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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O que me faz escrever?



Deixando de lado as maiores coisas a induzirem reflexões, que são o amor e a vida em si, hoje, uma semana depois da última coisa que escrevi aqui, tentei pensar no que já foi escrito, por mim(óbvio) e o que havia por trás além da vontade de escrever, da espontaneidade e da sinceridade, presentes em todos os textos.

Eu já escrevi desabafos. E como. Quem leu mais do que 5 textos aqui leu pelo menos um desabafo, certamente. Cheios de mágoa, tristeza, decepção, raiva, ou alguma coisa semelhante para a qual ainda não inventaram adjetivo ou advérbio correspondente. Desabafos, deprimentes ou engraçados, fundamentados para todos ou apenas para mim. Não importa, foram necessários.

Já escrevi coisas que acabariam sendo indiretas. Acabariam porque, no fim, as pessoas que 'deveriam' ler não leram, e não lêem, e não lerão. Coisas passadas que motivaram histórias ou aquele complexo emaranhado de frases soltas que quem lê tenta, mas não consegue entender.

Entendimento. Escrevi textos com um certo ar de arrogância, querendo que ninguém entendesse. Por mais que os comentários sejam poucos, há sempre uma busca de um seleto grupo de pessoas que enche-me de orgulho com frequentes visitas, que tentam entender. E não é culpa deles a não concretização desse entendimento. Alguns poucos foram intencionalmente complicados durante a escrita para que a generalização, errada, fosse tida como certa. Entenderam? Não, acho que não.

Já escrevi por estar feliz. O reencontro do Billi J. com a Renata foi num desses dias. Mesmo sem motivos para estar feliz, mesmo ainda incompleto, reflexivo, triste e coisas a mais, feliz por sentir algo grande, sincero, espontâneo e, sim, puro, em mim. Sentimento, ou até sentimentos, definidor de escolhas, sejam certas ou erradas.

Escrevi para agradecer. A Deus, aos amigos, à família. À vida em si, por me proporcionar tanta coisa, aprendizados, momentos de pura e simples existência e alguns de vivência intensa. Não há muito o que dizer aqui.

Escrevi. Escrevo. Escreverei. É ridículo usar o mesmo verbo em três tempos, mas nunca importei-me em ser, ou parecer, ridículo. Escrevo porque gosto, porque preciso, porque quero, porque é uma forma de aliviar alguma coisa ou mesmo de buscar respostas longínquas em palavras que, no fim, estão dentro de... mim. Não queria que rimasse.

Bom, os comentários estão aí, se alguém quiser dizer o que o faz escrever... bom. Já entenderam, pelo menos isso.

domingo, 6 de setembro de 2009

A cada dia um recomeço(6)

Depois de muito tempo, senti que algo poderia ser acrescentado à essa série de textos que tinham como primeiro objetivo explanar, de e para mim, o que eu precisava analisar. Por si só, o título nunca fez muito sentido, mas talvez tenha feito algum dia, para aqueles que encontraram em textos passados algo produtivo e útil.

Existem pessoas mais capazes, mais qualificadas, mais inteligente e mais vividas que poderiam escrever um texto com esse título sem dificuldade alguma. Mas o meu recomeço me dá o direito de querer escrever algo desse gênero. Como já escrevi. Mas hoje será diferente. Porque a minha cabeça está diferente, porque muito tempo passou e muita coisa mudou.

Ninguém acreditou que algum dia eu poderia ser alguém. Consegui, com muito esforço, dedicação e trabalho provar o contrário. Tornei-me alguém, com caráter e personalidade próprios. E mesmo provando que eu sou capaz de reverter situações desfavoráveis, assim como todos podem ser, muitos foram os olhares de desconfiança sobre o meu futuro, cujo aspecto profissional comecei a construir ontem.

Como qualquer maldito racional, consegui fazer com que a distância, a saudade e todos os outros sentimentos que, confesso, estavam me prejudicando, ficassem guardados em um lugar acessível, porém, distante o suficiente para que eu possa viver tranquilamente, com saudade mas sem dor.

Começo de uma nova vida? Não. Recomeço da mesma vida, da mesma história, mas em outro lugar. Longe de casa, perto do nada. No meio de um imenso oceano azul, sem nenhum pedaço de terra à vista. Recomecei e, mais uma vez confesso, não achei que seria capaz de aproveitar tanto essa vida, tão longínqua e tão diferente da minha vida, do que eu quero para o meu futuro.

Continuo o mesmo. Continuarei o mesmo. A minha história não sofrerá uma grande interrupção, e nem mesmo uma grande mudança. Porque eu vou cair muito, assim como já caí. E levantarei. Tantas quantas forem as vezes necessárias.

Porque eu posso ir para o outro lado do mundo, mas, assim como aqui, encontrarei algo que me mantenha vivo. Não uma razão para viver, mas algo pelo qual eu vá lutar. Um vento no oceano, uma brisa de verão, uma flor na neve. Uma esperança.

Descobri que não adianta dizer que tudo é relativo. É preciso, além de acreditar, fazer com que o errado, o ruim e o trágico tornem-se relativos também. Facilita muito. É um(ou vários) peso a menos.

Quanto menos carregamos na mochila, mais rapidamente nos levantaremos para corrermos atrás do ônibus. Ônibus onde o motorista somos nós, e o levamos para onde quisermos.
Mesmo que seja ao infinito, e além.

Onde está o meu sonho? Não sei. Mas nunca vou descobrir a resposta dessa pergunta se ficar parado, esperando um vento.

Não precisa ventar para você sentir um ar passando por você. Porque nem sempre há vento e nem sempre irá ventar. Então, é mais fácil correr, e sentir aquele ar que você mesmo transformou em vento.

Acho que era só.

sábado, 5 de setembro de 2009

Estranho por ser estranho

Estranho por ser estranho. Assim como tosco por ser tosco. O substantivo não muda a essência e a competência(?) da frase. Um barco pode não ter um motor, mas não deixa de ser um barco. Um barco não precisa nem mesmo ser propriamente um barco para ser um barco. De onde saiu o barco e para que lado ele vá navegar eu não sei. Ainda.

Voltei para casa, ou melhor, ‘casa’ hoje à tarde com intuito e convicção de escrever o mais triste dos textos que algum dia já escrevi. Superando o “Onde está meu sonho?”. E superando por muito. Porém, um motivo me impediu de escrever. Parecia tudo tão ruim...

Mas algum vento soprou nesse deserto. Ou no meio do oceano. O barco pode não ter mudado de direção, mas agora navegava com um intuito. Está bem, sem intuito, mas com algum fundamento, seja ele justo, técnico, racional ou mesmo apenas com um fundamento.

O que não tira a importância desse vento. O que não diminui sua ‘culpa’ na movimentação do barco. Eu continuo não sabendo de onde saiu o barco, e nem mesmo de qual direção vem e para qual direção vai o vento, mas enfim.

O mais estranho do ‘estranho por ser estranho’, do barco e de tudo que foi escrito, pensado, dito e demonstrado, é que o barco foi pintado da maneira mais boba, ou tosca, que alguém poderia pintar. Tudo para disfarçar sua falta de peixes pescados. Mau dia disfarçado com boa aparência.

Não consegui. A pintura ficou pior do que se eu mostrasse ao vento que ele estava passando e ajudando o barco errado. Porque eu não merecia aquele vento, afinal, meu dia não tinha sido bom.

Mas o vento veio...

E pode não ter me trazido novamente para algum lugar, mas que me colocou em movimento, isso não posso negar.

Algum dia chego lá, e hei de merecer o sopro desse vento...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Histórias do Billi J. - coisa de família

- Billi, liga pra Ana, ela precisa vir aqui hoje.
- Não, liga tu, eu não vou com a cara dela e tu sabes disso.
- Ah Billi... liga lá, eu tenho vergonha.
- O interesse nela é teu. Quem chama ela de linda é tu. Quem quer falar com ela é tu. É teu o convite pra ela vir assistir filme aqui em casa. Tu que ligues para ela.
- Ah Billi, bem de irmão, liga lá vai.
- Vai querer que eu namore com ela também?
- Claro que não.
- Então, liga lá.
- Mas é que eu tenho vergonha.
- Grande merda, eu também tinha.
- E o que você fez?
- Dei uma surra num cara bem maior do que eu, comprei de uns marginais o direito de passar por eles sem brigar com alguns vale-cerveja e corri feito um condenado, mesmo sem ter comido nada o dia inteiro.
- Mas isso muda o que? Na hora de falar...
- Eu falei. E pronto.
- Mas é diferente.
- Não é.
- É sim, eu não vejo ela todo dia.
- Não? Tu acordas cedo mesmo tendo aula só de tarde, só para ver ela caminhar com aquela jaqueta laranja, balançando aquele cabelo ruivo pra lá e pra cá só no leve embalo dos sensíveis e curtos passos dela.
- Você também anda olhando ela Billi?
- Hahaha bocó. De tanto ouvir-te dizendo isso, decorei.
- Ah... mas voltando ao assunto, liga lá e chama ela aqui...
- E eu digo o que?
- Diz que nós estamos convidando ela pra assistir o filme.
- Qual filme?
- Qual tu achas melhor para assistir com ela, Rambo 3 ou Uma linda mulher?

Nesse momento o Billi J. quis rir. Não era possível que aquele desmiolado tivesse cogitado a possibilidade de assistir a um filme do Rambo com uma guria. Mas tudo bem...

- Acho que Uma linda mulher. Eu já decorei as falas dos filmes do Rambo.
- Mas você não vai assistir Billi...
- Então porque somos nós, e não só tu, que estamos convidando ela?
- Porque é uma desculpa.

Em mais uma rápida reflexão, Billi J., sujeito gente boa que era, resolveu ajudar o irmão.

- Tá. Mas não vou ligar.
- Vai fazer o que então?

O Billi J. foi até a sala, abriu a porta, saiu de casa e, vendo Ana sentada na frente de sua casa, que era na frente da casa dele, tomando chimarrão com os pais, gritou:

- Anaaaaaaaaa, o meu irmão tá convidando-te para assistir um filme aqui em casa.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Histórias do Billi J. - é sempre bom conhecer velhinhas que trabalham catando lixo

The Beatles - I'm a loser

Por tanto tempo o Billi J. correu atrás do que queria sem sequer saber como. Amou, apaixonou-se, quis, sentiu vontade e tantos outros sentimentos que não me vem à cabeça. Mas o Billi J. sempre foi um injustiçado pela sociedade.

Porque ele era, e é, diferente.

O Billi J. sempre fez as coisas do jeito certo, sem magoar, machucar ou mesmo tentar prejudicar alguém o mínimo que fosse. Jamais ignorou a vontade e a vida alheia em busca dos seus objetivos. Quando achava que não conseguiria ou que algo errado aconteceria, desistia. Abdicava da sua vontade para evitar que algo ruim acontecesse.

Perdera o medo de tentar mas ainda era receoso quando o assunto lhe pudesse atingir negativamente. Por várias vezes voltou para casa com um sentimento estranho, uma mágoa consigo mesmo. Aquele remorso, tanto dito hoje em dia.

O Billi J. queria que as coisas fossem diferentes. Queria ser um pouco que fosse diferente. Mas não conseguia. Porque tinha medo de ser apenas mais um.

Não merece ser chamado de idiota, pois tenho a certeza de que existem vários Billi's espalhados pelo mundo. Várias pessoas corretas, que mesmo sendo minoria, ainda lutam para que o certo seja o certo.

Mas o Billi J. aprendeu um dia, com uma sábia velhinha, enquanto ambos catavam lixo(ela para sobreviver e ele para ajudá-la e para ajudar na limpeza da cidade), que o seu erro não era achar que fazer o certo era o certo. Seu erro, aprendeu ele com aquela pobre velhinha, era julgar-se pequeno em um mundo de grandes.

Ora, aprendeu ele, o mundo não é feito por gente grande. É feito por gente pequena, que faz coisas pequenas com grandes repercussões. Infelizmente, negativas em sua maioria. Mas que pequenas atitudes positivas poderiam, e aqui fica bem expecificado que poderiam e não que iriam, trazer grandes boas repercussões.

O Billi J. perguntou perguntou-se como poderia tal velhinha dar-lhe um conselho tão bom. Não achando resposta, voltou para casa pensando no que faria. E, durante o caminho, fez tudo o que pensou que poderia fazer. Xingou um cara que havia jogado lixo no chão, elogiou a linda ruiva que por ele passou, cantou alto "I'm a loser - Beatles" no meio de uma reunião ao ar livre do GDL(grupo dos depressivos locais) e ainda por cima fez a piada do sorvete de abóbora com o vendedor da rua onde ele morava.

Sem saber ao certo como, sentia-se melhor. Não só por ter feito o que fez, que acaba não sendo grande coisa. Não só porque ele fez o que queria fazer no momento. Sentia-se mais capaz, mais habilitado. A fazer as coisas e a viver.

Descobriu então, em um blog, que aquilo que agora ele tinha era autoconfiança*.


*só se deve usar hífen em palavras cujo prefixo seja auto, contra e extra e as mesmas forem seguidas por palavras iniciadas por H, R ou S.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Reflexões de um maluco(5) - no fim acaba nem sendo tão figurado

Eu voltei. Eu disse que ia voltar. Mas em virtude da encenação da Paixão de Cristo, na sexta-feira Santa, não tenho tido tempo para vir aqui. O que para a maioria, ou seja, os dois ou três que volta e meia se cansam de rabiscar uma folha ou ler uma revista antiga(símbolos do "não ter nada para fazer"), acabam por vir aqui ler as asneiras ou pseudo-intelectualidades desse que mais uma vez lhes enche de muita enrolação com pouco sentido teórico e legível, mas muito prático.

Hoje a questão que ronda minha mente gira entorno de uma maçã. Talvez figurativamente. É, figurtivamente.

A maçã que caiu na cabeça de Newton. A que os camponeses, amarrados, tinham colocada em suas cabeças para que um arqueiro, que não precisava ser necessariamente um bom atirador, tentasse acertá-la. A mesma que o Quico dava para o Professor Girafales. A mesma que foi casa do bichinho da maçã num dos livros infantis de maior sucesso na minha época infantil, de criança, não necessariamente de imaturo.

Há uma grande diferença entre todas essas maçãs. Seus usos, suas origens. Sua geografia terrestre. Seu tempo de existência, contexto global e por aí vai. Elas nem eram do mesmo pé! E isso não vem ao caso porque o mundo precisa dessas maçãs figurativas, desses objetos de pouco estudo, pouca compreensão mas muito pensar.

Maçãs figurativas são assim. Nos instigam pensamentos distantes, longínquos, ideais planejados em outra dimensão talvez. Porque no fundo, ninguém consegue transformar uma maçã figurativa numa maçã real. E considerando que a maçã figurativa não é uma maçã de fato, muitos(nota: o autor riu ao escrever esse muitos) agora vão para os comentários e dirão que não entederam bolhufas e que o hospício deve ser a minha próxima-futura casa.

Ninguém transforma a arma que surge em pensamento em um objeto que possa ser usado contra aquele idiota que acha que todo mundo é íntimo, que todo mundo é amigo e que todo mundo acaba sendo seu capacho para tiranias que, em novelas são profundas mas, na vida real dificilmente acabam passado do nível liminar, que seriam palavras e gritos, para o superliminar, que seriam as agressões.

Pelo menos para quem tentou ler, eu expliquei, mesmo não querendo, muito bem, a moral figurativa e não intencional ou passional de moral, desse emaranhado gigante de letras retas e sem graça.

E isso explica tudo. Mais uma vez

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Selo não repassado, reconhecimento e muito obrigado

Bom, hoje o dia não é um bom dia para escrever uma crítica, uma história ou qualquer tipo de texto louco, bobo, tosco e inútil. Hoje não é dia nem de escrever uma daquelas poesias idiotas e sem fundamento que saem da minha conturbada, perturbada e estranhíssima mente. Seja do subúrbio (limpo ou sujo) ou do bairro residencial (com plaibois e patricinhas ou não) da minha mente, nem uma ideia digna de ser repassada a quem lê o blog surgiu.

Então hoje só vou mostrar o selo que recebi da Marcella Castro, do bom blog "So let the world spin".

Peço desculpas mas não seguirei os protocolos do selo. Aquela coisa de falar sobre isso ou aquilo, o que é Roxie e o que não é. Aliás, eu não tenho nem ideia do que seja mesmo, mas não é por isso que deixarei de repassar.

O fato é que é não tenho acompanhado muitos blogs nos últimos dias. Não sei o que se passa direito. E não tenho vontade de fazer a lista. Desculpem-me mais uma vez porém também não saberia escolher 10 entre os meus parceiros e alguns que acompanho.

Não repassarei a eles, apenas deixarei o link para que quem quiser ler algo legal, leia, porque aqui no blog a coisa nem sempre é legal. Como hoje.

Letícia Dantas
Miguel Sponja
Júlia Wartha
Letícia
Jéssica
Jéssica Berdych
Débora(Bubblegum)
Camilla
A própria Marcella Castro
Camila
(com um L só)
Marina
A grande pequena Sara
E a Samia(não sei se tem acento ou não)

O fato é que agradeço a eles e elas pela parceria, pelas visitas, comentários e por não serem apenas mais algumas pessoas a terem um blog. Eles escrevem, e muito bem, fazendo a diferença na já criticada blogosfera.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eu não vejo o futuro

Lavar a louça pode trazer conseqüências muito maiores do que poder usar pratos, talheres e copos novamente sem medo de que eles estejam com substâncias podres. Lavar a louça pode levar pessoas como eu a conclusões, oriundas de pensamentos muito loucos, bem toscas.

O fato é que fiquei pensando no dia em que estava conversando com um professor e uma colega, digo, ex-colega. Eles tentavam de todas as formas me convencer de que previsões do tempo são feitas a partir de medições de fenômenos físicos em determinados lugares que ajudam a prever, basicamente, se vai chover ou não.

Eu não gosto de previsões do tempo. Não acredito em previsões do tempo. Até porque, para mim, tanto faz se vai chover ou não. Antes de sair de casa olho para o céu, sinto se está abafado ou não e então decido se levo um guarda-chuva(com ou sem hífen na nova regra, eu vou usar).

Pessoas que acreditam, confiam e seguem previsões do tempo têm medo. Xinguem, chamem de idiota, mas eu acho que essas pessoas(que transformadas em porcentagem, passam de 90) têm medo do futuro. Têm medo de tomar um (bom) banho de chuva, de sentir frio por estarem de manga curta, de sentir calor por estarem de manga comprida em uma tarde de 38 °C, têm medo de simplesmente errarem a cor da roupa de acordo com o dia.

A imprevisibilidade* do futuro (e do clima) acaba aumentando a cautela de pessoas que, muito mais pelos outros do que por si mesmas, mudam até o que vão fazer conforme o que diz a previsão do tempo, seja ela no rádio, televisão ou jornal impresso. E a cautela é a inimiga da espontaneidade.

Acho que um propósito inteligente seria acabar com previsões do tempo. Sério. Deixa isso para países que sofrem muito com furacões e tal. Aliás, só isso deveria ter tentativa de previsão. O resto, deixa acontecer, como algo natural que é. Ou vamos ouvir as pessoas mais antigas, como o meu avô. Ele acerta muito mais apenas olhando para o céu e sentindo o clima do que todos os aparelhos que medem isso e aquilo.

E tudo isso veio de alguns minutos lavando pratos e copos...


*existindo ou não, essa palavra é fácil de ser interpretada

domingo, 7 de dezembro de 2008

Histórias do Billi J. - um monólogo incansável

"É Vini, a coisa não anda bem por aqui. Estou bem de saúde sim, quase me formando, e aliviado por isso. Mas sabe, tenho lido as coisas no teu blog e me vi nas tuas postagens. Cara, que merda mesmo é essa coisa de amor, de paixão, de convivência social né... que merda mesmo.

O cara conhece as pessoas, conversa com as pessoas, convive com as pessoas e por vezes nem ao menos sabe com quem está falando. A falsidade atinge níveis alarmantes hoje. Falsidade, hipocrisia, como queira. Eu já não conheço quem achava que conhecia.

E quanto ao amor. Que coisa mais estranha. Desde criança eu amei a Renata. Aquele olhar, aquela voz, aqueles cabelos balançando ao vento... e o caminhar angelical... Cara, que lembranças. Tantas vezes que olhei pra ela sem que ela soubesse. Tantas vezes que quis dizer o quanto a amava mas não consegui. Mas acabei conseguindo. Naquele baile. O melhor e o pior dia da minha vida. Quando descobri que ela iria para a Inglaterra, sem noção, pensei que Deus queria que eu abandonasse tudo por aqui.

Mas eu, ao contrário de muitos, os teus "A cada dia um recomeço", que, sinceramente, me ajudaram, mesmo os casos sendo bem diferentes. Porque o tempo passou e eu conheci outras gurias. Não foi a mesma coisa, mas esqueci daquela estapafúrtia idéia. E percebi que Ele me dá novas chances todos os dias.

Não sei se acredito nessa história de um amor na vida, amor verdadeiro é só um, tampa de panela, nosso destino está traçado e tal. Não sei mesmo. Não vivi tempo o suficiente para saber isso. Mas é complicado cara.

Ainda mais porque hoje eu conheci uma guria. Sim, mais uma guria na minha vida. E como as outras foram, ela é diferente. Mas mais do que as outras. Porque só a vi pessoalmente uma vez. É Vini... complicado. Não te digo que estou apaixonado, porque talvez estarei banalizando, coisa que sei que és totalmente contra.

Mas não sei cara. Eu não paro de sorrir quando converso com ela. Sério mesmo, e tu sabes que eu não gosto muito de rir e de sorrir. Eu conto o tempo quando estou na frente do computador, até ela entrar e conversar comigo. Talvez eu esteja sendo chato ao querer tanto conversar com ela, mas não consigo me segurar. Aparece a janelinha lá e eu nem penso duas vezes.

Conversamos bastante. Parece que a conheço há muito tempo.

Diferente das outras gurias, inclusive da Renata, não me encantei primeiramente pelo rosto ou por qualquer aparência física. Isso é que me faz pensar tanto no que passo hoje. Me encantei tanto com a pessoa que ela é que nem lembro direito do seu rosto. O pior é que não sei se ela sente alguma coisa por mim. Eu fico pensando. Às vezes parece, mas nem tudo o que parece é, não é Vini? O que eu não quero é criar expectativas para depois cair no chão, como já ocorreu outras vezes né.

Eu achava que me conhecia, entretanto, vejo que ainda preciso viver muita coisa para poder dizer que me conheço mesmo. Assim como você já escreveu uma vez aqui.

Enfim, por hoje é isso Vini.

Mas cara(eu sei que peguei essa mania de dizer cara na faculdade, mas não consigo parar de dizer... cara), eu vou terminar esse texto agora. Porque de tão grande ficou um texto mesmo. Mas valeu pela ajuda, pelos conselhos.

Amigos são para isso, eu sei.


Meus cumprimentos Vinícius Manfio!

Ass. Bilionarico Johansson, digo, Billi J."*


Com esse texto, o Blog do Maluco completa 700 postagens em quase 2 anos de existência. Talvez mereça, talvez não mereça algo melhor do que tenho hoje aqui no blog, mas, o que tenho é o que tenho. Talvez seja conformismo, mas não gosto de ficar divulgando o blog. Por isso decidi sair de todas as redes sociais de blog que participo. É postagem comemorativa, é mudança. É tradição do blog.

*as aspas indicam que o Billi J. escreveu e não que eu copiei de algum lugar

sábado, 6 de dezembro de 2008

5 vantagens de ser politicamente correto

Trazer as desvantagens foi fácil, agora, as vantagens serão mais complicadas, mas existem sim.

1 - Só o politicamente correto tem o direito de criticar outras pessoas por atos ilícitos. Sim, já que não comete as mesmas práticas ilegais e imorais, ele pode, livremente, criticar. Só que, o P.C. não critica. Ele apenas comenta, pois é errado criticar e desmoralizar alguém.

2 - Você pode se cobrar mais sendo um P.C., porém mantém sua auto-estima sempre muito boa, se consegue seguir todas as normas, as suas normas. O P.C. sabe que está fazendo o certo e acaba se sentindo bem por isso, pois é um diferente em um mundo de iguais.

3 - Além da auto-estima, o P.C. acaba ganhando, de quem percebe o seu jeito correto de ser, respeito, confiança. Sim, porque o aluno que não cola em provas livra-se dos olhares desconfiados do professor. O trabalhador que não desvia um centavo para o seu bolso, ganha a confiança do patrão. O cliente que devolve o excesso de troco, ganha a confiança do vendedor. Isso é bom. Confiança e respeito. Em casos extremos, admiração.

4 - O P.C. não comete erros banais. E isso por si só é uma vantagem. Não sentir-se sempre "sujo", "errado", "falso" é bom. O P.C. faz o que tem de ser feito e pronto. Sem desvios, sem prejudicar ninguém. Para quem acredita, isso será compensado em outra vida.

(5) - O P.C. ajuda o planeta a existir. É por existirem alguns P.C.'s que "a vaca não foi pro brejo", mesmo estando muito perto disso. Mesmo que não por completo, ainda há pessoas que possuem "o gene" P.C., e o mostram de diversas maneiras. Pensei bastante e não vi outra vantagem além das já citadas, mas, e precisa? Talvez. Porque o politicamente correto faz o certo porque é certo, não porque alguém pediu. E mesmo sendo criticado, como foi citado nas desvantagens, ele segue sendo assim, "chato", correto, idealista. Pronto, a 5ª vantagem é que o P.C. é por natureza, um idealista.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Histórias do Bandiolo - -"Ai meu..." -"puts, acho que a velha morreu"

Essa é do tempo em que não havia tudo o que há hoje. Um tempo em que melado era a pasta de dente das crianças. Tempo em que alfafa valia alguma coisa. Tempo em que as cidades do interior estavam TOTALMENTE livres das drogas, aliás, as pessoas das mesmas nem sabiam o que eram drogas.

O rapaz era trabalhador. Aliás, nem era rapaz. Era uma criança. Tinha os seus 10, 11 anos. Mas já trabalhava. Dirigia... carroça, levando verduras, vinho e salame para a cidade. Não gostava muito, porque, para fazer curvas, a carroça emperrava.

Certo dia, o guri teve que levar a mãe de sua mãe, ou seja, sua avó, e mais umas cinco tias para outra cidade. Estrada estreita, de terra batida(nem asfalto havia naquela época), cheia de curvas. Em determinado ponto da estrada, viram(o guri e todfas as mulheres que estavam junto) um caminhão, o que naquela época era raro. Principalmente numa estrada deserta como aquela. Era um Ford, o modelo não se sabe.

Como a estrada era estreita, o caminhão foi avançando e a avó do guri se apavorou. Disse:
-Ai meu D...

Nem terminou sua fala e... teve um enfarte. Morreu. O guri, sem saber o que fazer, continuou andando, o mais beirante o possível, até que o caminhão, também fazendo um esforço para desviar, passou e seguiu viagem.

Ninguém sabia o que fazer com a velha. Então resolveram deixá-la no caminho para aliviar peso. O guri deixou suas tias na outra cidade e, quando voltou, não encontrou mais a velha, digo, a sua avó, no caminho.

Ninguém sabe, ninguém viu, ninguém faz a menor idéia do que aconteceu com o corpo da velha. Nem o guri. Nem as mulheres. Nem o bocó que escreveu essa história...

*baseado em fatos reais...

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Histórias do Billi J. - será que foi tudo em vão?

Depois de alguns poucos meses tentando namorar via internet, Billi J. e Renata decidiram, de alguma maneira, que seria melhor terminar o namoro, que por si só, durou menos de um mês, talvez. Depois disso, continuaram conversando, mas como amigos. O Billi J. se sentia sozinho. Sem carinho. Sem atenção. Sem qualquer forma de afeto, o que piorava se pensarmos que ele faz Engenharia Química, e mexe apenas com substâncias, o que não exige contato humano.

Só que certo dia, no laboratório, o Billi J. começou a sentir um cheiro de baunilha. E como ele gostava demais de cheirar baunilha, foi atrás e tentou descobrir de onde vinha aquele cheiro. Que experiência deveria fazer para conseguir sentir aquele cheiro? Respostas não encontrou. Mas no momento em que saía da aula, viu uma colega sua, a Amanda, aquela que era chacoteada por todos mas que na sua timidez tentava esconder olhos mais verdes do que o próprio verde, e após ela passar sentiu o cheiro de baunilha.

Como não era mais a outra criança de outrora, foi atrás dela, e pediu como ela conseguira produzir um cheiro de baunilha tão autêntico. Ela disse que não havia feito nada com cheiro de baunilha. Ele insistiu no sim. Ela insistiu no não. Ele então perguntou como podia sentir cheiro tão bom de baunilha. Ela disse que era seu perfume. E com esse simples e rápido diálogo, abriu-se uma conversação tão intensa quanto... bom, não vou usar outro comparativo.

Foram conversando durante o caminho, no ônibus, e descobriram que moravam perto um do outro. Ela morava há duas quadras daquela rua estranha onde o Billi J. morava. E então começaram a ir juntos para a escola. Billi J. pensava nela e naquele cheiro de baunilha, que ela descobrira ser da essência que todos os dias passava no cabelo, com uma finalidade desconhecida pelo Billi J.. Foram cada vez conversando mais. E antes que pudessem virar amigos, o Billi J. decidiu que não seria a mesma perda de tempo que havia sido com Renata, quando ele enrolou e temeu até que no dia em que fez, descobriu que não seria por muito tempo, e, vendo-se apaixonado, ao deixá-la em casa certa feita, beijou-a. Na boca. E o mais estranho, com sentimento.

Billi J. sentia algo por Amanda(essa história já foi contada... só que com outra pessoa). Mas não era o amor que ele sentia por Renata. Mas mesmo assim aquele beijo deixou marcas. Em ambos. Depois do ocorrido, Billi J. olhou para Amanda e viu seus olhos brilharem como diamantes, mas loco depois, sua face mostrou uma tristeza absurda. Amanda declarou-se encantada com Billi J., mas disse que já tinha namorado. O coração de Billi J. partiu-se. Quebrou-se. Explodiu-se. Estatelou-se. E todos os -se possíveis.

Billi J. pediu desculpas e virou-se para ela. Que fez menção de pronunciar alguma palavra, mas Billi J. disse a ela que o silêncio era melhor naquele momento. Billi J. saiu, arrasado. Chegou em casa, deu um tapa no seu irmão e esse, adivinhando o ocorrido, disse a ele para não desistir. Billi J. ouviu, e foi comer bolacha recheada... com creme de baunilha...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Nós somos juventude construindo...

Quem não conhece não precisa entender o motivo... mas essa foto tá relacionada com os dois últimos textos...

Valeu por tudo gurizada, pra quem tava junto na foto e pra quem não tava...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Histórias do Billi J. - Incondicional

Essa história é para provar que não há muita continuidade mesmo nessas histórias do Billi J.,porque essa é de antes de o Billi J. e a Renata se separarem. Era verão, e o Billi J. foi até a casa da Renata para assistirem um documentário que passaria na Tv Escola. Seria sobre a história romana, origem do calendário atual e afins. A Renata preparou a pipoca, o Billi J. trouxe laranjas de casa para fazer um suco e estavam eles lá. Ele, sempre amando-a e admirando-a em silêncio(o saco é que quem leu a saga sabe o que acontece com eles no quase final das contas, e isso tira a graça das descrições dele quanto à ela, mas enfim...).

Então foram até a sala, ligaram a televisão, que o Billi J. imaginava ter umas 200 polegadas, devido ao tamanho, já que a televisão na casa do Billi J. era daquelas de 29 polegadas, antiga, daquelas que pesavam pra caramba. Então ele sentou, ela sentou ao lado dele. Ele se arrepiou. Era a hora de se declarar, mas quando ouviu ela dizer "o programa vai começar", sentiu-se um idiota e apenas olhou para frente para assistir ao programa. Na verdade, ele sabia tudo o que aconteceria no documentário, pois já o havia visto.

Então foram comer e... cadê a pipoca?

-Renata, a casa é tua, vai buscar a pipoca...
-Ah Billi, to com preguiça, busca lá!
-Ah não Renata, eu sou visita aqui.
-Se você for buscar, eu te deixo ficar com a bacia no colo.
(nesse ponto pode-se haver uma desconfiança do público quanto às intenções do Billi J., porque para ele seria mais interessante que a bacia de pipoca ficasse no colo dela, aí ele se aproximaria e tal... mas o Billi J. não pensava assim)
-E se tu fores buscar eu te explico a matéria de matemática que cai na prova amanhã...
-E se você for eu te dou um saco de bergamotas, daquelas bem grandonas.. como é o nome?
-Pokan.
-Isso! Eu te dou um saco de bergamota pokan que o pai comprou de um mendigo que passou vendendo isso aqui.
-Mas eu tenho dois pés de bergamota em casa, sendo um de pokan.
-Ah Billi, mas daí você vai ter que ir lá colher.
-Mas eu gosto, aí aproveito, levo uma cadeira e fico aproveitando a sombra de lá.
-Mas eu estou com tanta preguiça Billi, faz esse favor...
-Da última vez que o teu pai me viu na cozinha sem ninguém por perto, ele quase me chutou daqui como se eu fosse um mendigo...
-Também, você estava comendo as bergamotas dele...
-Porque tu dissestes que eu podia comer!
-Ah é.
-Então, vai buscar né Rê?
-Só se você me disser uma coisa...
-O quê?
-O que acontece no documentário?

E deram-se conta de que a televisão passava os créditos finais, como produzido pela BBC e traduzido por tal empresa, enfim créditos rotineiros. Então o Billi J. disse:

-Sim, mas só se você fizer uma coisa...
-O que você pedir, porque eu preciso aprender esse conteúdo, porque vai cair na prova da semana que vem.
(outra vez o Billi J. poderia se aproveitar, mas ele era inocente e nem havia pensado em pedir um beijo de sua amada e linda Renata, que estava ansiosa para saber o que ele pediria...)
-Pega lá as pipocas!

sábado, 19 de julho de 2008

Da série: Não é bem assim... (3)

Uma das maiores bobagens já escritas no orkut, e ditas em qualquer lugar onde haja uma reunião, ou encontro, entre ex-colegas:

"Eu era feliz e não sabia"

Quanta bobagem em uma só frase. "Eu era feliz e não sabia" reflete toda a falta de auto-conhecimento que uma pessoa pode ter. E traz à reflexão uma idéia de "eu sou um tongo", porque era feliz e não sabia. Pessoas dizem isso muito mais para puxar o saco de ex-colegas ou ex-amigos, ou pessoas com quem fazia festa junto há tempos atrás. É uma bobagem tremenda dizer isso. Até porque, quem é feliz, é feliz, não tem como não saber. É uma forma patética de utopia falsificada do passado. É querer imaginar que o passado era melhor do que o presente. É querer desmerecer o que se tem atualmente. E só não é mais bobagem pelo primeiro argumento, o do "eu sou um tongo". Pessoas que dizem essa frase geralmente a dizem para se fazer de coitadinhas e tentar receber um "o que aconteceu?" carinhoso de uma guria tri linda que eles querem conquistar. Ops, estamos no século XXI, então usa-se o termo "pegar". Tudo isso se baseia nos outros, porque são os outros que falam.

E por aí vai né.


Essa série prova o quão boba é a sociedade atual, com frases feitas e idiotas pra lá e pra cá, feito bola de pingue pongue em mesa chinesa.*

*os chineses são os maiores ganhadores de medalhas no pingue pongue na história das Olimpíadas...

sábado, 28 de junho de 2008

De sábado eu volto pra quarta, e tudo por culpa do Billi J.

Hoje é dia de São... Pedro, eu acho. Não. São Pedro é amanhã. Enfim, o dia não interessa. E o santo em si não vem ao caso com o texto, mas é só pra diferenciar um pouco as coisas por aqui. Porque depois de 4 partes de uma história quase inacabável do grande bobalhão Billi J., eu tinha que voltar a escrever uma bobagem... que condiga com a realidade.

Bom, mais um projeto será realizado hoje. Mais um objetivo será cumprido. Pelo menos espero que assim seja. Esforços foram feitos, tênis foram molhados, jornais foram gastos, corpos ficaram cansados, mentes então, nem se fala. Mas no final vai valer a pena. Espero.

Mudando de assunto, quarta-feira foi um dia legal até. Se não fosse por mais uma mostra de que quando faço alguma crítica, tenho razão. Mais uma prova do quanto o mundo hoje está encaminhado para uma derradeira crise inter e intrapessoal. Algumas pessoas, que infelizmente tem o poder de influenciar outras, não sabem mais o que é da sua vida e o que não é. Mesmo que importem-se apenas consigo mesmos, eles acabam se importando com os outros, assim que os mesmos se mostram diferentes e contrários a si.

Falando diretamente, critico hoje os metidos. Não os que se metem em uma conversa e perguntam "quem morreu?" ou "com quem aquela louca ficou na festinha ontem?". Mas sim os que se metem na vida do outro tentando alterar algo. Apenas pelo ego de fazê-lo ou para mostrar aos seus "seguidores" o quão bom e legal é. Gente ridícula. Patéticos é um bom complemento também.

Porque eu vou xingar alguém por esse alguém falar alto, se eu falo mais alto ainda quando o critico e tento desmoralizá-lo em público, muito mais para me elevar do que para ele aprender uma lição? Sinto-me cada vez mais diferente do mundo. Mais próximo e mais diferente. O que não parecia ser, agora não só parece, como é. O mundo me cerca e como diz a minha mãe "sempre dependemos do próximo, esteja ele próximo ou não". Não posso me excluir do mundo, embora há dias, como quarta-feira, em que tento me afastar do mundo mesmo, me excluir, fugir para nunca mais voltar.

Mas penso no que tenho. No bom que me cerca. E desisto. Não vale a pena, por egocêntricos arrogantes, desistir do que é concreto e do que realmente me faz viver.

Quarta foi só um dia. De dúvidas. Como hoje. Se bem que hoje as dúvidas, mesmo que boas, podem ter um resultado muito mais devastador do que as de quarta, que só se tornaram dúvidas para que eu tivesse o que pensar.

Bom fim de semana aos cada vez menos(em quantidade) leitores do Blog do Maluco.


Só pra sair da rotina, uma foto muito tosca que eu tirei semana passada em Planalto. Não conheço ninguém que esteja ao fundo, mas pela tosquice da foto vale a pena...

terça-feira, 17 de junho de 2008

10 passos para ser odiado

É, não que seja uma coisa útil, mas para aqueles que querem se distanciar por algum motivo ou afastar algum imbecil que não para de encher o saco. Lembrando que isso não vale para todos os casos. E não foi feito, mais uma vez, dedicado para alguém.

1 - Não chateie, perturbe. Pois chatear qualquer um chateia, e um chato pode até ser querido por outras pessoas, agora, quem perturba outra pessoa, irrita todos que estão por perto, pois a perturbação passa por barulhos repetitivos que a pessoa não gosta a piadas impróprias(fazer piada de loira para uma loira é uma boa opção).

2 - Não xingue, insinue. Pois um xingamento pode ser levado com brincadeira, então insinue, isso deixa a pessoa perturbada também, mas principalmente, faz com que ela fique sempre esperando algo desse tipo de ti, o que te deixa com "má fama". Insinuações para terceiros sobre determinada pessoa também são válidas, mas não apele para lado sexual, mas sim para gostos, como dizer que a pessoa gosta de nx0, isso pode difamar qualquer um.

3 - Não fale, resmungue. Além de irritar e perturbar, resmungar pode lhe deixar como uma espada, cortando para os dois lados, porque se a pessoa entende uma coisa, diga que é outra, e assim sucessivamente.

4 - Não ouça. Aliás, o que você disse?

5 - Faça apenas o que tu não gostas de fazer, para poder reclamar depois. Pois nada irrita mais do que aquele que não fala na hora oportuna e fica reclamando depois. Com razão, pois ninguém o perguntou nada, não é mesmo?

6 - Nunca dê uma opinião sensata. Fale apenas por falar, crie teorias loucas e/ou idiotas. Fale apenas para mostrar que tu sabes falar. Mas nunca dê uma opinião sensata. Mesmo que tu conheças muito sobre o assunto, faça-se de ignorante, que aqueles que quiserem saber algo sobre o assunto, ficarão extremamente irritados.

7 - Seja indiscreto. Nem pense em guardar segredos ou qualquer outro tipo de informação, principalmente se a pessoa não especificou que era para ser segredo. E mesmo se assim ela o fizer, conte, só para confirmar esse item.

8 - Quando acharem que tu não farás algo, faça da melhor maneira possível. Pois o ódio parte de um princípio básico: "se ele é incompetente e idiota, não fará isso". E não pense que mostrar que tu sabes é para fazer com que as pessoas mudem de opinião sobre tu. Só o faças assim se for para piorar a tua imagem, caso contrário, faça apenas para irritar.

9 - Dê risada de tudo e de todos, e embarace-os em público. Sem mais comentários, é só rir da camisa amarela do cara, do cabelo duro de gel ou da depilação que ele(se for ela, ria das espinhas na cara, mesmo que ela tenha apenas uma) fez na perna.

10 - Último e talvez mais importante, mesmo que o teu cachorro morreu, tu não passastes no vestibular e a tua namorada te traiu na tua frente com aquele gayzinho, SORRIA para quem tu queres irritar. Isso demonstra superioridade e a inveja é o começo do ódio que queres gerar. Faça-os pensar que a tua vida é uma maravilha. Lembrando: sorriso falso, hipócrita, mas que pareça causado por uma felicidade verdadeira.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O velho novo livro

Hoje comprei, ou melhor, coloquei na conta da mãe, um livro. Sem valores agora. Ela aprovou, ou seja, o valor não interessa. Melhor um livro maior e melhor e mais caro do que 3 piores, mas bons e baratos. Gosto de ler, e precisava de um livro histórico como esse. É sobre a Europa após a segunda guerra mundial. Não sei todo o conteúdo, pois são mais de 800 páginas, letra pequena. Ou seja, tem muito conteúdo mesmo.

Acho que não terminarei esse ano, pois não terei tanto tempo para ler e ler bastante, como um livro desses exige. Lerei aos poucos, senão, como disse minha mãe, surtarei de tanta informação. Eu queria ter tempo para ler o livro em um mês. Não tenho. Queria ter mais tempo para me dedicar aos meus 4, ou 3, blogs, mas não tenho. Queria mais tempo para aprender a tocar violão, mas infelizmente não tenho.

Só que não reclamo disso. Mente ocupada não pensa besteira, diria minha mãe, minha avó e a mãe dela. E quando eu disse que lia nos horários vagos no colégio para uma colega que não estava fazendo nada no momento, fui mal interpretado, como se tivesse xingando-as. Mas sinto uma necessidade de ler algo quando não tenho nada para fazer, assim como tenho a necessidade de ouvir algo, um bom e velho rock roll ou um programa esportivo.

Mas o velho do novo no título é porque eu deveria ter pensado em pedir um livro desse tipo antes. Precisava de algo diferente desse tipo para ganhar uma motivação, mesmo que essa motivação não me leve a ler o livro em pouco tempo, mas me leve a tentar aumentar o conhecimento, seja com o livro ou não.

Sede de conhecimento, novidade para mim. Bom, não. Mas desse jeito é novidade, porque nunca tive um livro, livro, histórico, do tipo que eu gosto de ler. Não gosto de macunaímas e os sertões, nem de poesias ou histórias românticas. Prefiro realidade. Imaginação não é comigo. Mas há exceções. Claro, sempre há.

Buscando conhecimento. Livro, revista, jornal, e porque não, blog. Tudo pode, leiam bem, pode trazer conhecimento. É só não ficar olhando com cara de bobão e tentar tirar algo de tudo, nem que seja o suco da laranja ou o caroço do abacate...

Conhecimento é o que não falta nesse blog... bom, pensando bem...


Tão tá!

domingo, 1 de junho de 2008

Histórias do Bandiolo - A vida da formiga, digo, do formigo

Ele era uma formiga, digo, um formiga. Sim, era um formiga machão, daqueles bem gaudério, que carregam uma folha de pessegueiro sozinho. Mas era mais macho que muito homem que faz academia e se diz macho só por isso. Enfim, era um baita de um formigão. Conseguia carregar 550 vezes o seu peso, mas nunca fizera sequer um levantamento de grão de arroz para treinar.

Essa, digo, esse formiga trabalhava feito louco, muito mais do que todos os amigos que viviam junto com ele, na república do pé de macieira. Só que enquanto ele trabalhava, seus amigos se divertiam, conhecendo e andando de patas dadas(se isso é possível), com formigas. Femininas, claro. E essa, digo, esse formiga se sentia mal, pois nunca conhecera uma formiga que o aceitasse como ele era. Todos e todas as outras formigas tinham medo dele.

Só que um dia ele traçou suas patas com as patas de outra formiga, feminina, que era tão grande e forte quanto ele. Mesmo sendo uma formiga feminina, ela competia com ele para ver quem era mais forte. Ele, amou-a desde o instante em que ela o derrubou após uma queda de braço em um quiosque na avenida das tulipas, que ficava perto de onde eles moravam. Ela, por sua vez, não o amou, mas sentia a necessidade de estar perto dele, pois ele era o único que a ajudaria a ficar mais forte para então dominar jardim para então ter um exército capaz de dominar o mundo. Então, ela fingiu amá-lo.

O formigão agradava a formigona, e ela fingia aceitar os agrados, mas sempre pedia para ele ajudar ela a ficar mais forte. Ele, cego pelo amor, ajudava-a, sem saber do seu plano maléfico. Ela ficava mais forte. Ele, nem tanto, mas sem dormir, conseguia fazer tudo o que precisava para pagar o aluguel no final do mês e ainda assim ter tempo de sobra para estar ao lado de sua amada formigona.

O tempo foi passando, eles casaram-se, e ela planejou para o dia seguinte dominar o mundo. Ninguém, nem o formigão, imaginava algo desse tipo. Foi então que um piá de bosta, xeba*** típico, pulou a cerca do jardim e acabou pisando em cima da formigona. Era o fim, ela estava morta. Era tão grande e tão articulada que o piá parou, olhou para o chão e viu uma formiga do tamanho de uma maçã. Seguiu o seu rumo até o pé de bergamota, onde roubaria as bergamotas do ajeitado jardim do seu vizinho que estava viajando.

O coração do formigão ficou tão esmagado quanto o corpo de sua amada. As outras formigas sentiram pena dele, mas ficaram felizes porque seus namorados não teriam mais um exemplo de formiga para exigir que elas se tornassem iguais. Os formigas machos, digo, masculinos, ficaram felizes porque não havia mais uma formiga sequer que pudesse ameaçá-los. Só o formigão estava triste.

Perdera a sua amada. Então, foi até a parte das hortaliças e se matou. Enforcou-se com uma folha de cebola. Daí surgiu a expressão "se enforcar em um pé de cebola". Coitado do formigão. Agora estava morto também. Eles nem puderam deixar um descendente sequer, porque na minha história não houve tempo para um relacionamento sério e afetivo de fato.

Enfim, qual a moral da história?
a) Não deixe para amanhã o que tu podes fazer hoje;
b) Não tente dominar o mundo, sempre tem alguém maior do que tu que vai te impedir de fazer isso;
c) Deus escreve certo por linhas tortas;
d) A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena;
e) O que os olhos não vêem, o coração não sente;
f) Faça cercas altas para os xebas não te roubarem;
g) Não coma bergamota;
h) Não há moral da história.

Comentem e deixem suas opiniões(eu não sei porque eu faço isso, se sei que no máximo duas pessoas vão comentar)

***termo frederiquense para designar garotos de rua mal instruídos e/ou mal intencionados

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Dia diferente... ou melhor, dia igual, mas com uma cabeça diferente

Se hoje acontecesse há uns 6 meses, ou mais, eu escreveria algo como "Fico imaginando o que poderia ter acontecido se as coisas tivessem sido diferentes", mas hoje eu não escrevo isso, porque é perda de tempo imaginar o futuro de um passado que jamais chegou a ser um dia de sol.

Depois de tanta chuva, bem num dia, de chuva, eu consigo perceber que certas coisas não aconteceram, que certos dias não foram vividos e que certas palavras nem sequer foram pensadas. E que eu não sou o único errado, mas por errar, já sou culpado.
Sem desculpas ou perdões, sem acusações ou palavras. Sem nada do que eu costumava escrever. Porque o passado não faz mais diferença hoje e nem sequer influenciará no meu futuro. Não faz mais diferença, e acho que pela segunda vez, tenho certeza disso. Não consigo deixar de agir por impulsos nervosos, racionais e emocionais, mas esse "vamo, vamo" de qualquer jeito já não afeta mais o que virá.

Porque a cabeça não pensa do mesmo jeito. Os dias de chuva, escuros, onde o sol é imperceptível, já não acontecem mais, diferentemente da rotina. Será que os óculos é que precisavam de um pano que limpasse? Acho que não, porque não tive qualquer pano em minha mão nos últimos meses.

E bem hoje, num propício, e físico, dia de chuva, as coisas ficaram claras como um anel de diamante, emitindo uma luz como se fosse uma estrela, mas ainda parecem ser tão passageiras como uma estrela cadente. Só que já não faz mais diferença se amanhã vai chover ou não. E não por costume, mas porque de tanto chover, consegui água para limpar os olhos e os ouvidos, e então ver e ouvir melhor.

Bom, no caso, o ver e o ouvir nunca foram o problema. Aliás, onde estava o problema? Alguém sabe?


Tão tá!


(preciso dizer que pela segunda vez um texto meu tem um fim não muito interessante, mas enfim, é mais divertido assim)