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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Histórias do Bandiolo - Um olhar, uma intenção. Várias vezes.



Entrei no ônibus que vai para a universidade e sentei na última fila, naquela em que ao invés de um ou dois, são cinco assentos. Sentei no do meio, uma vez que o ônibus estava quase vazio. Parada vai, chega e passa, só havia dois lugares no ônibus. Adivinhem onde? Sim, um à minha esquerda e outro à direita. Pois então, do meu lado direito, sentou um gordinho. Nada contra os gordinhos, mas aquele tinha cara de quem fazia coisas ditas 'gordisse' ou 'gordice'. Tranquilo, o gordinho pegou os fones de ouvido, começou a ouvir o seu Guns em um nível no qual todos do ônibus poderiam escutar e assim o ônibus foi. Na parada seguinte começou essa história.

(Os acontecimentos à seguir ocorreram entre 08:11 e 08:17)
Subiu apenas um sujeito. Alto, musculoso, loiro. Típico delírio das mulheres, mas só daquelas que não sabem que o cara toma bomba para ter aqueles músculos. Esse cara sentou ao meu lado, não sem antes receber um olhar do gordinho, daqueles olhares que querem dizer "aiaiai, bombadão, deve ser gay". A interpretação disso se dá porque o gordinho tinha uma cara de nerd, e vocês sabem bem que os nerds acham que todo homem que não é nerd, ou melhor, todo homem que tem mais músculos do que eles(ou seja, todo homem mesmo), é gay. Em contrapartida, o bombadão percebeu que o gordinho tinha olhado para ele e então soltou um olhar de quem diz "tá com inveja né seu pançudo, comeu bacon no café da manhã?".

Não parou por aí. O gordinho então, como resposta à palavra dita no olhar do bombadão, aproveitou-se de uma lombada passada pelo ônibus para inclinar a cabeça para frente e soltar um olhar de "garanto que o meu bacon é mais saboroso que o seu ovo cru com bomba para cavalo". Ah, mas o bombadão não parou por aí, como quem faz de conta que procura algo na mochila, ele olhou para o gordinho de canto de olho como quem diz "eu tomo bomba mas pelo menos eu pego qualquer mulher que entrar nesse ônibus.

(Os acontecimentos seguintes ocorreram entre 08:18 e 08:23)

Então o gordinho ficou irado, tanto que baixou o som da música e até guardou o celular, como quem procura alguma prova, na mochila, para mostrar que o bombadão estava errado. Nisso o sujeito que estava ao lado dele desce e uma loira, com um metro e sessenta e três de altura, quarenta e oito quilos, corpo escultural, senta ao seu lado. Aí o gordinho não deixou por menos e, com um olhar de canto de olho direcionou ao bombadão alguma coisa do tipo "duvida que eu consigo o celular dessa loira?". O bombadão percebeu que o gordinho queria guerra e retrucou o olhar com um "eu duvido, ela é gostosa demais para dar o celular para um gordinho". O gordinho então usou sua nerdisse e perguntou à loira:

-Não estou encontrando meu celular, poderia ligar para meu número para ver se eu o deixei cair ou o esqueci em casa?

Maldito pança de hipopótamo, pensou e quase sussurrou o bombadão. De fato o gordinho conseguiu o telefone da loira, pois ela o ligou. Mas ele, o gordinho, sabia que não tinha coragem para ligar para uma loira daquelas e ouvir um fora daqueles bem grandes.

O clima ficou calmo, o bombadão havia perdido a disputa, mesmo sabendo que aquilo era improvável demais para se tornar realidade mesmo e o gordinho, numa gordisse sem igual vangloriava-se, sussurrando Gloria Gaynor. Ah não, aquilo pedia uma resposta imediata, pensou o bombadão.

(Os acontecimentos a seguir ocorrem entre 08:27 e 08:31)

O bombadão movimentava levemente a cabeça, para frente e para trás, para ver o gordinho e sua gordisse sussurrada. Eu, ao ver que ele tentava ver o gordo,movimentava a minha cabeça em sentido contrário, pois começava a gostar daquela briga visual, embora estivesse desconfortável sentar entre um gordo e um bombadão. O dito cujo, bombadão, resolveu que a próxima parada seria a hora de recomeçar a luta, perdera a luta, não a guerra.

Parada veio e foi, deixando a loira escultural. O bombadão então inclinou a cabeça para o lado do gordinho, ou seja, na minha frente, como quem olha uma loja que havia do outro lado da rua. Na volta desse pretexto mentiroso, ele olhou para o gordo como quem diz "nerd burro, acha que vai mesmo conseguir alguma coisa com aquela loira". O gordinho retrucou no mesmo instante com um olhar "e você acha que consegue mais do que eu, seu semi-analfabeto". O bombadão, ainda com a cabeça inclinada para o lado mandou um olhar de "posso ser semi-analfabeto, mas pelo menos não sou um gordo sedentário que fica sentado na frente de um computador o dia inteiro, olhando videos no youtube, twittando e jogando counter strike".

Nesse instante um clima de guerra fria foi sentida no ônibus. Pelo menos eu senti essa guerra anunciada. O twitter e o counter strike haviam despertado no gordo uma revolta descomunal. Talvez porque fosse um pouco verdade. Talvez porque fosse muito verdade. Talvez porque fosse a verdade. Não sei, acontece que...

(Os acontecimentos a seguir ocorreram entre 08:32 e 08:35)

O gordinho buscava uma resposta para aquele insulto, aquela agressão, buscou no seu dicionário mental e então, inclinando a cabeça para baixo, como quem vai amarrar os tênis, olhou para o lado e lançou um olhar de "você é um inepto vagabundo que só fica tomando bomba e malhando, assim como o vagabundo do seu pai". O bombadão, sentido pela ofensa ao seu pai respondeu "sou desejado pelas mulheres e você não é desejado nem pelos computadores e pela porca gorda da sua mãe". Aaaaaaaaaaaah não, ofendeu a mãe, pediu pra levar. O gordinho então, com muita raiva nos olhos respondeu com um olhar "a minha mãe pode ser gorda, pelo menos não é uma prostituta como a sua".

Um clima de guerra nuclear havia surgido e eu comecei a temer pela minha própria vida e, claro, pela minha própria mãe. Então...

(Os acontecimentos a seguir ocorreram entre 08:36 e 08:38)

Não havia outra coisa a acontecer. A troca de olhares começou a dizer muito menos do que dizia. Felizmente os palavrões diminuíram, mas a raiva e as ofensas não. O gordinho olhou e nada disse. O bombadão, idem. O bombadão, segundos depois, olhou novamente sem dizer nada e essa foi a brecha para o gordinho...

(Os acontecimentos à seguir ocorreram entre 08:39 e 08:46, ou próximo disso)

...recomeçar a troca de olhares ofensivas. Para não ficar muito chato, retratarei aqui como um diálogo, mas que fique claro que foi dito apenas através de olhares isto aqui:
-Idiota.
-Nerd.
-Você toma anabolizante para cavalos.
-Você é um gordo que come hambúrguer todo dia.
-Você é um burro que não sabe o valor de Pi.
-Você é um gordo que não tem amigos.
-Você só tem amigos bombados e burros como você.
-Pelo menos eu tenho amigos, nerd cdf que fica chupando hardware.
-Pelo menos eu não serei estéril por tomar anabolizantes.
-Mesmo não sendo estéril você não terá filhos.
-Vou ter sim.
-Não vai não porque nenhuma mulher vai querer você.
-Depois da primeira palavra que você disser, nenhuma vai querer você também.
-Todas as mulheres vão querer, sim.
-Não vão não, porque você não sabe dizer 'inconstitucionalissimamente'.

Ditas mais duas ou três frases que não me recordo, entrou no ônibus um... sujeito, vestindo roupas escuras, com uma franja metade vermelha que caía sobre um olho, com um jeito todo... enfim, e o pior de tudo é que aquela coisa ouvia 'restart' em um volume audível por todos do ônibus, mesmo com todas as buzinas fazendo barulho lá fora. O gordinho e o bombadão pararam de se olhar e olharam para o sujeito.

(Os acontecimentos a seguir ocorreram entre 08:47 e 08:56)

Olhando aquele sujeito, que olhou para os dois como quem diz "parem de brigar meus lindinhos", o bombadão olhou para o gordinho como quem diz "até que deve ser legal ser um nerd gordo. À propósito, você nem é tão gordo assim.", ao passo que o gordinho olhou para o bombadão como quem responde "você faz bem em praticar esportes e, poderia me dar umas dicas de saúde".

Então não trocaram mais olhares, uma vez que perceberam que alguém os olhava. O sujeito, aquela coisa toda... enfim, que chamam de emo. E aquele emo os devorava com os olhos. Olhava para eles como quem dizia "vocês querem o meu telefone? Vocês querem alguma coisa de mim além do meu telefone, gatinhos?".

Incrível. Aquele sujeito não parava de olhar para eles e, antes que ele começasse a olhar para mim, eu desci na parada seguinte.

Não, eu não sabia discutir com olhares, então qualquer coisa que eu dissesse através de um poderia ser mal interpretada por aquela coisa, digo, aquele emo.

Logo, não sei o que aconteceu com o gordinho e nem com o bombadão, mas tenho certeza de que o emo não daria trégua para eles. Afinal, aquele emo os comia, ou queria... enfim, o emo os olhava com... é... deixa pra lá.

*baseado em observações reais

sábado, 1 de maio de 2010

Retratos de uma sociedade patética(8)


Hoje será sobre a permanência em perspectivas fadadas ao fracasso. Perspectivas falidas de um sucesso inexistente, no passado, no presente e no futuro. Perspectivas bobas, motivadas por aparências tão passageiras quanto uma nota de cem reais na mão de um pobre. Suposições e desejos de hoje que jamais serão hoje.

E tudo isso pela objetividade que transforma um sistema interno de entendimento de mundo em um sistema mais falido do que o comunismo ou, como queiram, tão fracassado quanto. Objetividade que reduz tempo e pode até ajudar em algum momento, mas não resolve perspectiva alguma, muito menos quando se está por baixo achando que poderia estar por cima, tudo por uma condicional tolamente... objetiva.

Disso e daquilo vêm o que eu quero tanto dizer, mesmo que ninguém entenda vírgula alguma. Porque ao invés de jogar-se de uma ver em um poço, com ou sem água, fica-se sentado na beira, esperando que alguém empurre para baixo aquilo que já deveria estar lá, tendo em vista que quanto antes se chega ao fundo, quanto antes se cai, antes pode-se voltar, levantar, enfim, sair do tal do poço.

A perspectiva de estar na beira do poço e achar que está tudo bem é tão tola quanto um ateu que abre os olhos e ainda nega uma Existência inegável. Você está na beira do poço e acha bom, mas não percebe que, estando na beira dele, está pior do que se já estivesse no fundo do mesmo, pois do fundo não se cai, mas da beira sim. Comentar sobre a espera pelo empurrão para uma mudança é cair em um lugar comum de palavras já ditas, repetidas e cansativas em outros dias.

Se joguem de uma vez e acabem com essas perspectivas ilusórias. Vocês na beira do poço fingem que não estão, mesmo estando. Enganam-se e julgam-se inteligentes ainda. Pensem com menos objetividade e quem sabe vocês entendam que, na real, já estão lá no fundo, chorando no meio da própria água.

Quem sabe assim vocês, eles ou aquela menina lá, passem a dar valor ao que ouvem daqueles que desistiram do objetivo há tempos. Abram os olhos para a mente, e não para a beira do poço, achando que ela é o vosso trono.

Cansa vê-los assim, iludidos em suas próprias luzes que não brilham, nem aqui e muito menos em algum outro lugar do universo, nessa ou em outra dimensão.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sem frase alguma por uma vírgula. Ou nem isso


Cada vez mais as pessoas me mostram grandes contradições. Querem algo mas não fazem esforço para consegui-lo. Sonham com algo mas não tiram a mão do queixo nem quando ela fica dormente. Não dão risada com medo de serem chamados de bobos alegres.

E assim para-se no tempo. Contradiz-se a vontade pela falta dela. Estranho. Engraçado. À beira de coisa pior. Pois criticam tudo e todos mas, quando recebem uma vírgula de comentário, que não precisa ser algo além de um simples comentário, largam tudo, vontades, pretensões, intensões, mudam caminhos, rotas e sentem-se incapazes de realizar muita coisa, se não tudo, a maioria do que queriam.

Uma coisa é depender de algo para prosseguir. A outra é fazer-se dependente de algo para prosseguir. E fazer-se dependente é fazer-se fraco, mostrar-se inepto ante um simples fio branco no meio de um cabelo black-power bem preto. É um nada que vira o mundo inteiro, com poder de decisão superior à própria pessoa. Se algo externo tem maior poder de decisão que o próprio vivente, não há sentido em continuar, certo? É mais fácil começar a andar sobre quatro patas, comer ossos e... pensando bem, um cachorro tem um nível bom de decisão. Ele decide o que quer fazer, quando pode fazê-lo.

E há algum momento em que eu não posso decidir sobre a minha própria vida? Eu não sou escravo, não tenho dono algum, não há contrato que me obrigue a fazer o que eu não quero fazer.(sem piadas sobre trabalho, por favor).

É tão simples. É só continuar. Mas alguém disse que você leu mal e você não lê mais. Alguém fez alguma coisa errada no grupo então você não participa mais dele porque há um mau exemplo. Alguém erra e o mundo é o culpado, vai atrás de um mundo onde as pessoas não erram. 

Gosto de utopias, acho a impossibilidade delas um tanto quanto fascinante, mas essas utopias, de achar que você nunca vai receber uma crítica, uma sugestão, um comentário que vai contra o que você pensa ou mesmo alguém fazer algo que você julga ser errado, essas e tantas outras utopias são patéticas. Porque não existe possibilidade nesse caso, isso é busca por perfeição, em situações ou pessoas. Busca inútil por perfeição inexistente.

Deixam de lado caminhos corretos para seguir outros, muito diferentes, apenas porque alguém disse algo. Porque alguém deu um mau exemplo. Os elogios e os bons exemplos logo são esquecidos, são preteridos pelo ruim, que talvez nem tenha sido tão ruim. Ou nem precisam de alguém. Julgam-se incapazes, distantes demais de sonhos, vontades e desejos. E pela distância, pela dificuldade, ao invés de motivação, deixam-se levar pelo medo, o receio, a preguiça e provam assim, atando suas mãos para a sua própria vida, que não queriam aquilo de verdade. Da boca para fora, assim como políticos mentirosos.

Chega de olhar a escuridão. Quem sabe você abre os olhos e vai ver que uma luz fantástica brilha e ilumina teu caminho. Chega de lamúria e de lamento. O caminho é teu, ninguém tem o poder de mudar ele. As influências você escolhe, mas para onde você vai é escolha própria, a não ser que você seja um grande... vai qualquer termo... um grande banana. É irritante quando alguém pode mas hesita seguir em frente pelos mais diversos, e bobos, motivos.

Você não escreve o texto porque disseram que você usa muitas vírgulas. Você não canta porque alguém disse que outra pessoa canta melhor. Você não sai de casa porque disseram que você se vestiu mal no sábado. Você olha para o espelho e acha que seus dentes não estão tão brancos quanto os das suas amigas, então decide ficar em casa comendo pipoca e alisando os pêlos do gato. Você acha que todos estão errados e ainda assim deixa de lado o que você acha que é certo, ou diz achar certo, de verdade. E ainda julgam-se corretas, colocando mágoas e decepções passadas, dores, lágrimas e sofrimentos de tempos atrás como boas razões. E sofrem ainda mais, maltratando seus corações, seus bons sentimentos.

É engraçado, é estranho, mas é triste e decepcionante ver tantas pessoas com potencial de liderar, continuando bonitas e corretas histórias, deixando isso de lado por acharem que é difícil, por deixarem-se ir ao chão pelos tantos motivos ruins que existem. Pessoas que poderiam construir histórias grandiosas, mas que não conseguem sequer escrever a sua própria história, pois vivem com medo. Do mundo, das pessoas, da dificuldade.

Medo do que dizem, do que fazem, do que podem dizer e fazer. Medo de perdoar, de amar, de sonhar. Medo de lutar por esses amores e sonhos. Medo de fazer o diferente, o certo.

Essas pessoas têm medo de viver. Medo de si mesmas.

E isso é muito, muito triste.


*sem comentários do tipo 'a gente tem que fazer o que quer fazer' ou 'não dá pra dar bola para que os outros falam, cada um tem que viver a sua vida' ou 'as pessoas são diferentes' ou 'a gente tem que ir atrás dos nossos sonhos' ou algo motivacional do tipo 'tem que pensar positivo e achar que vai dar certo'. Sério, não quero comentários que qualquer pessoa poderia fazer, a intenção do texto não é trazer à tona essa rotina besta de frases feitas que para mim são tão patéticas quanto coisas citadas no texto

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mais uma dentre tantas bobagens

Como hoje eu não achei algo idiota no fundo da minha cabeça, vou transferir para cá um excerto escrito na minha agenda durante uma das (muitas) noites de insônia. Mas faz tempo, foi no dia 03 de julho do ano passado, ou seja, completará 1 ano em menos de um mês. Como todos sabem, (quase) tudo que sai da minha cabeça é bobagem. Tentativas de poesia*(sendo que odeio poesia*) então, são piores(puts!) ainda do que os textos (nada) normais. E tentativas de poesia* em dias de insônia e de cabeça desordenada(mais do que o habitual) então, tornam-se a réstia da podridão de uma mente que continua sem saber coisa alguma a não ser que ainda existe um coração que bate(embora pouco) um pouco abaixo de si.

Enfim, (infelizmente) vamos àquele lixo, digo, àquela poesia*.

(já é difícil escrever alguma coisa em forma de poesia*, imagine um título, ou seja, não existe título)

Saio de casa e nada vejo,
rosas, margaridas ou violetas.
Nada.
Sequer vejo o pé de laranja-lima que vovó plantou.
Nada vejo.
Talvez esteja cego.
Mas se consigo olhar para o céu,
ver nuvens brancas e enormes,
é porque não estou cego**.
E o mais incrível é que,
para o céu,
para as nuvens
ou mesmo para o Sol,
só consigo vislumbrar a luz que sai daqueles olhos.
Olhos que não tive,
infelizmente,
a oportunidade de contemplar
pelo tempo necessário.
Necessário para dizer que rosas,
céu
e nuvens
não me fariam falta,
tanta falta quanto faria
o teu olhar faria
se, um dia realmente ficasse cego.

(P.S. Odeio poesia)


*eu sei, isso não é poesia. Mas é que eu preciso rir disso e não vejo jeito melhor de fazê-lo senão chamando essa bobagem toda, esse lixo (não-) literário, de poesia.
**a conclusão de uma frase tosca veio com uma frase óbvia, daquelas respondias com uma ironia do tipo "é sério? bah, não sabia..."

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Ainda sobre essa bobagem de datas

Mais uma ano. Mais um ano na história, porque afinal, todos os anos entram para a história. Mais um ano de vida de muitos. Mais um ano para muitos. Apenas mais um ano para muitos. Nada diferente em relação a outros anos, até porque, de um ano para outro nada muda mesmo. Só o final da data que é escrita.

Ou seja, nada importante muda apenas pelo fato de o ano estar começando. Não existe aquela bobagem de ano novo, vida nova. Isso é bobagem. É apelação. É apegação à coisas fúteis. É bobagem(2).

As pessoas fazem promessas. Listas de desejos. De ambições. De planos a serem cumpridos. E nada disso adianta. Até porque, esse tipo de lista pode ser feito até no último dia do ano, para ser realizado no mesmo dia. Bobagem ficar planejando algo só porque um ano terminou e outro começou. Só o calendário que realmente sente o ano chegar. O ano sair. O ano existir.

Porque os dias são os dias e as noites fazem parte dos dias. Porque é essa é mais uma utopia barata. E fraca. Tão fraca, e bisonha, quanto àquela de que "nós construímos um mundo melhor", utopia na qual ainda me incluo, por motivos de força maior, de consciência maior.

2009 vai ser apenas mais um ano na minha vida. Mais um ano na sua vida. Mais um ano na história. O ano passado marcou. Sim, porque todo ano marca de alguma maneira. Se não todos, alguns. Mas como todos têm um ano em especial marcado em suas vidas(nem que seja o do nascimento), então fica fácil dizer que cada ano é apenas um ano.

A festa de 31 de dezembro também é bobagem. Comemoram o que afinal de contas?

Eu já escrevi sobre essa última frase, citando um exemplo. Então não comento mais nada.

A última coisa que eu tenho a escrever é que as promessas de ano novo deveriam ser incluídas naquela "lista das maiores mentiras da humanidade". Existem pessoas que cumprem as promessas de ano novo? Deve existir sim, mas não faz diferença. Assim como os idiotas dos utópicos por um mundo melhor(já disse que me incluo nessa lista), os bocós das promessas de ano novo não fazem diferença para um mundo que, com ou sem promessa, lista, desejos, felicitações e muito dinheiro gasto em foguete, não se importa com o que acontece na casa ao lado, do outro lado da rua.

Chega. Cansei. Até porque eu não ia escrever isso. Mas escrevi.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Reflexões de um maluco(3) - se é pra ser uma saga, que seja então

Há anos luta-se por pessoas mais conscientes, que vivam a realidade. E há anos o mundo perdeu o rumo. Perdeu o sentido. Perdeu a grande maioria das poucas coisas que ainda faziam sentido nele. Ainda há um resto que, infelizmente, ainda lutam para que acabe.

Há anos luta-se por um mundo mais inteligente, mais real. Um mundo em que a preocupação com problemas sociais e ambientais seja cada vez mais transformada em ações. E o que se vê? Cada vez um descaso maior, com os necessitados, os excluídos, enfim, os pobres e miseráveis e uma perda completa de respeito com a natureza.

Há anos luta-se por uma evolução. Para isso precisamos saber de todos os detalhes do passado, inclusive os desnecessários. Uma evolução que melhoraria a interação do ser humano com o seu semelhante e com o ambiente. Evolução? Aproximação? Interação? Compreensão do passado? Alguém sabe me dizer se isso existe?

Computadores e todos os tipos de mini-aparelhos, que facilitam e simplificam coisas que antigamente eram "difíceis", como espremer laranjas e ralar queijo, foram criados para que o ser humano pudesse aproveitar mais a vida e perder menos tempo. Só que para ter isso, o ser humano trabalha(aqueles que têm a oportunidade) para ter dinheiro para comprar isso. E para ter um bom emprego, estuda(os que têm oportunidade) bastante. Ou seja, ao invés de ganhar tempo, perde ainda mais tempo.

Não vou criticar, agora, o consumismo. O capitalismo. A construção daquela inutilidade de acelerador de partículas e a falta de capacidade do ser humano, o mesmo que criou coisas geniais como o papel e a caneta(que não precisa ser Bic), em arrumar soluções para tapar todos os buracos deixados no meio do caminho. São esses buracos que explicam todos os problemas e todas as porcarias do mundo, gerados por uma sociedade egocêntrica e que perdeu todo e qualquer sentimento sincero e bom que havia em seus corações(ou para os realistas de hoje em dia, as impressões implícitas que não fazem diferença).

São tantas coisas que são vagas e ao invés de solucionar esses "buracos" deixados no meio do caminho da tal "evolução" do ser humano, queremos, ou melhor, querem logo descobrir o princípio e o final de tudo. O mundo acaba em 2012. Está em um livro, publicado. A culpa não é sua. A culpa, acredito eu que provavelmente, também não seja minha. Acredito também que o mundo, talvez infelizmente, não acabe em 2012, pois ainda há muito a ser piorado antes do fim. Se é que existe mesmo um fim.

Então, de quem é a culpa?

Buscam a Lua, as estrelas e nem ao menos conseguem explicar como uma flor só abre seus botões na noite de Natal.

Buscam vidas em outros planetas e ignoram a existência de vida na Terra.

O ser humano, que descobriu muitas coisas, criou tantas outras e busca novas descobertas ao horizonte, busca evoluir longe daqui. Longe daqueles que o cercam. Porque ele é mais importante que o que está ao seu lado, mesmo sendo, praticamente, igual.

Parabéns ao ser humano, que passou a ignorar o próprio ser humano em busca de... nem mesmo ele, o ser humano, sabe o que está buscando...

ENQUANTO HOUVER UM SONHO, AINDA HAVERÁ ESPERANÇA.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Para diminuir, ou melhor, aumentar a ignorância

Um bando de idiotas que se julgam inteligentes, vindos dos países que falam a língua portuguesa, a mesma que lhes escrevo agora, julgou ser necessária uma mudança na nossa língua, uma espécie de unificação. Só que esqueceram que deveriam facilitar a língua para que os fala, ou seja, nós, os portuga, os angolano, enfim, todos os que moram nesses países. Criaram regras PATÉTICAS e ESTÚPIDAS que tiram acentos aqui, colocam ali, tiram hífen de um lado e colocam e outro, claro, tudo com suas exceções, que nesse caso, são o que sobra do nosso português atual, o correto, o que, mesmo sendo cheio de regras, era pelo menos cabível.

Vou ao trecho escrito por mim na aula de Português hoje:
Um pinguim achou que era difícil comer peixe com tanta frequência, então, decidiu comer linguiça. Os outros pinguins se revoltaram e convocaram uma assembleia, porque tinham a ideia que linguiça não era coisa de pinguim. Chamaram-no de anti-ibérico, deram-lhe uma boia e disseram-lhe: "olha este ceu e vê se isto aqui é lugar de comer linguiça". Jogaram-no ao mar. Mas o pinguim não sabia nadar. Outros tempos... outros tempos... aqueles que creem, reveem seus conceitos.

Obviamente o texto não tem fundamento mas, notaram alguma diferença? Pois é, ele será escrito dessa maneira, por causa dessas estúpidas trocas e regras criadas para dificultar, ainda mais, a compreensão da língua que falamos por parte de nossas crianças. O que era ruim vai ficar pior. Ouvir linguiça não vai mais ser ridículo. O que faremos nós, que prezamos uma boa escrita e uma boa pronúncia? Teremos que falar e escrever, mesmo que nas normas, de maneira errada e ridícula. Céu perderá seu acento. Mas chapéu não. E como explicar isso para um guri de 2ª série do ensino fundamental? Como explicar que se diz lingüiça e não linguiça?

O português nunca foi uma língua fácil de ser aprendida, mas pelo menos as regras eram aceitáveis e faziam, mesmo que pouco, algum sentido. Só que agora esculacharam. Nos tiraram anos de aprendizado, milhões, quem sabe bilhões, de livros escritos da mesma maneira, que terão de ser refeitos, pois o governo não deixará que livros permaneçam nas bibliotecas com erros de português. IDIOTAS são aqueles que julgaram-se inteligentes ao criar essa reforma ESTÚPIDA e desnecessária.

Para alguns não fará diferença, pois quem não sabe vai saber menos ainda. E para quem sabe, reaprender não será fácil, pois uma folha com as mudanças em mãos será obrigação. O trabalho de anos de estudo e ensino será jogado no lixo.

Parabéns PSEUDOintelectuais, vocês, que se julgam tão sábios, mostraram que são tão ignorantes quanto o presidente daquele país chamado Brasil...

*Ah, o texto, escrito de maneira CORRETA, a atual que será obsoleta daqui há pouco tempo, seria assim:
Um pingüim achou que era difícil comer peixe com tanta freqüência, então, decidiu comer lingüiça. Os outros pingüins se revoltaram e convocaram uma assembléia, porque tinham a idéia que lingüiça não era coisa de pingüim. Chamaram-no de antiibérico, deram-lhe uma bóia e disseram-lhe: "olha este céu e vê se isto aqui é lugar de comer lingüiça". Jogaram-no ao mar. Mas o pingüim não sabia nadar. Outros tempos... outros tempos... aqueles que crêem, revêem seus conceitos.(espero ter corrigido todos a tempo)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Humanidade... inutilidade... ou melhor, curiosidade?

Como tudo o que merece um comentário e é atual, ou não, eu comentarei, ou tentarei comentar, se a indignação me permitir, sobre aquela inutilidade de acelerador de prótons/partículas/raio que o parta que começou a funcionar ontem, ou hoje, enfim, aquela inutilidade(2).

Que diferença faz acelerar aquelas porcarias de ultra-micropartículas que "recriariam" o tal do big-bang, fato que, de fato, nunca explicou de maneira concreta o mundo como é hoje. E os tais cientistas, sim, aqueles palhaços chupadores de microscópios, que não têm nada para fazer da vida além de gastar dinheiro construindo aparelhos que não ajudam na luta contra o câncer, contra a aids, ou contra coisas simples, como fome e decepções amorosas.

São bilhões e mais bilhões não divulgados, jogados no lixo. Ainda se fosse no lixo espacial, mas nem isso. Tanto quanto a corrida espacial, mandar o homem para lua ou macacos para uma nave espacial que fica parada fora da atmosfera tirando fotos do nosso planeta, esse acelerador hiper-mega-caro (se fosse no brasil seria hiper-mega-ultra superfaturado) é inútil. Bobagem. Para que aqueles idiotas querem recriar algo que talvez, e únicamente talvez, tenha acontecido há bilhões de anos atrás. Tá, peraí. Bilhões também não, vamos parar com mais essa bobagem.

É tanto dinheiro gasto só para alimentar a curiosidade de pessoas que ganham muito bem para inventar bobagens, tão absurdas quanto essa, que não fazem sentido algum e não trazem retorno algum, à sociedade, ao mundo e também a eles próprios. A curiosidade matou o rato e, se eu fosse um pessimista, diria que, mataria-nos também. Mas eu sei que nada vai acabar com esse planeta habitado por seres tão idiotas quanto os criadores dessa bobagem.

Vamos jogar umas bolinhas invisíveis, umas contra as outras, e fotografar(!!!) as explosões para poder explicar o inexplicável, aquela pergunta " de onde viemos?". Parabéns, a humanidade superou o nível de ignorância aceitável.

O possível buraco negro deveria surgir para acabar com essa humanidade que ultrapassou todos os limites da ignorância. Agora, quem é mais idiota, quem cria uma bobagem dessas, quem financia uma bobagem dessas ou quem acha que isso é uma coisa importante?

Pensemos nisso...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

E antigamente era só o galvão...

É engraçado ouvir comentários sobre um jogo, feito pelo neto, da Band, ser que é tão desprezível que não merece ter seu nome escrito com letra minúscula. É engraçado porque há uma falta de capacidade evidente daquele animal em falar alguma coisa que faça sentido. Não vou entrar no detalhe do jogo, mas para ele, ou é 1 ou é 1000. Exageros em todos os comentários. Creio que ele seja um deus, tamanha a sua superioridade aos outros, porque afinal, ele sabe tudo, por isso pode dizer o que é certo e o que é errado. E quando está errado, fala o jeito certo de fazer.

A televisão é um aparelho deprimente. Suas emissoras e seus programas são deprimentes. As pessoas que fazem a televisão são deprimentes. São, como o ignorante citado no parágrafo acima, pessoas que não fazem a menor idéia do que seja imparcialidade. Não há uma preparação para que essas pessoas possam aprender algo sobre o assunto do qual têm que falar. Mesmo que o animal tenha sido jogador de futebol, seus comentários são piores do que os do nosso presidente, também analfabeto funcional, sobre o álcool.

Alguns dizem que a televisão é um meio de comunicação muito útil para a sociedade. Bobagem. A televisão só tira a cultura daqueles que a assistem. O futebol sempre foi uma exceção, mas há algum tempo não é mais. A burrice daqueles que aparecem e falam na televisão, é contagiante. Daqui a pouco estaremos dizendo "de chapa" a qualquer momento do nosso dia, seja para pedir comida ou para mandar alguém lavar a louça.

Posso até assistir um jogo comentado por aquele animal novamente. Mas certamente baixarei o volume da televisão, para evitar que a doença da ignorância seja transmitida. Felizmente escapei ontem, mas na próxima, vou evitar ouvi-lo.

E antigamente era só o galvão...


*insisto que se alguém quiser ler algo não idiota como esse texto, que olhe na lista ao lado, onde selecionei os melhores textos do blog.

sábado, 19 de julho de 2008

Da série: Não é bem assim... (3)

Uma das maiores bobagens já escritas no orkut, e ditas em qualquer lugar onde haja uma reunião, ou encontro, entre ex-colegas:

"Eu era feliz e não sabia"

Quanta bobagem em uma só frase. "Eu era feliz e não sabia" reflete toda a falta de auto-conhecimento que uma pessoa pode ter. E traz à reflexão uma idéia de "eu sou um tongo", porque era feliz e não sabia. Pessoas dizem isso muito mais para puxar o saco de ex-colegas ou ex-amigos, ou pessoas com quem fazia festa junto há tempos atrás. É uma bobagem tremenda dizer isso. Até porque, quem é feliz, é feliz, não tem como não saber. É uma forma patética de utopia falsificada do passado. É querer imaginar que o passado era melhor do que o presente. É querer desmerecer o que se tem atualmente. E só não é mais bobagem pelo primeiro argumento, o do "eu sou um tongo". Pessoas que dizem essa frase geralmente a dizem para se fazer de coitadinhas e tentar receber um "o que aconteceu?" carinhoso de uma guria tri linda que eles querem conquistar. Ops, estamos no século XXI, então usa-se o termo "pegar". Tudo isso se baseia nos outros, porque são os outros que falam.

E por aí vai né.


Essa série prova o quão boba é a sociedade atual, com frases feitas e idiotas pra lá e pra cá, feito bola de pingue pongue em mesa chinesa.*

*os chineses são os maiores ganhadores de medalhas no pingue pongue na história das Olimpíadas...

sábado, 28 de junho de 2008

De sábado eu volto pra quarta, e tudo por culpa do Billi J.

Hoje é dia de São... Pedro, eu acho. Não. São Pedro é amanhã. Enfim, o dia não interessa. E o santo em si não vem ao caso com o texto, mas é só pra diferenciar um pouco as coisas por aqui. Porque depois de 4 partes de uma história quase inacabável do grande bobalhão Billi J., eu tinha que voltar a escrever uma bobagem... que condiga com a realidade.

Bom, mais um projeto será realizado hoje. Mais um objetivo será cumprido. Pelo menos espero que assim seja. Esforços foram feitos, tênis foram molhados, jornais foram gastos, corpos ficaram cansados, mentes então, nem se fala. Mas no final vai valer a pena. Espero.

Mudando de assunto, quarta-feira foi um dia legal até. Se não fosse por mais uma mostra de que quando faço alguma crítica, tenho razão. Mais uma prova do quanto o mundo hoje está encaminhado para uma derradeira crise inter e intrapessoal. Algumas pessoas, que infelizmente tem o poder de influenciar outras, não sabem mais o que é da sua vida e o que não é. Mesmo que importem-se apenas consigo mesmos, eles acabam se importando com os outros, assim que os mesmos se mostram diferentes e contrários a si.

Falando diretamente, critico hoje os metidos. Não os que se metem em uma conversa e perguntam "quem morreu?" ou "com quem aquela louca ficou na festinha ontem?". Mas sim os que se metem na vida do outro tentando alterar algo. Apenas pelo ego de fazê-lo ou para mostrar aos seus "seguidores" o quão bom e legal é. Gente ridícula. Patéticos é um bom complemento também.

Porque eu vou xingar alguém por esse alguém falar alto, se eu falo mais alto ainda quando o critico e tento desmoralizá-lo em público, muito mais para me elevar do que para ele aprender uma lição? Sinto-me cada vez mais diferente do mundo. Mais próximo e mais diferente. O que não parecia ser, agora não só parece, como é. O mundo me cerca e como diz a minha mãe "sempre dependemos do próximo, esteja ele próximo ou não". Não posso me excluir do mundo, embora há dias, como quarta-feira, em que tento me afastar do mundo mesmo, me excluir, fugir para nunca mais voltar.

Mas penso no que tenho. No bom que me cerca. E desisto. Não vale a pena, por egocêntricos arrogantes, desistir do que é concreto e do que realmente me faz viver.

Quarta foi só um dia. De dúvidas. Como hoje. Se bem que hoje as dúvidas, mesmo que boas, podem ter um resultado muito mais devastador do que as de quarta, que só se tornaram dúvidas para que eu tivesse o que pensar.

Bom fim de semana aos cada vez menos(em quantidade) leitores do Blog do Maluco.


Só pra sair da rotina, uma foto muito tosca que eu tirei semana passada em Planalto. Não conheço ninguém que esteja ao fundo, mas pela tosquice da foto vale a pena...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Por um lado é aceitável mas... por outro...

O fato é que estou em um momento propício para escrever. Pelo menos eu estou aqui escrevendo, o que, considerando os últimos dias, pode ser considerado algo bem importante. Cansado, realmente cansado, mas tudo bem, tudo bem.

O que me leva a escrever hoje é... tá, eu não tenho um motivo para escrever. Passo para o próximo parágrafo pois não tenho mais nenhuma besteira para colocar aqui como pseudo-introdução(agora, com esse vocabulário, o blog evoluiu em uma frase mais do que nos quase 10 meses todos).

Mas o que eu vi esses dias me fez pensar muito naquele momento. E quando eu digo que penso muito em algo, é porque eu dediquei alguns minutos do meu tempo pensando no que eu havia visto. Mas dessa vez, talvez pela primeira vez, eu tenha chegado a uma conclusão.

Chega um momento da sua vida online, nesse caso no orkut, que a única coisa que lhe interessa são recados e fotos. E eu olhando álbuns e álbuns, alguns apenas para olhar, outros para tentar reconhecer as pessoas, mas vi uma foto que me deixou um pouco preocupado. Onde o mundo vai parar????

Gurias que tiram fotos no espelho, ou seja, (prestem atenção a um tutorial simples e rápido de como tirar fotos no espelho, por alguém que nunca fez isso) você para na frente de um espelho, de preferência grande, se olha, faz uma pose e pronto, tira a foto. Tem de ser feito em um local com uma quantidade razoável de luz, senão o flash estraga a imagem(da mesma forma que os vidros da janela aqui de casa atrapalharam no dia da invocação de espíritos da gurizada, em um P.L. bem massa), sim, o flash digamos, apaga tudo, deixa tudo um clarão. Então é assim que se tira fotos. Bom, acabei de aprender, mas mesmo assim não farei isso.

Porque o que me deixou pensando foi o fato de ver um guri com uma foto dessas no orkut. Não era no orkut dele, esse era o pior. O que vem ao caso é que um guri tirou uma foto no espelho e teve a destreza de passar para o computador. Realmente, onde o mundo vai parar.

Não pensem que é uma atitude preconceituosa minha, repito, não é preconceito, apenas uma convicção que tenho que fica meio... estranho. Se bem que o estranho é legal, mas como para toda regra há uma exceção, aí está ela, eu acho pelo menos parcialmente. Mas é muito estranho mesmo, eu considero isso como um distúrbio, mas tudo bem. As diferenças existem, mas concordem ou não, essa é uma diferença meio estranha demais. Só não falo que é meio gay porque isso sim seria preconceituoso. Mas o cara tem de se fazer respeitar às vezes também.

Enfim, tirem fotos como quiserem, sejam elas estranhas ou não. Desde que vocês gostem, tudo bem. Quem sou eu para criticar. Apenas comentei, exagerando ao perguntar onde o mundo ia parar. Só escrevi essa pergunta para criar uma falsa e muito tosca expectativa em quem leu.

Abraços e bom final de semana.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A cada dia um recomeço... (4) - dessa vez de um jeito diferente

(está aí, o mais diferente texto dessa tão querida saga deste não muito querido blog.)

A cada dia um recomeço...

A cada dia um recomeço... (2) – a hora de se reerguer

A cada dia um recomeço... (3) – a saga continua


Começo esse num mais que gauchesco BAAAAAAAAH...

Bah(hahaha), procurando algumas fotos no meu e-mail original do gmail(o primeiro que eu fiz, por isso é o original), acabei vendo coisas que me fizeram rir. Ou será que fiquei decepcionado? Agora o sentimento que tive não importa, mas sim, o conteúdo de alguns e-mails.

Cheguei a conclusão que o meu passado me persegue. Para quem acompanha esse blog, deve estar lembrado(droga, se na maioria das vezes nem eu lembro o que escrevi, como posso pensar que alguém se lembre?), bom, não, mas... eu escrevi que havia deletado tudo o que me ligava ao meu passado de normal. E lendo esses meus e-mails antigos(95% deles eu escrevi), percebi que nem tudo foi deletado.

Eu era um deles, um “os outros”, um comum, enfim, um normal. Não tenho problemas em falar, mudei muito, cresci muito. Principalmente mudei. Eu sou outro mesmo. Errei, caí e fiquei muito tempo no chão, “por baixo” num popular bem popular. Fiquei muito mal durante muito tempo. Aí recebi uma chance, aproveitei e mudei.

Naqueles e-mails li coisas que são de uma ridicularidade imensa. Só não reproduzo porque eles têm caráter meio pessoal, mas em um deles eu chamo alguém, com quem hoje evito conversar, de amigona. Cramentua(expressão de espanto, para não banalizar Ele, como os normais fazem), como eu era ridículo. Isso é muito tosco mesmo. Eu era muito tosco. Tudo bem, ainda sou tosco, mas ao invés de um normal tosco sou um maluco tosco.

Eu realmente não acredito que escrevi certas coisas. Palavras em tom extremamente exigente e possessivo. Algo que eu nunca mais, mas nunca mais mesmo escreverei. Ridículo, patético, absurdo.

O meu passado me persegue e me condena, mas sou sincero ao dizer isso. Eu também mandava mensagens prontas “à fuzéus”(termo equivalente ao “pra caramba”). Mensagens sem fundamento algum. Não tenho certeza, mas acho que uma delas eu mandei como uma “indireta” para outra pessoa.

Bom, ver tudo aquilo, apenas confirma que muita coisa mudou. Não digo entre o eu normal e o eu maluco, porque esses dois eu, não se comparam, mas quero dizer que a mudança entre o eu de março do ano passado e o eu de junho é enorme, por exemplo(a mudança ocorreu eu agosto), nas minhas intenções. Em março eu queria ser popular, em junho, já queria me excluir de tudo.

Pois é, as coisas mudaram mesmo. Aqueles e aquelas que foram considerados(as) por mim como amigos(as), não eram meus amigos(as) mesmo. Eram apenas coadjuvantes de algo que me forçou a mudar.

A pressão que os normais fizeram para que eu me tornasse realmente um deles foi grande. Mas o meu eu-lírico, que sempre foi maluco, felizmente me impediu de estragar a minha vida mais ainda. E ELE também tem participação direta nisso. Aliás, ELE foi o responsável pela minha mudança.

Isso tudo influenciou para que o descrente e ateu não confirmado se transformasse em um católico participativo, que vai à missa todas as terças, ainda por cima ler nelas(nas missas).

Enfim, uma coisa leva a outra, e aqueles e-mails já foram apagados, mas pela primeira vez concluindo uma idéia, cheguei a conclusão(acreditem, não escreveria isso se não fosse verdade) de que é quase impossível apagar tudo o que me lembra os tempos de normal. Até porque(é coisa de maluco o que vou dizer), não quero apagar algumas lembranças para ter sempre nas lembranças os momentos de dificuldade, que tanto me ajudaram a crescer e evoluir, não fisicamente, mas sim moral e espiritualmente. Não quero apagar para provar que é possível sim, mudar e recomeçar, independentemente da situação em que se está.

Uma boa semana à todos!

domingo, 2 de setembro de 2007

Pensar no que os outros estão pensando

Se torna estranho olhar para as pessoas que passam na rua e ficar pensando no que elas estão pensando. Sim, o certo seria não pensar nisso, mas ontem, indo para o curso, fiquei pensando nessas coisas.

Isso não deveria ocupar a minha mente. Mas fiquei algumas quadras pensando nisso.

E acho que não cheguei a conclusão nenhuma do porquê de eu estar pensando no que as pessoas que passavam por mim estavam pensando(e começa a se tornar um saco esse texto).

As pessoas são tão iguais, porque, tirando exceções, possuem dois olhos, dois ouvidos, uma boca, um nariz, duas pernas, enfim, andam, falam, ouvem, sentem cheiros e toques, entre muitas outras coisas. Sim, esse é o princípio de nossa igualdade. Perante a Deus todos somos iguais. As nossas atitudes é que nos fazem diferentes.

Não vou falar na diferença entre malucos e normais, mas em outras diferenças.

Estaria eu sendo um idiota se falasse que os malucos andam de uma maneira legal e os normais de uma maneira ridícula. Cada um tem um jeito de andar. Ridículo é como andam aqueles plaiboizinhos, que nem macacos pré-históricos, corcundas e balançando os braços(acho que todos já viram uma cena dessas), mas também não vou comentar isso. A diferença entre normais e malucos é para que caminho esse andar leva.

Cada um tem um jeito de falar. Uns falam alto(eu), outros falam baixo, outros falam muito rápido(quase como o esquilo do filme "Deu a louca na Chapeuzinho") e outros devagar. Existem muitas maneiras de se falar. A diferença entre malucos e normais aqui, é o que sai dessa boca, se sinceridade ou mentira.

Todos ouvem e vêem. Mas cabe a cada um selecionar o que quer ouvir e o que quer ver, e não estou me referindo a televisão ou rádio, mas sim a o que acontece no dia-a-dia de cada um de nós. Nós é que escolhemos o queremos ver, se é um computador ou a família.

Tudo isso que eu disse, depende de mais uma coisa que todos fazem(mas há casos em que são fortes os indícios de que alguns não fazem isso) que é o pensar. Todos pensamos. Agora, o que pensamos pode indicar o que somos. O que pensamos também depende dos nossos princípios. Aí já não é uma coisa que nos torna parecidos. Aliás, como isso nos torna diferentes. Cada um tem os seus princípios...

Enfim, encerro dizendo que tenho um trabalho gigantesco para fazer, mas tudo bem. Desejo à todos os que leram esse texto que não tentem pensar no que os que passam por vocês estão pensando, como eu fiz, pois no final disso, vão se arrepender de ter feito isso pois é uma grande perda de tempo inconclusiva(sem conclusão).

Um bom domingo e uma boa semana à todos!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Dá pra acreditar?

Sinceramente, não acredito muito em sorriso de foto. Não a foto sorrindo, mas a pessoa sorrindo em uma foto. Só acredito quando a pessoa me mostra e conta que naquele momento estava feliz, ou, subentendendo uma situação acontecida antes ou depois da foto. Se bem que analisando mais calmamente, vejo que sorrir por uma coisa que vai acontecer é um pouco de... antecipação. Mas tudo bem, cada um sorri na hora que lhe dá vontade, ou na hora que está feliz.

Digo que sorriso de foto não me convence pois vi uma cena a alguns poucos dias que me fez pensar bem se esses sorrisos são realmente sinceros.

Suponhamos(hipotéticamente) que uma pessoa fala mal de outra(algo tão normal nos dias de hoje). Suponhamos mais precisamente que essa pessoa acabou de falar mal de outra. Essa outra entra no espaço ocupado pela outra(não especificarei local, mas lembrem-se de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço... é física... bom... eu odeio física, então a física que vá para os infernos. Tá, não odeio tanto física). E essa pessoa(não se percam, essa pessoa, nesse caso é aquela de quem estavam falando mal)(as coisas complicam, pois eu disse estavam e, realmente, eram mais de duas pessoas) pede para tirar uma foto. Detalhe: ela sabe que falam mal dela e mesmo assim quer fazer isso. Então, quem estava falando mal, se aproxima, gruda seu rosto no dela(bochecha com bochecha, não pensem que foi beijo) e tira uma foto. Sorrindo!!!!!!!!!!!!!!!!!

Onde o mundo vai parar? A falsidade é tão inevitável assim? A falsidade é algo tão patético assim? Eu não entendo como alguém consegue fazer uma coisa dessas. Onde, onde não, como a humanidade acabará se mais pessoas(e olha que já são muitas) seguirem e copiarem esse tipo de falsidade? Eu realmente fiquei pasmado com essa atitude.

É ridículo. E como.

Da mesma maneira que é ridículo pedir e ganhar ajuda e depois nem agradecer, ainda por cima, desprezando a ajuda dada.

Bah normais... vocês me surpreendem cada dia mais... a falsidade de vocês não têm mais limite. Que pena. O mundo está cada vez pior mesmo. E não adianta, esse frio não consegue congelar esses cérebros ruins e maldosos de vocês. Quem sabe se vocês forem para o inferno, o calor que imagina-se fazer lá não toste-os e acabe livrando o mundo de vocês.

Bah, eu mandei os normais para o inferno de maneira indireta... quase subliminar(não é pra tanto mas...). Legal

sábado, 28 de julho de 2007

Seja você mesmo e aprenda algo

Foram muitas as vezes que ouvi a música "somos cafona sim", cantada pelo professor Girafales e pela dona Florinda em um episódio do Chaves. O episódio em si não é dos melhores, isso quem está dizendo sou eu, um analisador e fã do seriado. Mas essa música, principalmente o refrão e um outro trecho, mostra o que todos deveriamos fazer.

"...somos cafonas sim, nós aceitamos... e que nos deixem em paz..."

Sabe, que só agora é que fui perceber a real moral de ter uma música, em um ritmo tosco, cantado(pelo menos em português) de uma maneira não muito boa, em um episódio do Chaves. O Roberto Goméz Bolaños sempre tentou mostrar nos seus seriados algumas lições. Não apenas lição de moral, mas também, de caráter.

Entra aí a minha parte opinativa. Essa frase, em outras palavras é um "seja você mesmo" ou "viva a sua vida e ignore "os outros" ". Esse episódio, com toda a certeza foi gravado há mais de 30 anos. Então isso quer dizer que naquela época já tinha alguém que pensava por si(se bem que todas as gerações tiveram pelo menos um maluco que pensasse).

Quem nunca ouviu um "mas o que os outros vão pensar disso?". Creio ser praticamente impossível alguém não ter ouvido uma frase dessas, ou algo semelhante. Em geral, as pessoas(posso me dizer excluido desse grupo, pois realmente não penso em "os outros") têm(com acento pois é plural, é AS pessoas), diria eu, um medo ou receio de, o que elas chamam fazer fiasco. Acho isso uma coisa normal. E não critico as pessoas por isso. Critico aqueles que criticam quem faz o que tem vontade de fazer. Porque alguém não pode sair de pijama pelo centro da cidade? Se alguém faz isso, é tachado de tosco, ridículo, ou termos piores, que não me vem a cabeça.

(escutando Inbetween Days (acústica) do The Cure)
(sim, estou escutando música, e até já me perdi - hehehe)

Fico pensando naqueles que têm problemas com isso. Síndrome de alguma coisa. Esses devem sofrer bastante. Pois mesmo estando corretos em todos os padrões dos frescos(fique subentendido aqui) eles acham que não estão bem. Assim ficam em casa(outro parênteses para dizer que eu não saio muito pois não gosto de festas, não por isso) e até sofrem com isso.

São vários os exemplos de pessoas que deixam de fazer o que têm vontade porque acham que vão fazer fiasco. Digo isso por experiência. Eu era um desses que deixava de fazer algo pois pensava que estava fazendo fiasco. O que "os outros" vão pensar de mim.

Tudo bobagem. "Os outros" são uns babacas(baaaaaaaaah, fazia tempo que eu não dizia isso), eles percebem quando alguém está com certo receio do que está fazendo, e vão lá. Criticam, tentam, de TODAS as maneiras derrubar a pessoa. Alguns acabam caindo, mas "os outros" um dia pagam, pois, quando menos esperam, encontram um maluco que os derruba. Não, os malucos não atacam, só se defendem dos ataques desse babacas, fazendo com que os ataques voltem(tentem relacionar isso a palavras e ações, esqueçam que a minha descrição está parecendo filme de luta) e derrubem "os outros".

R.G.B. era um maluco. Bom, ainda é, pois não morreu. Ele achou, que a televisão poderia fazer os telespectadores rirem e ao mesmo tempo ensinar algo a eles, mesmo que de maneira indireta. Foi um cara muito inteligente, que prezava pelas crianças e pelo futuro delas. Caras como ele e tantos outros, que não citarei nomes(agora), tentaram e conseguiram criar uma geração, de malucos, que sabem o que realmente importa na vida. São poucos aqueles que pegaram o real espírito de Chaves. Não é a briga entre vizinhos, ou rir dos mais burros. É o que eu disse, aquela do "seja você mesmo". O Chaves se importava em ser pobre? O Quico se importava em ser buchechudo? O Seu Madruga se importava em ser feio?

Não, eles até ironizavam tudo isso. Eram felizes. Pode até ser que era apenas um seriado. Era tudo ficção. Mas eu acredito, que se todos prestassem atenção em um episódio de Chaves(nos primeiros de preferência), as coisas poderiam ser diferentes.

Repito, Chaves foi criado há mais de 30 anos. E ainda me faz rir, mesmo que eu já tenha visto milhares de vezes. E hoje, o que temos? O que os programas que se dizem humorísticos passam para os mais jovens? Sacaneie o outro, tire com a cara do outro mesmo sem motivo. E sempre apelam para mulheres peitudas e homens sem camisa, para tentar ganhar audiência. Se esquecem que a televisão precisa ter responsabilidade social. Sim, além de entreter(e olha que nem isso faz) precisa passar algo importante.

A única coisa que vejo regularmente na tv, é o futebol, porque apenas esse não precisa passar outra lição além do "pratique esportes".

Não são todos os que vêem essas coisas que eu analisei. Nem importa. Eu vejo. Analiso diferentemente. Não me importo em ser chamado de babaca por ter criticado as emissoras que não passam um pingo de educação(a TV ESCOLA é a exceção) para as crianças. Esqueçam a televisão, e se for para praticar um esporte ou ler um livro, esqueçam esse blog. Se for para olhar algum programa humorístico atual, continuem no blog, pois acho que eu pelo menos em alguns momentos, acabo ensinando algo(mas muito pouco).

Bom final de semana!

domingo, 8 de julho de 2007

O MSN, a mais nova arma de ameaças do meu computador

Se alguém pensou que pelo título sou eu quem está ameaçando, esqueça. O caso é que eu fui ameaçado por msn. E por um motivo tão ridículo...

Estava eu falando com uma amiga minha de outra cidade, e ela ia sair, mas deixou o msn aberto, eu me despedi, falando "te adoro" e o namorado dela leu isso. Aí já viu. Sem contar que antes eu tinha pedido para ela mandar um abraço para uma outra amiga minha, e o namorado dessa outra amiga, também estava lá. 2x1. Pois é. Fui ameaçado. Se voltar a falar com qualquer uma das duas, serei quebrado ao meio e o meu nariz irá parar na minha nuca!!!!

Claro que isso não vai acontecer. Primeiro porque depois dessa, nunca mais converso por msn com amigas que tenham namorados(há exceções). Bah, outra dessas seria um caos. Segundo porque eu não disse nada de mais, e como avisei ao sujeito, até por morar em outra cidade, não represento perigo ao namoro dele. E outra decisão tomada: nunca colocarei os pés naquela cidade.

Por mais medrosas que possam parecer essas atitudes, elas apenas são atitudes para evitar um confronto desnecessário, até porque a minha fase de brigão já passou(foi até a 3ª série). Não quero brigar, ainda mais sem motivos.

É patético que existem alguns que pensam assim. Visão ciumenta na 125ª potência. Não havia necessidade disso.

Bom, azar. Não quero confusão, muito menos briga. Deixo aqui o meu desejo de boa semana a todos, e que vocês não tenham que passar pela mesma situação desagradável que eu passei.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Infinitivo como tudo que é simples...

O título de um texto do Carlos Drummond de Andrade(sim, eu percebi que ando citando demais ele... talvez seja a fase...). Tá, quem for ler vai ver que não é o título, mas uma adaptação, porque eu dificilmente faço cópias exatas, como na frase que eu disse de um texto abaixo. O original é "definitivo", mas eu adaptei pra infinitivo, pra poder ter um assunto.

Mas aí vem a pergunta: O que é infinitivo?

"Forma infinita do verbo, a qual, em muitas línguas, é tomada como sua forma de citação." - Dicionário Aurélio(o que eu tenho no computador)

Sim, entendi tudo mas, falando português, infinitivo é quando os verbos estão na sua forma normal. Aí alguém resolveu dividir em classes(sempre tem uns CDF's metidos a besta que querem aparecer), e fizeram que existisse as tais 3 conjugações(1ª - verbos terminados em AR, 2ª em ER e 3ª em IR, com a exceção do verbo por, que vem do latim POER, aí ele ficou na segunda conjugação). Mas o que isso tem a ver com o texto? Nem eu sei... só quis mostrar que a minha olhada no caderno de português do ano passado(ou do retrasado) valeu a pena(uma tosquice a coisa do português e essa principalmente - critiquem, eu mereço - hahaha).

Mas a minha análise foi feita indo para o curso de inglês hoje, tanto que no começo da "caminhada"(sim, mais ou menos 1km) encontrei a Fabonha no caminho. Nem conversamos direito, estavamos meio atrasados, cada um para o seu lado. Mas a Fabi até que é legal(não me mata amanhã Fabi). Mas então como eu ia dizendo, para ocupar a minha cabeça, fui escrevendo, e lembrei dessa frase, adaptei, e criei um texto, que estou desenvolvendo agora(quando vocês lerem o verbo deveria estar no passado, mas não penso no futuro[???]).

Então, o infinitivo como tudo o que é simples começa agora(finalmente, depois de meia hora de enchimento de lingüiça). Eu acabei traduzindo(do português tradicional para o português do blog, que é um português[cansei da palavra] mais popular(???), e seria algo como: tudo que está no infinitivo é simples. Bah, revendo, essa "tradução" ficou uma droga, mas tudo bem.

E, falar, ouvir, pensar e comer(apenas alguns exemplos), são coisas simples. Esqueçamos daqueles que possuem algum problema em um desses casos(principalmente nos 2 primeiros), e sigamos(nós quem??? eu é que escrevo esses textos ridículos) em frente(nesse caso, para baixo - hahaha).

(???= não entendi - só para esclarecer)

Mas alguns vão dizer que dançar não é tão simples. Eu posso dizer que não sei dançar(exceto um rock antigo, onde se dançava andando para os lados - ridículo, ou seria tosco por ser tosco?), mas no caso, os que não sabem(insisto que não sei dançar) apenas fingem que dançam, nem que seja para se aproximar de uma "gatinha"(que pode apenas estar fingindo ser uma gatinha - essa foi bem sacada). E é verdade, tem gente que finge que dança, e outros fingem que são bonitos(essa não teve nada a ver com o texto, mas tudo bem).

Outro verbo que se analisado profundamente(não tão profundamente como a conjugação do verbo cavar em todas as pessoas é, mas já é um começo) é o desculpar. Principalmente se é uma condição de existência(inspirado no inglês - esse texto está ficando uma coisa sem cabimento algum). Se(aí está a c.e.) desculpar com alguém é muito mais difícil que desculpar alguém. E digam que não(mas nos comentários - hahaha). Eu sei que pedir desculpas é uma situação meio complicada, mas tudo depende do que você precisa se desculpar(uma palavra é diferente de uma ação, a ação, no caso é pior). Verbo com uma condição similar(mas sem a condição de existência) é o perdoar. Eu perdôo? Eu peço perdão? Dois casos distintos entre si, mas semelhantes com o desculpar.
(c.e. = condição de existência - era só olhar uma linha acima...)

Existem vários verbos legais de se descrever, como o sorrir. Eu sorrio. Fica estranho. Tu sorris(confesso que olhei no aurélio, mas achava que era assim, só olhei porque é muito estranho). Fica mais estranho ainda. Então adaptamos a frase para um popular "tu tens um sorriso lindo/encantador/amarelo(pela cor dos dentes)". Me diz(nos comentários) se não é legal ficar analisando uma bobagem como essas. É tão legal... coisa de maluco...

(por ter ficado demasiadamente grande, e para dar uma folga a minha cabeça, a continuação desse texto será postada amanhã)

Enquanto isso, bom final de semana

domingo, 1 de julho de 2007

Bah, Grêmio e Inter empataram ontem. O brasil ganhou, não tenho como falar de futebol.

Eu não sei sobre o que falar. Qualquer coisa seria incabível com o momento atual. Mas o legal é que dessa vez, apesar de todo o contexto que abrange o problema, eu estou certo, decidido, e não confuso. Isso me alivia. Legal também que a lua estava grande hoje e isso inspirou pra caramba(potência equivalente a 10³) três pensadores malucos, eu e os irmãos coragem(os dois, óbvio). Foi tão legal três pessoas fazendo pose de pensador no meio da rua, olhando pra lua. Muito louco.

Hoje eu percebi a real importância que "os outros" têm na minha vida.

Sim, por incrível que pareça eles têm uma importância. Eles, mesmo sem querer, mostram o quanto vale a pena ser maluco.

Isso pode soar tão ridículo, mas é a pura verdade.

Critiquem, xinguem, chamem de ridículo mesmo, mas é a minha opinião.

Essa diferença se acentua a cada dia. A cada momento de análise. Hoje no jogo, por exemplo. O meu grande amigo Cleiton, em um momento de maluco, disse sim: Vamos ganhar dos pela-saco!. Alguns não vão entender, mas tudo bem. Ouvir aquilo foi simplesmente fantástico. Saber que tem um do meu lado é show.

E eu analisei isso depois, no momento em que deixei a quadra. Fiquei pensando nisso. E, foi legal, apesar de muitos(e muitas) acabarem achando que somos os "vilões" da história, foi muito legal. Essa diferença é gigantesca. Enquanto somos sinceros a muito tempo, mostrando uma verdade, eles continuam tentando ser os queridinhos, os "bonzinhos". Patético. A Sil vai ler e não vai gostar, alguém mais vai ler e não gostar, mas apenas analisem: é melhor que mostremos e sejamos sinceros quanto ao que achamos de alguns, do que ir até eles, e ser falsos, cumprimentando e dizendo tudo beleza?

Ando muito irritado com isso. Com essa situação, mas ela não vai mudar. Talvez infelizmente. E, se eu tivesse o poder de mudar alguma coisa, sinceramente, eu não mudaria. Um mundo só de felicidade, não é real. E essa fantasia, leva alguns a insanidade mental.

Qualquer coisa, comentários.

domingo, 17 de junho de 2007

o orkut

Eu já parei para pensar nisso, mas nunca fiquei pensando mais do que... 5 segundos. Isso. 5 segundos. O tempo de me perguntar "qual é a real importância do orku?" e sempre pensava em outra coisa.

Analisando de uma maneira bem simples. O orkut serve pra "conhecermos" outras pessoas, trocar e compartilhar gostos, demostrar paixões, e claro, falar o que você pensa sobre alguém.

Mas, o orkut também é usado como ferramenta de desculpa. Não que essa seja uma das intenções, mas, quando alguém faz algo errado, acho que a primeira coisa é se desculpar pelo orkut, seja em depoimento, ou se houver uma parte mais forte, mais sentimental, por depoimento. Sim, eu falo porque eu já fiz isso. E... infelizmente depois de um erro no msn, seguido de desculpas no orkut, eu acabei me afastando um pouco de uma amiga.

A culpa foi minha, e ela não foi a vítima nessa história, ela não entendeu... mas isso não vem ao caso.

O orkut foi criado há uns 3 anos(talvez não, não sei), com qual finalidade? Sei lá, perguntem para o dono.

Uma coisa que eu acho patética no orkut são as atais mensagens. Eu já desmarquei a opção de receber mensagem, porquesó vem propaganda. Tem outras coisas no orkut que são bestas, como aquela coisa de paquera(que deve estar ligada a mensagens). Nunca usei aquilo, nem deve servir.

Claro que o orkut tem seus lados legais. Como por exemplo, dá para tirar com a cara de alguém sem levar um tapa, e depois é só escrever um "eu tava brincando" para remediar tudo. É tão legal tirar com a cara de alguém...

Bom. A coisa dos depoimentos ela é um pouco engraçada. Analisemos(não, eu analiso, você que está lendo, lê, e só pode comentar depois). Será que o grande número de depoimentos que uma pessoa tem faz ela mais querida do que os que não tem muitos? Eu acho que não. Depoimento é coisa de quem não tem nada pra fazer, ou de quem quer puxar o saco. Analisando os muitos depoimentos que eu já li, percebi que raros foram os sinceros, porque essas pessoas, após algum tempo, se distanciam, ou, nem se olham mais na cara. Eu já escrevi depoimento só pra puxar o saco, ou até para receber um devolta, mas, acabei percebendo o quanto patético era isso. Sim, eu fazia isso quando eu era um normal, mas felizmente as coisas mudaram. Só escrevo depoimentos sinceros. E... faz tempo que não escrevo um.

Uma coisa que o orkut me ensinou, é que, se eu não gosto de um amigo da minha lista, eu simplesmente o excluo. Isso é tão legal. Excluir pela-saco é tão legal... Excluir desconhecidos também. Já exclui mais de 100 da minha lista de amigos. É tão legal... hahahaha

As comunidades são coisas de momento. Eu já estive em comunidades como: "eu amo a minha amiga ina" - bah, essa foi a primeira coisa patética que eu fiz na minha vida de orkut. Cara, eu estive numa comunidade dessas. E essa pessoa nem era minha amiga. Eu me arrependo de muita coisa que eu já fiz, e o orkut pelo menos possibilita excluir essas coisas que são patéticas para nós.

Agora tem a coisa das enquetes. Eu já li tanta enquete besta, como: "Você leu isso(aí aparece um texto ridículo, dizendo que um espírito vai aparecer e tals...): aí as opções são: Sim e sim(esse é o pior, além daquela de espíritos ser ridícula, essa de duas opções sim é pior).

Uma coisa legal do orkut é conhecer pessoas muito ridículas. Alguém que coloca no álbum uma foto de um baralho, é muito sem noção. Não vou criticar mas, acho que como é álbum, deveria ter fotos de pessoas. Não, não impede de colocar fotos de coisas, mas sei lá, é ruim entrar no profile de alguém, e não conhecer a pessoa, porque ela coloco fotos de desenhos, ou de famosos, ou de coisas alucinógenas.

Como tudo, o orkut tem prós e contras. Cabe a cada um usar do jeito que quiser.

Agora, mudando um pouco, assisti o Homem aranha 3, mas tá mais para emo aranha. Que filme ridículo, chega a ser patético. Muito ruim. Ele não deu um beijo na namorada dele o filme inteiro. E a história eu achei fraca demais. Não recomendo.

Boa semana a quem leu isso!