Seu covarde!...
...dentre outros xingamentos.
O Billi J. nada fez. Continuou seu trabalho de recolher o lixo daquela rua. Até os gritos cessarem, o idiota que havia atirado aquele copo e provocado o Billi J. e foi até ele, para lhe falar mais algumas coisas. E falou mais algumas coisas. Coisas que profundamente irritaram o Billi J.. Mas ele não reagiu. Nem uma palavra, nem um soco, nem um copo na boca do imbecil. Nada. Voltara a ser o Billi J. que guardava sua raiva. Nem ele entendia como conseguia agüentar tudo aquilo.
O idiota do plai... digo, do estúpido piá de bosta continuou xingando o Billi J., mesmo que à distância, até que chegou uma guria que o puxou pela orelha e o fez calar-se. Depois, a mesma guria gritou, para todos, inclusive o Billi J., ouvirem, que ele deveria se desculpar com o Billi J.. Ela havia visto tudo o que acontecera, mas só achou que deveria se intrometer quando percebeu que o Billi J. não reagiria. O idiota, puxado pela orelha pela guria, que deveria ser sua namorada, ou irmã, ou prima, ou apenas uma guria que havia visto a injustiça, bem, para retomar a frase, o idiota foi pedir desculpas para o Billi J..
(continua)
O Billi J. não podia ver um papel no chão que ajuntava. Papel de bala ou salgadinho ele colocava no bolso e depois jogava no lixo, quando achava um. Sim, na cidade onde morava, eram poucas as lixeiras, por isso demorava até o Billi J. achar um lixo. Ah, garrafas pet também eram encontradas em grande número.
Ele sempre, mas sempre recolhia esse lixo, mesmo que não fosse seu e mesmo que o seu lixo estava sempre nas lixeiras, latas de lixo, ou mesmo, lixos da cidade, da universidade ou da sua cozinha. Muito preocupado com o meio ambiente, ele sempre participava de ações conjuntas para limpeza de qualquer que fosse o lugar e fazia parte de uma ong, criada por ele mesmo, para limpar tudo o que estivesse sujo e, conseqüentemente, prejudicasse a cidade, mesmo que num futuro não muito próximo.
Na verdade, ele era o único membro da ong, que não era bem uma ong, mas tinha nome de ong e até blog na internet(não como esse aqui, uma coisa útil, mas que não era bem atualizada pois o Billi J. não tinha tempo sobrando para tal, era estudo, limpar a cidade e estudo, comer e dormir eram tarefas secundárias). O Billi J. era um cara que fazia isso justamente para esquecer sua vida. Jogava-se no lixo com a intenção de limpar, na esperança que alguém se comovesse e o ajudasse, primeiro a recolher o lixo da cidade e depois limpar a sua própria vida.
Tosco, como sempre, o Billi J. um dia estava na sua limpeza e promoção da campanha "não jogue copos plásticos no chão" quando um idiota que usava gel no cabelo e tinha usava aqueles colares ridículos de rapper estadunidense que só grunhe(feito porco no chiqueiro) durante a música(que música? são só barulhos). O cara era um merda. Tanto que a primeira coisa que fez foi jogar o seu copo, onde sorvia porcamente algum líquido, fazendo ruídos extremamente irritantes para o Billi J. e qualquer outro que passasse por lá naquele momento, no chão, para indignação do Billi J.. Vendo a cara de indignado do Billi J., o por... digo, o idiota do plai... infeliz daquele piá de bosta, disse, sem qualquer remorso(e para provar que não há mesmo cérebro na cabeça desse tipo de gente):
-Tá com os óio(algo que seria entendido como olhos) pra cima deu por que mané? O copo é meu e eu faço o que quero com ele... tá ligado mano?
O Billi J. pensou que poderia matar aquele idiota. Pensou que poderia fazê-lo pegar aquele copo com a boca. Pensou que todas as suas aulas de defesa pessoal serviriam para fazer aquele filho da ... mãe dele engolir o que disse e voltar atrás com a sua atitude estúpida. Pensou muitas coisas em questão de segundos. Mas nada fez. Foi até o plai... o imbecil e, inesperadamente, se abaixou e ajuntou o copo. Sem dizer uma palavra sequer.
Todos que viram e pararam para continuar vendo aquela cena ficaram chocados. Como que o Billi J.(que para eles era apenas um qualquer desconhecido que fazia algo bom) que estava fazendo uma coisa útil, não reagiria àquela atitude infeliz, mas muito comum? Ninguém entendeu como ele conseguiu fazer tal feito. Tão ignorantes quanto o idiota, começaram a gritar...
...-Cagão!
-Amarelão!
-Seu covarde!...
...dentre outros xingamentos.
O Billi J. nada fez. Continuou seu trabalho de recolher o lixo daquela rua. Até os gritos cessarem, o idiota que havia atirado aquele copo e provocado o Billi J. e foi até ele, para lhe falar mais algumas coisas. E falou mais algumas coisas. Coisas que profundamente irritaram o Billi J.. Mas ele não reagiu. Nem uma palavra, nem um soco, nem um copo na boca do imbecil. Nada. Voltara a ser o Billi J. que guardava sua raiva. Nem ele entendia como conseguia agüentar tudo aquilo.
O idiota do plai... digo, do estúpido piá de bosta continuou xingando o Billi J., mesmo que à distância, até que chegou uma guria que o puxou pela orelha e o fez calar-se. Depois, a mesma guria gritou, para todos, inclusive o Billi J., ouvirem, que ele deveria se desculpar com o Billi J.. Ela havia visto tudo o que acontecera, mas só achou que deveria se intrometer quando percebeu que o Billi J. não reagiria. O idiota, puxado pela orelha pela guria, que deveria ser sua namorada, ou irmã, ou prima, ou apenas uma guria que havia visto a injustiça, bem, para retomar a frase, o idiota foi pedir desculpas para o Billi J..
(continua)
domingo, 26 de outubro de 2008
Que praga de raio que estraga a praga da tecnologia
Escrito por
Vini Manfio
Um raio a mais no céu.
Uma placa de rede a mais para o meu computador.
Um novo par de caixinhas de som, também para o meu computador(2).
Um novo estabilizador, também(2) para o meu computador(3).
O fato é que dificultou a postagem aqui no blog. Até porque, odeio digitar no teclado do computador do meu pai. Que teclado mais ruim. O cara tem que dar uma surra em cada tecla para poder aparecer uma letra no lugar onde se digita.
A tecnologia é isso. Todos os avanços facilitaram, em alguns casos muito, a vida das pessoas. A praticidade é facilmente percebida para qualquer que seja o lugar onde olhamos. O fato é que a durabilidade disso é muito pequena. Por mais que tenha sido um raio, aliás, vários raios, trovões, relâmpagos, enfim, o raio que o parta saído do céu e da terra(quem não sabe como se forma um raio, clique aqui), deveria, em teoria, haver uma durabilidade maior nesses produtos cujo preço não é de banana.
Essa tecnologia se tornou praticamente descartável, o que irrita, e muito, pessoas como eu, que prezam pelo uso contínuo das coisas e acabam se acostumando com o uso contínuo de determinados produtos. Lei de mercado, capitalismo, enfim, muitas coisas desse tipo seriam, e serão, ditas para mim em virtude dessa reclamação, mas não consigo me conformar que as coisas que uso não podem durar muito tempo e já estragam, queimam, param de funcionar por motivos desconhecidos ou por ação de espíritos maléficos e invejosos que habitam o corpo daqueles que me cercam e acabam cercando todos aqueles que possuem algo que seja derivado dessa tecnologia.
Que raiva. Dinheiro que poderia ser gasto com vários e vários horários de futebol ou de vôlei tiveram que ser gastos com uma coisa que, moralmente, deveria durar muito mais do que 3 meses.
É, uma placa de rede no meu computador dura pouco mais que isso.
Que raiva(2).
Uma placa de rede a mais para o meu computador.
Um novo par de caixinhas de som, também para o meu computador(2).
Um novo estabilizador, também(2) para o meu computador(3).
O fato é que dificultou a postagem aqui no blog. Até porque, odeio digitar no teclado do computador do meu pai. Que teclado mais ruim. O cara tem que dar uma surra em cada tecla para poder aparecer uma letra no lugar onde se digita.
A tecnologia é isso. Todos os avanços facilitaram, em alguns casos muito, a vida das pessoas. A praticidade é facilmente percebida para qualquer que seja o lugar onde olhamos. O fato é que a durabilidade disso é muito pequena. Por mais que tenha sido um raio, aliás, vários raios, trovões, relâmpagos, enfim, o raio que o parta saído do céu e da terra(quem não sabe como se forma um raio, clique aqui), deveria, em teoria, haver uma durabilidade maior nesses produtos cujo preço não é de banana.
Essa tecnologia se tornou praticamente descartável, o que irrita, e muito, pessoas como eu, que prezam pelo uso contínuo das coisas e acabam se acostumando com o uso contínuo de determinados produtos. Lei de mercado, capitalismo, enfim, muitas coisas desse tipo seriam, e serão, ditas para mim em virtude dessa reclamação, mas não consigo me conformar que as coisas que uso não podem durar muito tempo e já estragam, queimam, param de funcionar por motivos desconhecidos ou por ação de espíritos maléficos e invejosos que habitam o corpo daqueles que me cercam e acabam cercando todos aqueles que possuem algo que seja derivado dessa tecnologia.
Que raiva. Dinheiro que poderia ser gasto com vários e vários horários de futebol ou de vôlei tiveram que ser gastos com uma coisa que, moralmente, deveria durar muito mais do que 3 meses.
É, uma placa de rede no meu computador dura pouco mais que isso.
Que raiva(2).
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