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sábado, 20 de março de 2010

Estranho por ser, ou não, estranho


Comecei a escrever vários textos entre uma aula e outra na faculdade porém todos, com uma exceção apenas, eu joguei fora. E o que vou escrever agora, se é que vai ser um texto de fato, não será a exceção daquela regra. Quem sabe de alguma outra, não minha, que eu desconheço. Ou não também.

Parar para pensar no todo como um todo, no mundo como coisa monstruosamente grande e nas possibilidades, apenas por pessoas, você já começa a ficar paranóico. É muito mundo, muita gente e, restritamente(ou nem tanto) nesse caso,  são muitas possibilidades.

Quebrar regras não é difícil. Aliás, seguir ou manter regras é difícil. Ainda mais quando convivemos com pessoas que, em sua maioria, preferem o seu ego, a sua razão, o fim pelo meio - que nem acaba sendo uma coisa boa no fim das contas - enfim, seguindo essa linha, chegaria a mais uma crítica social a pessoas fúteis, egoístas e arrogantes, que não se importam com o que é certo de fato, dando valor somente às suas necessidades, ou melhor dizendo, vontades.

O fato é que não vou criticar. Pelo menos não hoje. Ou ainda, pelo menos não agora.

Eu só queria dizer que os últimos fatos, no mundo, na minha vida e nas vidas de algumas pessoas próximas - ou nem tanto - têm me feto pensar sobre o que é válido quando falamos de coisas não definidas e sequer bem concretas. Sabe, estranho por ser estranho, ou algo do tipo.

Parar para pensar tem sido difícil. Até porque, não moro com a minha mãe para ter roupa e louça lavadas, almoço pronto - e bom -, casa varrida, dentre outras vantagens de se morar com a sua geradora. Eu disse geradora e não geladeira. Então falta tempo para pensar na vida. Ou melhor, não falta, mas...

...acontece que eu não tenho tido - não gosto quando preciso usar esses dois verbos em tempos diferentes - vontade alguma de pensar na vida, nas situações, no estranho por ser estranho e nem mesmo no presidente da república chamando um islâmico de turco, ou vice-versa. Chego em casa e quero mais é ouvir alguma coisa. Músicas estão em baixa comigo. É a fase. Baixa.

Sem fundo de poço, lágrimas ou decepção. Isso já foi. E voltará a ser, mas não hoje.

No fim, escrevo muito sem dizer nada. Entretanto, é do conhecimento de vocês que o livre-arbítrio está aí e ninguém foi obrigado a chegar até aqui sem entender muita coisa.

Distância de muita coisa tem me levado à distância de outras tantas coisas.

A música é uma delas. Mas há exceções. Como a desse texto.

Ãhn, chega.

*ãaaaaaaahnn... um agradecimento especial
às pessoas que ainda lêem e comentam aqui.
Não tenho retribuído, visitas e comentários,
por motivos. Mesmo assim, obrigado.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Meros coadjuvantes?

Posso e até devo ser um péssimo exemplo para falar do assunto mas, com muitas conversas paralelas para conseguir escrever algo aqui, consegui ter uma noção e percebi que não sou exceção não. Aliás, concluo que meu caso é quase regra.

O texto de hoje gira em torno de escola, terceiro ano do ensino médio(ou até último semestre de faculdade) e o que isso implica, ou não, na vida de quem passa por isso.

Achei exagero mas concluo que o amigo que me disse um dia que "festa de despedida do terceiro ano é uma merda, os caras dizem que vão se ligar, se encontrar mas depois que a festa acaba eles vão se esquecer um do outro". É. A coisa está por aí mesmo.

Eu não tive formatura de terceiro ano e sequer fiz amizade mesmo durante os meus três anos do ensino médio. Muito embora o terceiro e último tenha sido divertido, proveitoso e até interessante demais pela viagem à Porto Alegre, não fiz amigos mesmo. Guardo boas lembranças desse último ano, de meus colegas mas, amizade é outra história.

Mantenho pouco contato com eles. Hoje mesmo mandei recado para duas ex-colegas para saber se vão cursar alguma faculdade, ou qual. Coisa de colega isso.

O fato é que muitos já me disseram que não mantém contato algum com seus ex-colegas e que sim, fizeram juras e promessas de troca de recados, ligações, jantas e encontros. Não me sinto melhor por não ser o único. No caso, não faz diferença alguma. Porque muitos acabam prometendo e não cumprindo.

Juras de amor que se misturam com areia e voam pelos céus levadas por ventos fortes e certeiros. Promessas de mudança que acabam sendo esquecidas tão rápido quanto foram feitas. E por aí vai.

Mas daí é outra história. Outro caso. E não vem mesmo ao assunto desse texto. Que não vão ser escritas aqui. Pelo menos não hoje.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A prova de que houve vida naquilo que parecia um buraco escuro


Só me restam os anos da faculdade. Talvez alguns meses de curso pré-vestibular, mas espero²³³³³³³ que não.
Hoje minhas aulas acabaram. Fim do ensino médio. Fim de um ciclo. Fim de uma parte da minha história.

Foram tantos problemas, tantas diferenças, tantas mudanças, tantos obstáculos, tantos pensamentos e tantas idéias, tantas certezas e argumentos. Tantos erros e acertos.

Não quero mais pensar no que de ruim aconteceu nesse meu caminho. Já não me importa mais esse passado. Aprendi a usar a meu favor tudo aquilo que me derrubava. Tudo aquilo que me fazia mal. Tudo aquilo que me forçou a mudar.

Talvez não tenham me entendido. Como talvez não tenha entendido-os. Os buracos foram tapados. As pedras, jogadas para longe. Os abutres já perderam a esperança. De cabeça erguida, olho para um céu azul. Coisa boa. Vento frio, que alivia o calor.

Ficam apenas as boas lembranças. Dos risos, das histórias, das conversas. Do que foi vivido mesmo. Do que foi bom mesmo. Do que foi proveitoso mesmo.

Ficam as lições aprendidas. Dos grandes, e põe grandes nisso, mestres que tive. Gente inteligente. Gente competente. Gente que é muito mais do que gente. São grandes. Foram grandes. Serão sempre grandes. Pelo menos para mim.

Um adeus. Um até logo. Tanto faz. As lembranças, só as boas, ficarão. Na mente, no coração. Talvez até no dedão. Ou em qualquer outro ão.

Obrigado por também fazerem parte da minha vida.

sábado, 8 de novembro de 2008

Sob condicional

Supõe-se que depois de uma aula de Português, onde a estrutura de frases e palavras fora ensinada, e quem sabe(quem sabe...) aprendida, a pessoa em questão, no caso eu, comece a escrever melhor.

O fato é que isso não vai acontecer. Não por achar que não é necessário(hum...) ou que é inútil. Mas apenas porque isso não condiz com o blog. Ele foi, e ainda é, feito por uma mistura de coisas, que não devem fazer muito sentido, afinal, a minha mente não faz muito sentido.

Esse troço, ou blog, que conseguiu a façanha(inacreditável) de já ter 3 pessoas que o acompanham, sempre foi marcado pelos erros, tanto sintáticos quanto semânticos, mas principalmente, pelos mentais.

Pessoas que possuem problemas na cabeça, e que conseguem(inacreditavelmente) não serem internadas no hospício(que ninguém me denuncie...), não conseguem escrever coisas ditas úteis. Exceto quando se sentem dispostas a fazer tal coisa.

Claro, um aprendizado significa, geralmente, um crescimento, nem que seja apenas do cansaço mental e da insanidade(quem estuda muito acaba fugindo da realidade, principalmente se o assunto é mecânica quântica, o que, no caso, não vem ao caso). Ler, estudar e conseqüentemente aprender, é um dos grandes desafios que a sociedade em si, possui. Porque afinal de contas, se buscamos alguma coisa melhor(quem sabe um mundo melhor?), devemos aprender, de todas as maneiras possíveis, para poder então usar esse conhecimento, esse aprendizado, em pró do nosso objetivo.

Na relação aprendizado x blog, não há essa necessidade, pois blogs melhores são aqueles que... bom, são aqueles em que o blogueiro está feliz com o que faz. Contente com seus textos, com suas idéias, que podem, ou não, retratar fatos que ocorrem com ele, ou mesmo suas idéias.

Talvez haja, inconscientemente, uma mudança nesse blog a partir de um aumento na minha carga horária de estudo. Talvez e somente talvez. Mesmo que eu tenha criticado esse talvez em um texto abaixo.

Não é certo e não é descartado. Mas que hoje me sinto, mesmo que quase nada, mais inteligente do que era ontem, ah, isso eu não posso negar.

O problema é que não tenho certeza de que saberei amanhã o que aprendi hoje...

Enfim, o condicional é definitivo para todo esse texto.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Para diminuir, ou melhor, aumentar a ignorância

Um bando de idiotas que se julgam inteligentes, vindos dos países que falam a língua portuguesa, a mesma que lhes escrevo agora, julgou ser necessária uma mudança na nossa língua, uma espécie de unificação. Só que esqueceram que deveriam facilitar a língua para que os fala, ou seja, nós, os portuga, os angolano, enfim, todos os que moram nesses países. Criaram regras PATÉTICAS e ESTÚPIDAS que tiram acentos aqui, colocam ali, tiram hífen de um lado e colocam e outro, claro, tudo com suas exceções, que nesse caso, são o que sobra do nosso português atual, o correto, o que, mesmo sendo cheio de regras, era pelo menos cabível.

Vou ao trecho escrito por mim na aula de Português hoje:
Um pinguim achou que era difícil comer peixe com tanta frequência, então, decidiu comer linguiça. Os outros pinguins se revoltaram e convocaram uma assembleia, porque tinham a ideia que linguiça não era coisa de pinguim. Chamaram-no de anti-ibérico, deram-lhe uma boia e disseram-lhe: "olha este ceu e vê se isto aqui é lugar de comer linguiça". Jogaram-no ao mar. Mas o pinguim não sabia nadar. Outros tempos... outros tempos... aqueles que creem, reveem seus conceitos.

Obviamente o texto não tem fundamento mas, notaram alguma diferença? Pois é, ele será escrito dessa maneira, por causa dessas estúpidas trocas e regras criadas para dificultar, ainda mais, a compreensão da língua que falamos por parte de nossas crianças. O que era ruim vai ficar pior. Ouvir linguiça não vai mais ser ridículo. O que faremos nós, que prezamos uma boa escrita e uma boa pronúncia? Teremos que falar e escrever, mesmo que nas normas, de maneira errada e ridícula. Céu perderá seu acento. Mas chapéu não. E como explicar isso para um guri de 2ª série do ensino fundamental? Como explicar que se diz lingüiça e não linguiça?

O português nunca foi uma língua fácil de ser aprendida, mas pelo menos as regras eram aceitáveis e faziam, mesmo que pouco, algum sentido. Só que agora esculacharam. Nos tiraram anos de aprendizado, milhões, quem sabe bilhões, de livros escritos da mesma maneira, que terão de ser refeitos, pois o governo não deixará que livros permaneçam nas bibliotecas com erros de português. IDIOTAS são aqueles que julgaram-se inteligentes ao criar essa reforma ESTÚPIDA e desnecessária.

Para alguns não fará diferença, pois quem não sabe vai saber menos ainda. E para quem sabe, reaprender não será fácil, pois uma folha com as mudanças em mãos será obrigação. O trabalho de anos de estudo e ensino será jogado no lixo.

Parabéns PSEUDOintelectuais, vocês, que se julgam tão sábios, mostraram que são tão ignorantes quanto o presidente daquele país chamado Brasil...

*Ah, o texto, escrito de maneira CORRETA, a atual que será obsoleta daqui há pouco tempo, seria assim:
Um pingüim achou que era difícil comer peixe com tanta freqüência, então, decidiu comer lingüiça. Os outros pingüins se revoltaram e convocaram uma assembléia, porque tinham a idéia que lingüiça não era coisa de pingüim. Chamaram-no de antiibérico, deram-lhe uma bóia e disseram-lhe: "olha este céu e vê se isto aqui é lugar de comer lingüiça". Jogaram-no ao mar. Mas o pingüim não sabia nadar. Outros tempos... outros tempos... aqueles que crêem, revêem seus conceitos.(espero ter corrigido todos a tempo)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O 6° passo para ser um plaiboizinho

(para conferir os outros 5 passos, clique aqui)

6 - Não menos importante do que os outros 5 passos escritos em outro texto, é imprescindível que você, como piá que só aparenta ser, que só quer ser, mas principalmente parecer, bonito, pegador, popular, rico e afins, ou seja, como já dito, não deve demonstrar inteligência alguma, tu deves, para ser um legítimo plaiboizinho, falar errado. Muito, mas muito errado. Falar gírias, de preferência aquelas de paulista, tipo "sai fora meu", "se liga mano", "tu tá entendendo?", "é sério cumpadi" e outras tantas que eu não me recordo agora. Essas gírias demonstram que tu estás "por dentro" dos "bagulho"(ou bagUio), da moda de uma maneira geral. Coma letras em todas as palavras, se possível. Fale frases sem sentido. Quanto menos inteligência tu demonstrares, maior será a tua popularidade. Até porque, pessoas inteligentes e que falam corretamente, são caretas... "tá ligado mano?".

Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

5 coisas que você precisa fazer para ser um plaiboizinho

1 - Em primeiro lugar, tenha a certeza de você é a única pessoa importante no mundo. Ignore qualquer outra forma de existência e sempre diga a você mesmo e a todos os que estiverem por perto: "eu sou único e insuperável". Só tendo a certeza de que não há um outro ser humano que possa lhe superar, é que poderá viver em paz consigo mesmo. As outras pessoas, convença-se, só servem para que a sua superioridade fique evidente.

2 - A sua opinião é a única no mundo, devido ao item acima. Você sabe tudo e sempre está certo. Se alguém no mundo disser que está certo, contrariando uma opinião sua, ironize-o, humilhe-o e faça de tudo para que, como sempre, a sua opinião e as suas atitudes de filhinho mimado da mamãe sobressaiam-se sobre a opinião fajuta e estúpida daquele idiota que achou ser bom o suficiente para ter uma opinião superior à sua.

3 - Mesmo que você seja o maioral, o melhor em todo os sentidos, não demonstre, sobre hipótese alguma, qualquer réstia de inteligência. Todos sabemos que você não a tem, mas mesmo assim, todos os idiotas têm relampejos de inteligência. Você deve evitar isso ao máximo. Pessoas legais, queridas por todas, poderosas, enfim, pessoas superiores não possuem inteligência alguma. Então faça o maior número de bobagens possíveis, pois assim demonstrará que você está na moda e não é nenhum cara careta. A sua popularidade irá aumentar à medida que você mostrar que faz as coisas apenas por fazer. E o que importa, todos sabem, é que o seu cabelo esteja cheio de gel.

4 - Ignore aquelas antigas frases do tipo "o dinheiro não compra tudo" e "o dinheiro não traz felicidade". Você sabe que são bobagens, porque o dinheiro compra sim tudo e ele traz felicidade, e muita felicidade. Seu pai, mesmo que não tenha muito dinheiro, certamente dará um jeito de conseguir pagar todas as suas vontades e consertar, com dinheiro, todos os prejuízos causados por você. Mostre que você tem dinheiro, mesmo que você não tenha. O importante é comprar um tênis novo por mês e sempre estar com os seus aparelhos modernos de última geração.

5 - Não adianta fazer o que está acima se você não parece. No mundo superficial em que vivemos, é muito mais importante vestir uma camisa larga, que deixe os seus braços de academia bem à mostra. Não esqueça jamais de colocar bastante gel no cabelo, usar um daqueles correntões no pescoço e das pulseiras, mesmo que de pano, como se você fosse um daqueles rappers poderosos. Aparente ser sempre o que você não é. Ande sempre olhando pra cima, porque afinal, você é superior. Se algum dia olhar pra baixo, será para pisar em alguém. Os tênis, já citados, devem ser aqueles de skatistas, que são pelo menos duas vezes maiores que os seus pés. A calça, com ou sem cinto, deve estar sempre caindo, mostrando a cueca na maior parte do tempo. Ande sempre balançando bem os braços e o corpo inteiro. A pose é mais importante do que o saber andar.

Mas nunca se esqueça de quem você é, ou melhor, de quem você aparenta ser.


*esse texto é uma crítica velada à todos aqueles que merecem.
**não há especificidade nas críticas

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Um retrato mal tirado de um país sem cultura

Tantas fórmulas, tantas frases, tantos métodos, tantas regras. E saber que menos, e bem menos, de 1% da população mundial usa mesmo isso, mesmo que seja para o bem de todos, ou quase todos. E saber que preciso disso saber. É a Química, assim como é a Física, como é a Matemática. O Português até se faz necessário, mesmo que sejam poucos que falem, ou ao menos, saibam escrever corretamente. Admito que não gosto de aprender, mas tenho a consciência de que sem isso, seria muito pior. Ler um livro, mesmo que sobre reações químicas, é melhor do que ler o resumo das novelas no jornal da cidade.

Somos, eu e os estudantes, obrigados a aprender, ou pelo menos fingir que aprendemos, conteúdos que talvez não viremos a usar nunca em nossas vidas. É uma questão de despache e carimbo. Nos é enviado o conteúdo, para que carimbemos em nossas mentes, embora todos saibam que guardar tanta informação, de certa forma inútil, é tão difícil quanto comer uma melancia sozinho. Claro que depende do tamanho da melancia, mas peguemos uma padrão. Tamanho grande. Tá, mesmo assim tem gente que devora fácil, como o meu tio, mas exceções.

Temos, eu e os estudantes, capacidade para aprender tudo isso. Só que ao invés de nos aprofundarmos em conteúdos realmente úteis, como troca de resistência de chuveiro e de canos quebrados, insistem em nos jogar poemas do Mário de Andrade e ligações de Van der Waals, apenas para nos exigir isso em um exame futuro, que na verdade, muitas vezes não mostra se o aluno sabe, mas sim se ele decorou o conteúdo.

Num país com tanto ignorante(desculpem-me o tom agressivo, mas enfim...), simplesmente jogar matéria, conteúdo, seja lá o que for, na cabeça de alunos, que muitas vezes não querem nem ao menos saber como nascem. O método de ensino é fraco, tanto que temos um dos piores ensinos do mundo. Jogar gente na escola e nas universidades, apenas para mostrar ao mundo que aqui sim, as pessoas vão à escola, é inútil, e desnecessário.

Não apóio a vadiagem, o analfabetismo e coisas do gênero. Muito pelo contrário. Gostaria que as pessoas lessem mais, estudassem mais, mas não depende de mim. E não é forçando-as a isso que elas o farão. Talvez sim, mas não saberão o que e nem o porquê de estarem fazendo-no. Precisamos mudar a situação, e não é ensinando meiose e mitose que deixaremos o nosso povo mais inteligente.

Português e matemática, tirando algumas funções realmente desnecessárias para as pessoas em geral, são o básico. Mas porque não, ao invés de simplesmente socar conteúdo por socar, ou melhor, tentar socar conteúdo apenas para dizer que algo é feito, não aumentar o número de cursos técnicos e profissionalizantes? Porque não incentivar, ainda mais, as crianças a ler? Porque não mostrar aos jovens que saber o valor de Pi é mais importante do que o resumo da novela?

Porque investir na educação não traz retorno. Infelizmente é a verdade. Não se investe em educação. Se investe em aparência. Sim. Escolas cheias de alunos, é aparência. A grande maioria nem sabe porque vai à escola. Só que não dá também, para jogar a culpa em cima de superiores, eleitos pelo povo. A culpa é do povo também. Que entre pagar 30 reais comprando um livro, prefere gastar os mesmos 30 reais com alguma extravagância desnecessária, como... sei lá, algo realmente desnecessário que custe 30 reais.

Infelizmente não tenho uma solução para um problema, que está em todos os lugares. Em todos nós talvez. Talvez, não haja uma solução a não ser a própria educação. Eu acho certo, eu farei isso. Não esperarei que alguém me incentive a tal.

Claro, que é muito mais fácil, ver a... bom, alguma lá, na cama com o marido da outra na novela. É muito mais fácil...

E muito mais cultural, é claro.

Diga-me o que vês, que te direi, que cultura tens... se é que sabes o que é cultura.


Bom, era isso. Eu acho.

Tão tá!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Histórias do Billi J. - quando não há outra saída senão, lutar

Quem leu alguma coisa sobre, percebeu o quão tímido é esse ser chamado Billi J.. Só que infelizmente, pra ele, ele nada poderia fazer a respeito, a menos que virasse um gênio da genética e conseguisse mudar esse seu jeito, mas até lá, nada poderia fazer. Felizmente, essa estúpida idéia de um incognificado escritor(no caso, eu), não passou pela cabeça do Billi J., porque senão ele faria mesmo.

O Billi J. ainda estava no mesmo colégio, na mesma turma, de algumas histórias passadas. E ainda era colega de Renata, a quem destinava todas as suas atenções fora da aula. Eles eram como calça e... bom, eles eram como pé e pantufa no inverno. Bom, quase, porque o pé fica dentro da pantufa e o Billi J., bom, se nem um beijo conseguia dar em Renata, quem dirá... se bem que esse pensamento só passa na cabeça de gente maliciosa, porque ele nunca pensava nisso.

O Billi J. já tinha namorado, já tinha provado várias sensações, por isso não entendia todo o "medo" que tinha de se aproximar ainda mais de Renata. E como ela era linda, e como seus cabelos se balançavam quando ela caminhava, e como seus olhos brilhavam quando ela sorria. E como seus dentes eram... bom, tirando o dia em que ambos comeram chocolate barato, que Renata ficou com os dentes sujos de chocolate, seus dentes eram sempre brancos.

Só que quando ficou sabendo que as inscrições para o vestibular acabavam no dia seguinte, o Billi J. se desesperou. Como ninguém o avisara? Todos os seus colegas já haviam feito a inscrição, naquela faculdade, que era a melhor do estado. Não que fossem passar, mas pelo menos tentariam. E Billi J. nem sabia o que faria da vida. Não queria mexer com animais, nem com pessoas, fosse qual fosse a área. Não gostava de Matemática e achava História um coisa muito chata. Biologia? Não, coisas muito imaginárias. Dizia o mesmo da Física. Não gostava nem de escrever e nem de analisar textos. Não tinha nenhum talento artístico. Nada lhe chamava a atenção.

O que faria Billi J.?


(continua)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Histórias do Billi J. - o importante é tentar... ou não

O velho, mas muito inteligente professor, estava começando a explicar uma matéria. Billi J., como sempre ao lado de Renata, estava atento, pois gostava da matéria, gostava tanto que eram os únicos momentos em que não olhava sequer uma vez para Renata. E olha que para tirar a atenção do Billi J. na Renata era preciso muita coisa... se bem que ultimamente o Billi J. estava mais para desinteressado no mundo inteiro do que para apaixonado pela Renata. Também, já tinha se passado algum tempo desde o grande fato, contado em um post passado.

Então o professor continuava a explicação, só que vários alunos estavam fazendo trabalho de uma outra matéria. Billi J. pensava consigo "idiotas, porque não fizeram em casa o trabalho, como eu?", mas nada dizia, sequer ria da incompetência e irresponsabilidade de seus colegas em fazer o trabalho em casa. Então vendo um de seus alunos pegando um dicionário, o professor foi até a sua classe, parou na frente dele, e do nada, tirou o dicionário de suas mãos.

Todos temeram pelas suas vidas, guardando rapidamente os seus trabalhos incompletos. Só depois disso passaram a temer o que iria acontecer com o... Felipe? É, acho que era Felipe o nome dele. Como era um professor antigo, no mínimo mandaria para fora da sala o aluno. Mas, talvez para contrariar todos, o professor simplesmente disse:
- É trabalho de que?
- In... in... inglês professor.
- E não tem tempo de fazer em casa?
- É que eu esqueci de fazer professor.
- Felipe, tu não era assim...

Então o Billi J. percebeu que era a hora de se consagrar. Anos sendo zuado e naquele momento poderia dar uma de esperto e acabar de vez com a reputação, se é que havia uma reputação, de um de seus colegas.
-São as más companhias professor. -nota-se aqui a falta de costume de Billi J. em falar frases engraçadas para realmente destruir com alguém-.
Mas ao contrário do que Billi J. previu, não foi ele, mas sim o professor que acabou com toda a situação.
-Não Billi, os guri tudo aqui são piá bom, ele é que não vale nada mesmo.

E depois disso, Billi J. passou a admirar ainda mais o seu mestre, que tanto sabia da matéria, e naquele momento provou que, apesar da idade, dos cabelos brancos e dos termos antiquados, também sabia das coisas da vida. Era importante para Billi J. ter um exemplo de homem assim na sua frente. Isso poderia ajudá-lo nesse último ano de colégio. Porque o seu pai, bom, aquele ou elogiava ou xingava, não tinha meio termo. Ou estava irritado ou calmo demais. Ou sabia ou não sabia. E tudo com um baita ponto final na história, assim como este.


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Alguém perguntou um dia se essa história é verídica. Bom, não vou responder isso, mas levando em conta que toda mentira tem um pouco de verdade e que toda invenção parte de algo da realidade(que baita frase pra colocar no cabeçalho do blog, ou do Tosco), ou não, algumas coisas podem ter acontecido sim. Mas não acreditem naquilo que não podem provar. E sim, a história de hoje foi baseada em um fato que aconteceu, também hoje.

Tão tá!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O velho novo livro

Hoje comprei, ou melhor, coloquei na conta da mãe, um livro. Sem valores agora. Ela aprovou, ou seja, o valor não interessa. Melhor um livro maior e melhor e mais caro do que 3 piores, mas bons e baratos. Gosto de ler, e precisava de um livro histórico como esse. É sobre a Europa após a segunda guerra mundial. Não sei todo o conteúdo, pois são mais de 800 páginas, letra pequena. Ou seja, tem muito conteúdo mesmo.

Acho que não terminarei esse ano, pois não terei tanto tempo para ler e ler bastante, como um livro desses exige. Lerei aos poucos, senão, como disse minha mãe, surtarei de tanta informação. Eu queria ter tempo para ler o livro em um mês. Não tenho. Queria ter mais tempo para me dedicar aos meus 4, ou 3, blogs, mas não tenho. Queria mais tempo para aprender a tocar violão, mas infelizmente não tenho.

Só que não reclamo disso. Mente ocupada não pensa besteira, diria minha mãe, minha avó e a mãe dela. E quando eu disse que lia nos horários vagos no colégio para uma colega que não estava fazendo nada no momento, fui mal interpretado, como se tivesse xingando-as. Mas sinto uma necessidade de ler algo quando não tenho nada para fazer, assim como tenho a necessidade de ouvir algo, um bom e velho rock roll ou um programa esportivo.

Mas o velho do novo no título é porque eu deveria ter pensado em pedir um livro desse tipo antes. Precisava de algo diferente desse tipo para ganhar uma motivação, mesmo que essa motivação não me leve a ler o livro em pouco tempo, mas me leve a tentar aumentar o conhecimento, seja com o livro ou não.

Sede de conhecimento, novidade para mim. Bom, não. Mas desse jeito é novidade, porque nunca tive um livro, livro, histórico, do tipo que eu gosto de ler. Não gosto de macunaímas e os sertões, nem de poesias ou histórias românticas. Prefiro realidade. Imaginação não é comigo. Mas há exceções. Claro, sempre há.

Buscando conhecimento. Livro, revista, jornal, e porque não, blog. Tudo pode, leiam bem, pode trazer conhecimento. É só não ficar olhando com cara de bobão e tentar tirar algo de tudo, nem que seja o suco da laranja ou o caroço do abacate...

Conhecimento é o que não falta nesse blog... bom, pensando bem...


Tão tá!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O sono de cada dia

Não há mais dúvida, eu tenho problemas. Sim, porque não é possível que em todas as segundas e quintas-feiras eu sinta tanto sono. Tá certo que segunda porque enfim, é segunda, e quinta porque quarta tem jogo e eu assisto até o fim, mas não está certo. Essa coisa de sono excessivo começa a me irritar. Eu tenho algum problema que me deixe com tanto sono.

Se bem que nos outros dias não é muito diferente, mas pelo menos consigo prestar mais atenção nas aulas. Só que em segundas e quintas, é cada vez mais difícil. E olha que eu tento, e muito, mas chega uma hora que a cabeça pesa para a frente, o corpo escorrega pela cadeira, as pernas precisam ser alongadas, e as mãos se cruzam, seguidas por um baita dum bocejo. É o sono, e não há nada que me faça evitar isso. Dormir mais cedo adianta. Para as outras pessoas, porque pra mim não muda nada.

Comer algo de manhã adianta, para as outras pessoas. Para mim, comer e não comer tem o mesmo resultado: sono. Fazer um alongamento ou tomar um banho só ajudam no momento da execução, porque depois o sono volta. Eu chuto e ele volta. Eu grito e ele volta. Eu rio e ele volta. Eu converso e ele volta. Eu ando e ele volta. Parece bumerangue que vai e volta(há os defeituosos, mas enfim...).

Bah, e bem nos únicos dias que eu tenho biologia. Não que eu goste de biologia, pelo contrário, acho coisas a nível celular tão inimagináveis quanto irreais. São coisas que nada me prova que realmente acontecem, mas eu sei que acontecem, meio que por instinto. Só que mesmo com uma baita professora como a Nilva, a biologia tem sido para mim um sonífero e tanto.

Eu não gosto de dormir em aula, é falta de respeito. Mas a cada dia isso parece menos falta de respeito, porque o sono é incontrolável. Que saco. Agora tenho sono. Mas preciso estudar para uma prova. Acho que vou tomar um banho, correr um pouco pela casa e ingerir glicose, não necessariamente nessa ordem. Talvez eu afaste o sono por uns 15 minutos, tempo suficiente para estudar.

Tão estranho quanto costurar uma roupa rasgada com um palito de dente. Acho que tenho feito isso nos últimos dias, ou não(que saco ter que escrever isso pelo menos uma vez em cada texto). Mas as coisas estão como argila molhada(nota: situação que veio à mente dos meus tempos de jardim de infância). Só que quando secar, será difícil demais, diria praticamente impossível, arrumar de um outro jeito. Só que agora, acho que não precisa mais de arrumação. Nem sim nem não, talvez um talvez venha aqui. Ou não(se alguém riu depois disso, eu ganhei o meu texto)*.

Nem 10 horas e estou com sono. É, problemas me afligem. Só preciso dormir um pouco para tentar descobri-los. Droga, tenho que estudar antes.

Tão tá!


*depois do segundo "ou não" do texto, eu ri, por um motivo indescritível(menos Vini... menos...), por isso supus que alguém, se é que alguém chegou a ler isso, possa ter rido.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Só na minha cabeça

Estou naquela fase de pensar e não pensar. De olhar e não ver. De tentar e não conseguir. De estar vivo mas nem perceber isso. De escrever sem sentido. Bom, tirando a penúltima, as outras são rotineiras para seres humanos como eu. Incrível como não faço a menor idéia de como escreverei. Incrível como eu sempre escrevo isso.

Fiquei afastado ontem, de tudo relacionado a computador, mesmo usando o computador de noite. Mas não postei em nenhum dos blogs, até porque estava pior do que hoje, criativamente falando. Aula cansa, mas nem vou reclamar. É preciso.

Se bem que eu discordo do sistema educacional. É tudo tão sintetizado e grande parte disso não será usada em nossas vidas. Parece o típico discurso de aluno que não quer estudar, mas a coisa está errada. E nem é tanta culpa do semi analfabeto que os brasileiros elegeram e adoram chamar de presidente, o tal do cachaceiro amigo de pobre e de índio.

Se eu tiver a intenção de cursar, algum curso na área de exatas, porque preciso perder tanto tempo me dedicando a estudar, só para ganhar nota, matérias como literatura e história? Ou o contrário, se eu sou um aficcionado por história, porque me incomodar tanto com a chata da matemática. É perda de tempo e de capacidade.

Nesses anos do ensino médio, sugiro eu, mesmo tendo a certeza de que isso nunca acontecerá, que haja uma especialização ao invés dos 3 anos do 2° grau. Eu só aprendo, e de maneira muito mais intensiva, o que eu vou ocupar na minha profissão, assim, terei um conhecimento mais amplo. A sociedade teria profissionais mais especializados. Quem gosta, vá pro laboratório ou fique grudado em atlas.

Não adianta, mesmo sendo bom aluno, gostado, ou pelo menos fingindo gostar, de todas as matérias, sempre há aquela onde a vontade é maior, a dedicação é maior. Seriam, nesse meu sistema que só existe na minha cabeça, 3 anos de preparação para o vestibular, que seria específico também. Eu não preciso de literatura se vou fazer física, assim como não preciso de matemática, para ser um professor de história.

O básico, se aprende até a 8ª série. Sim, até a 8ª, o básico usado de outras matérias em determinada área é aprendido.

Enfim. Apenas uma teoria, que nem foi bem explicada, mas já consegui escrever algo, mesmo que meu olhos estejam cansados de ler.

Nota: mesmo lendo, lendo, lendo, lendo, não consegui acabar ainda o livro "os sertões". Que saco.

Vou voltar a ler.

Tão tá

quinta-feira, 6 de março de 2008

Vestibular, desenvolvimento e um comentário pessoal...

Depois de aliviar a minha raiva mental no Tosco, perdi um pouco da vontade de escrever. Mas acho que... bom, não acho nada. O fato é que... bom, não há fato também. Vou tentar escrever diferente nesse texto. Eu sempre uso os mesmos recursos de linguagem, não todos em todos os textos, mas nunca falta um eu acho ou um bom..., ou qualquer coisa do tipo(esse coisa do tipo, também não falta nunca).(esses parênteses também não).

O ano começou. O escolar. Minha responsabilidade de estudar também. Mas ter que ler "Os sertões" é uma ofensa à minha vontade de ler. Bah, mas que livro ruim. É descrição disso, daquilo, do local onde se passa a história, de outros locais, onde nem há resquícios de história. E é detalhe disso e daquilo. Li, li, li, li, li, pulei partes, li, li, pulei mais umas partes, li, li, pulei mais umas partes. E ainda não acabou a descrição. Mas que merda. São livros como esse, leituras obrigatórias para o vestibular, que fazem com que alunos como eu, que gostam de ler, deixem de gostar. Não tem um livro de crônica do L.F. Veríssimo ou do David Coimbra como leitura obrigatória. Não tem nenhum livro sobre futebol. Mas que merda.

Essas histórias antigas, de sertão, de paisagem, de índio, com liguagens mais antigas do que arcaicas. Livros feitos à partir de desenhos em cavernas. Sacanagem isso. É uma afronta, um desrespeito com aqueles que podem mudar o país. Sim, os que não passam por isso, tem mais chance de virar presidente do país lá de cima.

É necessária uma mudança no sistema de qualificação dos estudantes. Deve-se valorizar o histórico do estudante, assim como é feito em outros países, que não por acaso, são muito, mas muito, mas muuuuuuuuuuuuito, mas MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU
UUUUITO mais desenvolvidos que aquele fanático por dinheiro e por futebol, o brasil. Gosto muito de futebol, mas não fico discutindo à toa.

Dizem que nada é por acaso. Porém, essa é apenas meia verdade. Se bem que além de não acreditar em sorte, azar, não acredito no acaso. Como ouvi uma vez, de alguém que ainda acho que pensa assim, o acaso é o pseudônimo de Deus. Não acredito que nada seja por acaso, porque acho que ELE nos coloca em algumas situações, de propósito, o que nos faz crescer, se soubermos aproveitar.

Que venha o vestibular. Seja onde for. Seja por acaso. E que eu consiga terminar de ler esse maldito "Os sertões", mesmo que eu duvide muito que caia alguma coisa relativa sobre ele em qualquer vestibular que eu faça. Que o ano prossiga.

Consegui estudar hoje. Mesmo que não tenha gostado muito. Revisei o caderno de história, usado nos 3 anos do ensino médio. Tudo uma bagunça. Mas enfim, acho que consegui me entender nele. E toma pra marasquinha, foi pro terreno do baúco do Ceu e tava se engalfinhando com uma vaca que mais parece um touro. Levou o dela. Tentou fugir mas o maluco do Mauro Manfio foi lá e prendeu ela, com a ajuda do maluco do Gilberto, ou melhor, Beto, ou melhor, véio leão, que deu-lhe pau naquela vaca assanhada do Ceu. Toma.

Até!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

É tudo um sistema simples e complexo, só um saco de bergamotas resolve... sem preocupações

"Do mais solitário e esvaziado colégio(o que é bom pra mim) dessa pequena cidade, saí diretamente para o banco. Aliás, um banco. Aí perdi tempo na fila, para ficar sabendo que teria que ir a outro banco. Aí fui eu, até o outro banco. Aí fiquei sabendo que teria que voltar ao primeiro, por causa da burocracia. Como eu não gosto dessa burocracia. Some-se a isso o fato de a última coisa que comi foi ontem, quinta-feira. Aliás, a última coisa que comi foi uma goma, antes de dormir. Isso lá pelas 11 horas. Como não como nada antes da aula, e para essa fui a pé, na chuva, a fome só poderia ser grande. Meu estômago roncava, mas eu precisava fazer isso. Mas enfim, vida de filho que paga conta para pai que está viajando não é fácil. Aliás, a burocracia tira a facilidade disso.

Deveria eu, estar em casa para receber um sinal de vida de meus pais, onde quer que eles estejam agora. Mas não. O banco me impede disso. A burocracia me impede disso. E quanto tempo as pessoas perdem para perder dinheiro pagando contas. Sacanagem. Mas enfim, quando chegar em casa, terei que ligar para eles, para poder então avisar a minha irmã sobre o assunto."

O trecho acima foi escrito no meu caderno de espanhol(por isso as aspas, antes e depois do trecho, mesmo sendo uma cópia de mim mesmo, preciso colocar aspas), durante o tempo livre, e bota tempo livre nisso, que tive antes de ser atendido em um dos bancos referidos. Só eu perdi hoje quase 2 horas da minha vida dentro de bancos, seja em fila ou sendo atendido. Malditas frescuras dessa gente que não entende que o povo, nessa hora, tem que almoçar. E como eu estava com fome. Demorei uns 20 minutos para chegar em casa. Mais uma hora, esperando o meu almoço ficar pronto.

Que droga. Mas enfim. Consegui almoçar antes que o meu estômago comesse o meu fígado, ou os meus rins. O que seria algo bem interessante para ser estudado pelos cientistas. Malditos cientistas. Coisas como essa, eles não querem estudar. Porque aqueles idiotas preferem perder tempo vendo quantas calorias se queima piscando um olho. Malditos cientistas. Mas não são todos ruins. Alguns ainda pesquisam algo interessante.

O que tudo isso está relacionado com o meu dia?

Só o fato do meu guarda-chuva ter ficado no colégio, de resto, nada a ver...

Puts, depois dessa, vou-me embora. Não mereço mais escrever nada.

Tão tá! E sempre que forem ao banco de meio dia, levem um lanche, seja um xis do carlinhos, um cachorro quente, um punhado de bolacha ou um saco de bergamota. Mas das bergamotas comuns. Quem sabe assim, tu acabas sendo atendido antes... bah, da próxima vou tentar isso. Só faltam as bergamotas.

Tão tá!(2)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Antes da parada do blogger...

Antes que o blogger faça uma parada agendada, posto algo aqui. Eu acabo vendo pelos comentários que nunca consigo explicar bem as coisas. Sempre esqueço de algum detalhe, lembrado apenas quando leio um comentário.

Eu esqueço de escrever essa ou aquela coisa, que seriam, importantes para mostrar a minha opinião sobre determinado assunto. Até poderia me auto-proclamar incompreendido, só que não é pra tanto, até porque não sou emo nem depressivo. Minhas idéias não são muito bem entendidas pela falta de argumentos convincentes nos textos.

Tento sempre melhorar, mas preciso de uma memória melhor. Eu até tentei colocar pelo ouvido, uma memória de 1 GB, mas não deu, não "cabeu"(hahaha) no ouvido. Até acho que 1GB seria pouco perto das muitas informações recebidas. Preciso de mais espaço em disco na minha cabeça também.

É complicado ser traído pela memória. Ser deixado na mão pela tua própria cabeça. Várias vezes esqueci-me de coisas importantes que eu não poderia esquecer. Acho até que tenho problema em prestar atenção no que faço, mas em alguns casos consigo perceber detalhes que muitos não conseguem.

Falta atenção para algumas coisas, memória para outras, mas nada disso é muito importante perante ao que preciso saber. Não vou muito bem em provas se eu não aprendi o conteúdo, mesmo que eu tenha estudado bastante. Preciso aprender. Compreender. Não sou aquele que consegue apenas, saber.

Tenho exigido muito mais de mim, porque sei que quando eu entendo as coisas, fica bem mais fácil e eu fico menos impulsivo, acabo não complicando o simples.

Complicar o simples... é... sou um impulsivo que faz isso.

Tão tá!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Do nada... ao nada

A crise sócio-politico-agro-mercantil-educacional está tão complicada que afeta as minhas idéias. São tantos problemas para pensar, tantas críticas para fazer, mesmo que mentalmente, que o fato é que não existe fato.

De férias há algum tempo, acabo pensando muito no final desse ano, no meu futuro. Mas eu já escrevi sobre isso e ficar sendo repetitivo, como essa frase, é insuportável. Penso mais e vejo que não adianta pensar no final do ano. Mas também não posso ignorar a possível existência dele.

Nos últimos dias tenho tentado estudar um pouco. Inglês, para ser mais exato. Tenho revisado os livros e tal, mas ainda falta um vocabulário maior, um entendimento mais abrangente sobre o assunto. Mas sem problemas. Um dia eu aprendo.

Aí venho para o computador, vejo se tem algo novo nos portais de notícias, se os blogs que gosto de ler estão atualizados e mesmo se estão, não comento por falta de vontade mesmo. Dou uma olhada na programação da Tv esporte interativo para ver se tem jogo ao vivo no dia. Enfim, leio muita coisa na frente do computador. Mesmo estando a ler ao mesmo tempo, na verdade simultaneamente, o jornal do dia.

A minha rotina acaba por volta das 2 da madrugada do outro dia. Mas eu vou tentar mudar isso. Se é que conseguirei. Pelo menos no domingo sim. E na segunda também. Preciso dormir mais, para acordar mais, menos cansado, menos preguiçoso e mais atento e talvez inteligente. Isso me lembrou de colocar um livro embaixo do travesseiro para aprender por osmose enquanto durmo.

A Superinteressante acaba de chegar, sempre leio o final, a última página, sempre tem uns "manuais" muito toscos e sem fundamento algum. Mas até que serviriam e no final, podem até condizer com a realidade.

Acho que nunca usei o dicionário como nessas últimas duas semanas. É tanta palavra que desconheço. O que acaba, subconcientemente, me fazendo pensar que sou mais burro do que sou. Ou pelo menos me mostra o quanto desconhecedor de palavras sou. Tanto que tenho que usar palavras inexistentes em textos para tentar explicar o que quero dizer.

A minha rotina se altera conforme o dia, mas segunda feira, que por não ter nada para fazer, deveria ser o mais legal dos dias das férias, acaba sendo o mais sem graça. Porque não tem nada para fazer. Nada mesmo. Então eu começo do nada e termino no nada. Só que esse nada dura umas 24 horas, ou menos, dependendo da hora em que vou dormir.

Tão tá!

sábado, 19 de janeiro de 2008

Da paranóia a certeza

As mães são seres muito estranhos. A minha então. Meio louca, meio paranóica, meio muitas outras coisas. Amo a minha mãe mas me irrito quando ela começa com as manias de limpeza e as paranóias quanto à saúde e remédios.

Por causa da “falta de ar” já citada num texto abaixo, tive que fazer uma consulta, um exame, ontem. Pra que. Só pra gastar dinheiro e dá-lo de mão beijada ao médico, que só disse que eu não tinha nada. Eu já sabia que não era nada. Mas a minha mãe nem é teimosa...

Falta de ar por ansiedade. Pode ser, mas não me considero ansioso. Aliás, não tenho motivos atualmente para estar ansioso. É psicológico isso. Um dia passa, como tudo passa, até porque, a uva também é passa(trocadilho infame).

As mães são seres estranhos. Sempre se preocupam demais, sempre fazem muito alarme, sempre estão meio ocultas para os filhos, sempre estão dispostas a ouvir. As mães são seres estranhos.

Mas eu já sabia, repito, que não tinha nada. Eu já sabia. E a minha mãe ainda foi gastar dinheiro querendo ouvir isso de um médico. Nanana, eu me tapo de nojo com isso. Médicos só servem pra fazer partos, e olha lá.

Formem-se, ajudem os necessitados, mas não encham o meu saco. Uma vez quase fiz uma cirurgia no nariz por causa da incompetência de um médico. Tive que fazer exame por um médico achar que uma perna minha era mais do que o normal maior que outra, mas a diferença de uns 30mm fez o animal calar a boca.

Que droga. Não gosto de médico e não é a primeira vez que escrevo isso. Não gosto, não acho confiáveis, principalmente os daqui de Frederico Westphalen. Não subestimo ninguém, mas não confio. Prefiro tomar um chá de hortelã e acreditar que o meu corpo acaba com as minhas dores do que acreditar em médicos.

Mas que nada. Paranóia ou não pelo menos agora a minha mãe não pode mais dizer: “tem que ver o que é isso”...

Tão tá!


ps. a minha mãe sabe que eu chamo ela de parnóica e mãe, se estiveres lendo isso, beijo do teu filho desmiolado...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

E não é que não é chato

Só agora, na quinta feira é que fui perceber que estou preparado para o peies, que seria uma forma alternativa de entrar na UFSM. Sim, farei a prova no domingo, pouco estudei para isso, mas fazendo exercícios de matemática hoje percebi que estou preparado.

Olhar para uma porcaria de um enunciado e dizer: eu sei como te resolver, é bom, pelo menos eu achei isso. Sempre tive facilidade com matemática, mas nunca pude dizer: eu sei esse conteúdo. Só agora, com 16 anos é que posso dizer isso. E é tão bom...

Estou achando bem legal isso, poder dizer: eu sei isso. Esse sentimento de conhecimento e auto-conhecimento é bom. Mas tenho a certeza de que não sei tudo e que após alguns meses meu conhecimento será reduzido mais uma vez, mas tudo bem, o que importa pra mim é fazer essa maldita prova, um quase vestibular, e ver como me saio.

Tenho a certeza de que não acertarei todas as 77 questões. Aliás, nunca ambiciono esse tipo de coisa, o topo. Ambiciono sempre tirar uma nota boa. 55 pra mim já está muito bom, até pelo pouco que estudei e pelo tempo que perdi no ano passado... malditos normais que me influenciavam e me prejudicavam.

Estudei na revisão hoje à tarde, estudei quando cheguei em casa. Minha mãe se apavorou quando chegou em casa e me viu estudando. Até eu me apavorei ao me perceber assim. Muito estranho para mim é o fato de, estando em férias, eu estar lendo alguma coisa teórica, como as apostilas de biologia.

Mas é legal. Aprender é legal. Os meus professores eram legais e sabiam explicar. Só não aprendi mais por problemas de barulho. E como o barulho atrapalha as pessoas. Não, não sou um cdf que conversa, mas percebi que o melhor que posso fazer nas aulas, é tentar aprender, até porque, nem preciso comentar sobre meus colegas.

Não sei mais o que dizer. Ah, a serenata organizada pelo meu grupo(o qual sou um dos coordenadores) ontem, estava legal. Apesar de... hehehe. Nem preciso comentar que ela não foi perfeita porque esse apesar mostra isso.

E eu provo, que nada é perfeito, exceto DEUS. Eu provo mesmo e não vou pedir a cientistas idiotas, pois eles estarão muito ocupados pesquisando sobre a possível forma de se clonar alguém.

Tão tá!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

De volta às aulas...

Estou de férias. Não peguei exame nem nada, então porque o título desse post seria o que é. Na verdade são aulas de revisão para o peies, e como preciso tirar uma nota razoável, para, digamos, agradar meus pais, tenho que ir à essas aulas.

Bom, já estou descansado, apesar de estranho. Não estou mais cansado "psicologicamente" como no período de aula, mas mesmo assim estou estranho. Tanto que não escrevo um texto bom há algum tempo. Mas será o meu primeiro encontro com minhas colegas após uma delas ter lido o blog e críticas a patricinhas.

O post comentado por uma de minhas colegas, não era direcionado diretamente à elas, mesmo que as mesmas estivessem ligadas ao post. Mas tudo bem.

Outra é que o blog sempre foi público e foram poucos aqueles que receberam um pedido meu para que entrassem no blog. Sim, pouco divulguei o blog, mas ele sempre esteve aqui, o que elimina qualquer possibilidade de eu ter escondido delas. Até porque, poderiam ter visto o feed do blog no meu orkut, tanto no antigo quanto no novo.

Ou seja, pouco me importa a opinião quanto a isso e tenho a certeza de que sou responsável e assumo a responsabilidade por tudo o que penso, falo, faço e, nesse caso, escrevo. Não tenho problema algum em assumir e repetir o que eu disse.

Em momento algum fui falso, pois quando tentei ser amigo e fui "cortado"(nos meus tempos de normal), desisti e me afastei, e outra, o blog nem existia naquela época. Nunca às agradei e a leitura do blog por uma de minhas colegas é um fato esperado por mim há meses.

Enfim, volto ao meu local de estudo e volto de cabeça erguida, pois sei que nada fiz de errado. Apenas fui sempre EU.