Comecei a escrever vários textos entre uma aula e outra na faculdade porém todos, com uma exceção apenas, eu joguei fora. E o que vou escrever agora, se é que vai ser um texto de fato, não será a exceção daquela regra. Quem sabe de alguma outra, não minha, que eu desconheço. Ou não também.
Parar para pensar no todo como um todo, no mundo como coisa monstruosamente grande e nas possibilidades, apenas por pessoas, você já começa a ficar paranóico. É muito mundo, muita gente e, restritamente(ou nem tanto) nesse caso, são muitas possibilidades.
Quebrar regras não é difícil. Aliás, seguir ou manter regras é difícil. Ainda mais quando convivemos com pessoas que, em sua maioria, preferem o seu ego, a sua razão, o fim pelo meio - que nem acaba sendo uma coisa boa no fim das contas - enfim, seguindo essa linha, chegaria a mais uma crítica social a pessoas fúteis, egoístas e arrogantes, que não se importam com o que é certo de fato, dando valor somente às suas necessidades, ou melhor dizendo, vontades.
O fato é que não vou criticar. Pelo menos não hoje. Ou ainda, pelo menos não agora.
Eu só queria dizer que os últimos fatos, no mundo, na minha vida e nas vidas de algumas pessoas próximas - ou nem tanto - têm me feto pensar sobre o que é válido quando falamos de coisas não definidas e sequer bem concretas. Sabe, estranho por ser estranho, ou algo do tipo.
Parar para pensar tem sido difícil. Até porque, não moro com a minha mãe para ter roupa e louça lavadas, almoço pronto - e bom -, casa varrida, dentre outras vantagens de se morar com a sua geradora. Eu disse geradora e não geladeira. Então falta tempo para pensar na vida. Ou melhor, não falta, mas...
...acontece que eu não tenho tido - não gosto quando preciso usar esses dois verbos em tempos diferentes - vontade alguma de pensar na vida, nas situações, no estranho por ser estranho e nem mesmo no presidente da república chamando um islâmico de turco, ou vice-versa. Chego em casa e quero mais é ouvir alguma coisa. Músicas estão em baixa comigo. É a fase. Baixa.
Sem fundo de poço, lágrimas ou decepção. Isso já foi. E voltará a ser, mas não hoje.
No fim, escrevo muito sem dizer nada. Entretanto, é do conhecimento de vocês que o livre-arbítrio está aí e ninguém foi obrigado a chegar até aqui sem entender muita coisa.
Distância de muita coisa tem me levado à distância de outras tantas coisas.
A música é uma delas. Mas há exceções. Como a desse texto.
Ãhn, chega.
