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domingo, 28 de março de 2010

Histórias de uma vida não vivida(18)


"Qual a pessoa mais famosa que você conheceu?" - era a pergunta daquele momento. E nós, em seis, pensamos muito até definirmos nossas respostas. Alguém gritou 'Jão Marreco', que foi colocado no último lugar pelo simples fato de os outros cinco perguntarem 'quem?'.  Depois veio um 'o jogador de vôlei...' e nem disse o nome, já foi colocado como penúltimo, afinal de contas, quem assistia vôlei dentre eles?

Outro nome citado foi o do 'Reginaldo Rossi'. É, foi famoso quando alguns deles nem tinham pêlos nas pernas. Aí veio uma das meninas presentes e gritou bem forte 'eu conheci o Di'. Quase levou uma surra. Só faltavam dois. Eu deixei o meu por último, por saber que era mais famoso que todos esses já citados e seria mais famoso do que o que a outra menina falaria. Ela disse "o Ricky Martin' e então todos duvidaram que eu conhecera alguém mais famoso.

Então comecei a lhes contar a história.

"Certo dia, estava eu a caminhar por verdes campos de trigo quando fui parado por um homem montado em um cavalo, enrolado em papel alumínio e com uma lança bem afiada em suas mãos, lança que estava apontada para minha cabeça. Então ele amarrou minhas mãos e me levou para um castelo. Mas um castelo bem louco, daqueles da idade média, antigos pra burro. Encurtando a história, nesse castelo morava um rei,..."

Interrompido fui com um 'rei?', ao que continuei...

"...rei mesmo, com cetro, coroa e manto. E trono, rainha, empregados, bruxo, mago, servos, masmorra e tudo mais. Ele foi com a minha cara. No começo não entendia bem, mas fui aos poucos compreendendo que a língua que ele falava era um inglês bem primitivo, o que no caso não foi empecilho para alguém que já estava na Inglaterra..."

- E desde quando você foi para a Inglaterra?
"... - não importa - o fato é que era um rei bem louco. A rainha era feinha, quase uma bruxa. E com aquelas roupas ridículas do século 18, piorava a situação. E era saidinha, tanto que me convidou para tomar um banho com ela durante um dos passeios matinais do rei..."

- E você foi?

- Peraí, quanto tempo você ficou nesse castelo?

"... mas eu não fui, já que vi que o corpo dela era murcho. Ela devia ter uns 40 anos mas já estava acabada, uma mulher tipo Suzana Vieira sabe. Enfim. Conversei bastante com o rei, ele me mostrou todo seu reinado e virei seu confidente..."

- Vai dizer logo onde está o famoso em questão?

"...tanto que ele me contou que estava traindo a rainha. Me apresentou àquela loira espetacular, 1,80, 22 anos de pura vida, de pura sensualidade. Uma loucura. E como a rainha não podia ter filhos, ele me disse que pretendia separar-se, só estava esperando o aval do Papa, que chegaria no outro dia, para separar-se da velha e casar-se com a loira espetacular com quem já mantinha um certo caso. A questão é que ele me pediu o que eu achava dessa separação, já que a Igreja Católica é contra o divórcio..."

- E você disse o que?

"...  e eu fiquei sem saber o que falar. Soltei um 'a gente tem que ser o que é', ou algo do tipo, para disfarçar minha falta de opinião, afinal de contas, ele tinha um calabouço e uma guilhotina bem afiada. Ele olhou-me admirado e agradeceu. No outro dia, pediu e recebeu um não como resposta do Papa. Então virou-se para mim e  disse 'vou criar uma igreja onde eu possa me casar quantas vezes quiser!'..."

- Você tá traduzindo os diálogos para nós né? Sim, porque se ele falava inglês...

"... e eu mantive-me calado. Ele perguntou-me ' Você aceita ser o papa na minha igreja?'. Pensei, pensei, e ele insistiu 'sim ou não?'. Eu continuei quieto, com cara de filósofo e ele berrou 'sim ou não?', ao passo que retruquei com um 'posso ter uma esposa linda como a sua também'. Ele pensou, então insisti 'sim ou não?'. Ele respondeu 'não. Sim ou não?', então eu respondi que não. 'Tudo bem então, na minha igreja não haverá papa.'. Olhou para o Papa católico, contou sua intenção e pronto, mandou a mulher velha embora com o Papa. Dizem que ela virou freira, mas não sei. E casou-se com a loira."

- Tá, onde entra o cara famoso nessa história?

Então eu respondi:

-O rei em questão era o Henrique VIII.

- Mas você não conheceu ele. Se é por isso a pessoa mais famosa que eu conheci foi o Napoleão.

- Hitler.

- Elvis Presley.

- Ayrton Senna.

- Mas eu conheci ele. Viram como eu contei a história com detalhes. É sério, eu conheci pessoalmente Henrique VIII.

- Não fala bobagem. Conhecer alguém em sonho não vale.

- Quem disse que eu sonhei isso?

- Só pode ter sido sonho.

- Não foi sonho.

Todos teimaram comigo. Idiotas. Se soubessem que eu ganhei a coroa do próprio Henrique VIII não falariam isso. Se soubessem que depois do casamento dele, fugi com aquela loira espetacular e tive noites incríveis com ela, não falariam isso. Tenho cicatrizes no corpo inteiro das lançadas que levei dos soldados dele quando me acharam. Levaram a loira de volta, mas não tiraram o que vivi com ela. Eu dei para ela o que ele jamais dará: um iPod Nano.

Eu fiz parte da história sim, e quem aqui vai conseguir provar que não? Quem?

sábado, 20 de março de 2010

Estranho por ser, ou não, estranho


Comecei a escrever vários textos entre uma aula e outra na faculdade porém todos, com uma exceção apenas, eu joguei fora. E o que vou escrever agora, se é que vai ser um texto de fato, não será a exceção daquela regra. Quem sabe de alguma outra, não minha, que eu desconheço. Ou não também.

Parar para pensar no todo como um todo, no mundo como coisa monstruosamente grande e nas possibilidades, apenas por pessoas, você já começa a ficar paranóico. É muito mundo, muita gente e, restritamente(ou nem tanto) nesse caso,  são muitas possibilidades.

Quebrar regras não é difícil. Aliás, seguir ou manter regras é difícil. Ainda mais quando convivemos com pessoas que, em sua maioria, preferem o seu ego, a sua razão, o fim pelo meio - que nem acaba sendo uma coisa boa no fim das contas - enfim, seguindo essa linha, chegaria a mais uma crítica social a pessoas fúteis, egoístas e arrogantes, que não se importam com o que é certo de fato, dando valor somente às suas necessidades, ou melhor dizendo, vontades.

O fato é que não vou criticar. Pelo menos não hoje. Ou ainda, pelo menos não agora.

Eu só queria dizer que os últimos fatos, no mundo, na minha vida e nas vidas de algumas pessoas próximas - ou nem tanto - têm me feto pensar sobre o que é válido quando falamos de coisas não definidas e sequer bem concretas. Sabe, estranho por ser estranho, ou algo do tipo.

Parar para pensar tem sido difícil. Até porque, não moro com a minha mãe para ter roupa e louça lavadas, almoço pronto - e bom -, casa varrida, dentre outras vantagens de se morar com a sua geradora. Eu disse geradora e não geladeira. Então falta tempo para pensar na vida. Ou melhor, não falta, mas...

...acontece que eu não tenho tido - não gosto quando preciso usar esses dois verbos em tempos diferentes - vontade alguma de pensar na vida, nas situações, no estranho por ser estranho e nem mesmo no presidente da república chamando um islâmico de turco, ou vice-versa. Chego em casa e quero mais é ouvir alguma coisa. Músicas estão em baixa comigo. É a fase. Baixa.

Sem fundo de poço, lágrimas ou decepção. Isso já foi. E voltará a ser, mas não hoje.

No fim, escrevo muito sem dizer nada. Entretanto, é do conhecimento de vocês que o livre-arbítrio está aí e ninguém foi obrigado a chegar até aqui sem entender muita coisa.

Distância de muita coisa tem me levado à distância de outras tantas coisas.

A música é uma delas. Mas há exceções. Como a desse texto.

Ãhn, chega.

*ãaaaaaaahnn... um agradecimento especial
às pessoas que ainda lêem e comentam aqui.
Não tenho retribuído, visitas e comentários,
por motivos. Mesmo assim, obrigado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Histórias do Bandiolo - Um, dois, dez?

O pessoal foi chegando. Se amontoando. Entupindo, literalmente, sala, cozinha, quartos, banheiros e todo o redor da casa. O pessoal foi chegando. E chegando como se fossem donos. Da casa, dos quartos, da pasta de dente, de mim. Como se aquilo fosse a vida deles. Como se aquilo fosse algo deles. Mas não era. Nada era.

Parecia até festa de jovem bêbado de filme de jovens americanos. O cara popular empresta a casa para a festa, todos bebem, divertem-se, há o tradicional sexo no banheiro, nos quartos, em cima do sofá, do tapete persa que a mãe dele recém comprara, atrás do matagal, do lado da macieira. É aquela putaria toda. Aquela sujeira toda. Aquele vômito todo. Aquela diversão... diversão?

Hei, essa casa é minha. Eu não sou popular. Não conheço vocês. O que vocês estão fazendo aqui? Saiam já. E não finjam que não me ouviram. Saiam daqui. Estou... porra, seu idiota, derrubou cerveja na minha camisa, na minha calça... que droga, até a cueca ficou molhada de cerveja. Mas que porcaria vocês estão fazendo? Ei, em cima desse sofá... não...

Estúpidos, quem convidou vocês? Isso aqui, insisto, não é filme americano. Não estamos nos Estados Unidos, muito menos no cinema. O quê? Quebraram a televisão com uma latada de cerveja? Ãhrrrrrrrr. Que droga. De onde vocês saíram? Não, por favor, nãaaaaaaaaaaaaaoooooo joga... Por que você tinha que jogar esse vidro de whisky pela janela? Podia ter aberto a janela pelo menos...

Que bagunça. A polícia chegou. O QUÊ? A polícia chegou? Caramba. Quero ver o que vai acontecer com o dono da casa... Ei, eu sou o dono da casa. Não, não seu policial, eu não sou responsável por isso. Tá, a casa é minha mas... o quê? Bebida alcoólica para menores de 18? Que hipocrisia. O que eu disse? Nada não, mas eu não comprei essa cerveja. Não. Nem o whisky, nem a vodka, nem o absi... absinto? O que é isso? Ah... Não, eu também não sou... plantador de maconha? Traficante? Ãh? Acharam uma plantação de maconha lá no fundo do quintal? Como? Heroína e ecstasy tudo no meu nome? Armaram para mim, eu não sou trafi... quem denunciou disse que eu sou, também, dono de um prostíbulo? Mas seu... ah não... eles tavam fazendo isso em cima do piano francês do século XII da minha avó... Não... Mas eu não... Como? Sério, repete. Ãh??? Aquela vaga... aquela mulher disse que eu contatei ela para animar os ... convidados? Mas eu não convidei ninguém.

Tudo no meu nome? Quem é que... Peraí. Repete o nome. Ah ta, não sou eu. Desculpa. Não sou mais o dono dessa casa, me mudei daqui há dias... Esse que vocês procuram é aquele ali.

Obrigado seu policial, quase que um erro foi cometido. Não, não precisa agradecer. Não não, eu não quero pegar uma vagabunda, pode ir lá terminar o servi... tá. Não hoje, mas obrigado pelo convite, mesmo. Não não, muito menos em cima do piano da minha... digo, da vó dele. Se é que é da avó dele.Talvez seja pirateado. Não mesmo, vou embora, boa noite.

Sério, ainda não entendi como eu vim parar aqui. Ah ta, esqueci. Me mudei dessa casa há dois dias. Hahaha. E pensar que o cara já teve tempo de plantar maconha e montar um... Bom, preciso me despedir melhor da casa, e daquele piano, mesmo que não seja o da minha avó. Já volto.

*qualquer semelhança com a realidade,
ou com a ficção é sim,
mera coincidência.

sábado, 3 de outubro de 2009

Um presente às avessas. Uma lição.

Prestes a completar 18 anos, só existe um presente que ainda não ganhei. E é provável que demore muito a ganhar ainda. Não, não é a formatura, não é um notebook, não é um suprimento vitalício de bergamota ou Fruki. Nada disso. E também ninguém aqui vai saber além de mim. E do meu eu-lírico.

Ontem eu ganhei uma coisa que há tempos precisava. Uma lição de vida. Deus colocou no meu caminho alguém que precisava de atenção, porque sabia que eu, de alguma maneira, daria atenção àquela pessoa. Um mendigo bêbado, como ele mesmo descreveu-se. Que trazia consigo uma garrafa de cachaça, o motivo para ter largado mulher e filhos. Alguém que há anos dorme nas ruas e que até já foi quase morto por (malditos) plaiboizinhos que usam correntes de ouro e que colocaram fogo nele. A marca no seu braço direito mostrou-me que aquilo não era apenas história.

Aquele homem contou-me sua triste, deprimente, errada e violenta história. Alguém esquecido pelas pessoas que compram votos, por aqueles que acreditam que partido X ou Y vai resolver o problema. Esquecido por quem deveria ajudar. A todos, e não apenas aqueles que colocam um número na camisa e saem por aí fazendo campanha.

Esquecido por pessoas que dele ouvem, assim como eu ouvi, um "boa noite, e que Deus lhe abençõe". Eu prestei atenção nele, ele interrompeu o seu, e o meu caminho para conversar. Jamais havia visto-o. Dificilmente voltarei a vê-lo. Mas aqueles minutos foram um verdadeiro presente de Deus para mim.

E antes que eu pudesse dizer que não tinha dinheiro para comprar a pomada que a sua queimadura exigia, ele disse que para mim não pediria nada, pois aqueles minutos de conversa, aquela atenção humilde lhe era suficiente.

Conheci e conversei com alguém que passa pelo pior que uma pessoa pode passar. E mais até, porque fome, frio, um vício ou mesmo o fato de ser ignorado por todos, mesmo lhes desejando o melhor é o pior. Ou deve ser o pior. Agora ser quase queimado ultrapassa isso.

Tive pena daquele homem. Sério, eu disse para a Jah que, mesmo que ele fosse comprar cachaça depois, se eu tivesse dinheiro naquele momento, daria para ele comprar o remédio que precisava. Não me importaria se soubesse que ele não fora comprar o remédio, porque alguém naquela situação precisa de alguma coisa que a faça esquecer da própria situação por alguns instantes.

Como tenho a certeza de que ele esqueceu tudo de mal que tinha no momento que ganhou um olhar atento e ouvidos abertos direcionados a si.

Me sinto mais humano depois disso. Mais próximo da triste e deprimente realidade social. Curiosamente, me sinto mais próximo de Deus também. Mais maduro e pronto para entender o ser humano ainda mais.

Tenho que repetir.

Me sinto mais humano.

Obrigado, Deus. Esse foi o meu presente de aniversário antecipado.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Reflexões de um maluco(6) - Porque pensar e viver não são verbos muito afins

Se tu pensasses na possibilidade (real) de morrer enquanto dorme, tu dormirias? A maioria (provavelmente) vai dizer que não. E talvez seja não a resposta mais coerente. Arrumaríamos um jeito de nos mantermos acordados até que, sem perceber, dormíssemos e, ao acordar, perceberíamos que não é tão perigoso assim dormir(relativo isso, também).

Pensar no que pode acontecer impediria-te de fazer muita coisa. Questão de tu contigo sabe. Tu deixarias de fazer muita coisa só porque pode morrer, ou porque pode acontecer isso ou aquilo. E tu deixas de fazer muita coisa pelo que pode dar errado né? Eu sei. Todos são assim. Todos somos assim. E quando tu dizes "que se dane" para esse empecilho(mental ou não), tu fazes e te arrependes. Né?! Então.

"Não me arrependerei de ter tentado" dirão alguns, mas essa é outra frase besta. E muito, mas muito relativa. Porque o tentar é relativo. E como só a relatividade não é relativa(em partes), não vou escrever sobre isso.

Se tu pensasses em tudo o que pode acontecer no teu dia, não sairía da cama. Ou melhor, não acordarias. Ou melhor, não dormirias. "Pensar enlouquece, pense nisso", ou algo do tipo. Pensar, lembrar, imaginar, raciocinar, concluir ou qualquer outra coisa que coloque problemas na tua cabeça, te impediriam de fazer tudo, de estar em tudo, de viver. Até de existir tu serias impedido. Por ti mesmo, claro.

E como não lembrar/pensar/(...) no que pode ser empecilho para que algo, alguma coisa, alguém ou nada seja feito? Não há como. E não é sempre que dá para apenas "jogar a bola de neve do alto da montanha que ela vai crescer" ou "virar para o lado e fechar os olhos, uma hora tu dormes". Não é sempre. Aliás, é quase nunca.

E não me venham com o "é só fazer, e não pensar" porque somos seres que pensam. Bem ou mal, muito ou pouco, produtivamente ou não. E as possibilidades ruins são preenchidas com muitos barulhos de grilo*, ou seja, é pensamento sim. Querendo ou não, (quase, mas QUASE) sempre temos algum pensamento, seja bom ou ruim.

Pensar em coisas boas para esquecer as ruis? Pensar na conclusão, possivelmente boa, do que na parte ruim do caminho? Esqueça. O ser humano não foi feito para esquecer o que pode dar errado. Não quero também exaltar o Murphy e sua lei insana, mas que a regra do "o que pode dar ruim, dará" é válida. Talvez muito.

Então, o que fazer se tudo, mas tudo, o que fazemos ou vamos fazer pode dar errado? Se tudo o que pensamos/lembramos/(...) traz um (maldito) asterisco de contradição ou contramão(teórica, nem que seja)? O que fazer?

Cada um tem a sua resposta(ou não). Para a sua vida. Talvez seja certa. Talvez seja errada. Talvez nem seja. Mas é a sua resposta. E a minha, ou a de qualquer um, eu não sei. Não sou o senhor do tempo, do céu, do mar, do sol ou da terra para saber. Não sou o senhor de nada. Talvez eu seja apenas senhor de mim. Mas isso também pode ser relativo.

*é só pensar bem que vocês vão entender de onde saíram os grilos

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Retratos de uma sociedade patética(5)

Dos grandes pré conceitos(e não me digam pra colocar uma porcaria de uma hífen lá) que atazanam e incomodam as minorias, o pré conceito por generalização é o mais estúpido, ridículo, tosco e aceitável. Exatamente. É o mais aceitável sim. Vamos aos fatos.

Enquanto todos riem, eu permaneço sério. Enquanto todos choram, eu permaneço indiferente. Enquanto todos estão conversando num grande grupo, eu estou só com meus pensamentos. Enquanto todos pedem o que precisam(ou não), eu agradeço pelo que tenho. Enquanto todos se alegram com todos, eu me entristeço comigo. Enquanto todos cantam em pé, eu fico sentado e de boca fechada. Enquanto todos aproveitam os prazeres da vida, eu faço apenas o que ME é certo. Enquanto todos buscam coisas novas todos os dias, eu me contento com velhos sonhos de coisas(ou pessoas) que talvez já não saiba mais porque sonhei com elas.

E não venham pensando nas diferenças que existem entre as pessoas porque eu já não acredito nisso. A sociedade oferece e a grande maioria adere ao generalismo por conveniência ou simples afunilamento por falta de uma cabeça própria para decidir o que é certo e o que, não (necessariamente) invariavelmente, é errado.

Não me venham também com frases como "deixe de ser radical, generalista, extremista, machista, gremista" dentre outras coisas. Eu não quero nem saber o que se passa na cabeça de quem, espantosamente, lerá esse emaranhado de frases.

A sociedade é preconceituosa por generalização sim e ninguém vai tirar essa ideia da minha cabeça.

Exemplificando isso, lembro-me da morte do tio de um meio-irmão de um conhecido meu. Mais da metade das pessoas que estavam na Igreja estavam chorando. Aliás, quase todas as pessoas na Igreja choravam. Mas muitos, como eu, sequer conheciam o indivíduo, o falecido. E dentre todos os que estavam sentados na mesma fileira de cadeiras onde eu estava, só eu não chorava. E daí? E daí que depois da missa falei com alguns desses indivíduos e eles não conheciam mesmo o falecido. Então para que choro? Por respeito? Para mostrar dedicação, sensibilidade ou mesmo solidariedade?

Não me venham com bobagens e chamem-me de insensível se assim for-lhes conveniente, mas eu não consigo chorar em situações como essa, por solidariedade, sensibilidade ou algo do tipo. Podem desabar milhares de pessoas chorando na minha frente que isso não vai mudar o meu sentimento. Se eu não tenho motivos, óbvio que não vou chorar.

E fazendo isso, sou duramente criticado por pessoas que aderem a esse efeito bola de neve. É. Um começa e os que estão por perto aderem por achar muito mais conveniente se mover como parte de uma bola de neve desgovernada do que ficar parado sendo parte de um imenso tapete de neve que cobre um terreno.

Por simplesmente agir segundo o meu EU, sou tido como insensível, sem graça, quer se fazer de diferente, se acha mais importante por isso não faz o mesmo que nós, acha que sabe mais, enfim, várias outras palavras e frases que não vêm, infelizmente, à memória.

Pré conceito e preconceito por generalização. Que coisa ridícula.

Mas como disse, aceitável. Afinal de contas, cada um faça o que quiser. Ou melhor, cada um faça o que o outro estiver fazendo, afinal de contas, o outro também está fazendo o que um outro ainda fez ou faz. E assim vai. Até que cheguemos ao começo a essa (quase) interminável bola de neve social...

domingo, 3 de agosto de 2008

E a estrada é longa mesmo...

No começo era uma linha reta. Ele estava no meio do nada, perdido no entre a multidão, que por incrível que pareça, não o via. Ele tentava acertar em alguém para chamar a atenção, mas nada conseguia, a não ser a continuação de seu caminho em linha reta. Não havia obstáculos, pois parecia que ele não existia. Tentava achar alguma coisa que pudesse lhe ajudar, mas nada. Era tudo nada para ele, tudo não, tudo 0, tudo ausência.

Então pensou em desistir. Em dizer adeus. Em abandonar a estrada, antes mesmo da primeira curva. Pois estava demorando bastante aquela reta. Não havia uma curva sequer em seu caminho. E não fazia a menor idéia de quão longo seria o caminho até a primeira curva, o primeiro objetivo, a primeira oportunidade, o primeiro reconhecimento.

Era um caminho longo. A idéia de desistir lhe convinha, mas insistia, apenas por teimosia. Cada dia que passava, e aquela reta não parecia ter fim, mas ele dizia "só mais um dia, só mais um dia". Até que esse só mais um dia trouxe-lhe algo. E a motivação veio. Com a primeira curva, novas idéias, imagens, pensamentos, pessoas, desejos, sonhos.

Curvas parecem dificuldades, mas para ele não. Era oportunidade. Algumas retas vieram, mas agora ele se via cercado, por poucos, mas já eram pessoa que o viam, que o reconheciam. Não como alguém importante, bonito, inteligente ou algo do tipo. Apenas o reconheciam. Bem ou mal, mas reconheciam. Não que ele quisesse ser visto, mas sabia que todos os grandes e importantes já haviam sido pequenos e desimportantes, ou desconhecidos.

E ele foi subindo o morro. Depois descia o morro, mesmo querendo ficar lá mais algum tempo. E vieram montanhas, depressões, planaltos e planícies. Até retas surgiram, mas não as de outrora. Ele já não se sentia tão bem quanto no começo dessa estrada cheia de curvas, que só foram encontradas após muito tempo andando em linha reta no meio do nada. Nem sempre foi ele mesmo, mas nunca roubou nada de alguém.

Então, mesmo não sendo mais aquele mero viajante do passado, pensou em desistir, pois, tolamente, pensou que já havia dado o máximo de si ao mundo. Pensou não ser mais útil aquela estrada, que tanto o fizera pensar e descobrir novas maneiras, novos lugares, novos caminhos, novas idéias.

Quis desistir, mas aquela estrada, agora longa demais para ser ignorada, o chamava. Então olhou para o lado, e viu alguém caminhando. Foi de relance. Por pouco não havia visto-a. E, de alguma maneira, sentiu-se motivado. Apertou o passo e seguiu pela estrada, longa estrada. Que cada vez parece mais longa.

Não há mais aquela empolgação de outros tempos. Muito menos a necessidade de subir ainda mais e ser cercado por mais pessoas ainda. Mas há apenas a estrada. E pelo simples fato de ter caminhado tanto, já se motiva para chegar à um objetivo. Que não será tão cedo quanto parecia, mas não será tão tarde quanto poderia ser, se em algum momento, tivesse desistido.


Blog do Maluco, do ViNícULa, 595 postagens.

*fica difícil a compreensão do que seria a estrada, mas é só tentar imaginar que fica fácil...
**deveria postar isso quando chegasse aos 600, mas esse blog nunca foi uma coisa muito coerente com números...
***não há asteriscos no texto, antes que alguém volte e procure

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Histórias do Billi J. - um salto para a prosperidade (final)

(continuando..)
A janela deveria ficar a uns 3 metros e meio do chão, e o animal do Billi J. ainda foi de cabeça. Quebrou o vidro da enorme janela, e caiu, de pé, mas logo rolou umas 4 voltas de costas e de lado, sujando toda sua roupa. Não pagaria aquela maldita conta de jeito nenhum. Se recuperou e saiu correndo em direção ao seu caminho de volta para casa. Quando, de repente, um carro o atinge. Puta merda, que azarão do Billi J. Atropelado. Bom, nem tanto assim, mas enfim, o Billi J. foi mesmo atropelado. O carro acertou o seu joelho esquerdo, o motorista saiu correndo e xingando-o, ele se levantou e tentou continuar a correr, mas não conseguia. Parecia que nem tinha sido atropelado. Tentou mas foi puxado pela camisa pelo motorista do carro, que queria saber que idéia idiota era aquela de atravessar a frente do carro sem olhar para o lado.

Billi J. ficou sem resposta, mas quando ouviu um "Pai, ele é meu amigo", ficou atônito. Quase que o Billi J.cai duro, não pela queda após o salto pela janela e nem pela batida do carro no seu joelho esquerdo. Quase caiu duro porque a voz era de Renata. Sim, o pai dela, com ela e o resto de sua família junto, havia atropelado-o. Conhecer os pais dela naquela situação, não era uma boa coisa.

Então o Billi J. explicou a situação para Renata e seu pai(sua mãe, irmã da mãe de Gabi, já o conhecia, mas não interviu, pois ficou cuidado do irmão mais novo de Renata, que havia engolido uma bala por causa da brusca parada). Renata começou a rir, mas logo parou porque seu pai havia começado a dar um sermão em Billi J.. Só que quando o Billi J. disse que havia deixado dinheiro para pagar o seu almoço e um pedaço do vidro(ele pagou o pedaço que ele quebrou e não um vidro novo inteiro), o pai de Renata olhou para ela, e num gesto amável, jogou Billi J. na carroceria da caminhonete branca, que deveria ser uma daquelas S10, e seguiu rumo à cidade. Renata foi na carroceria, com o machucado e muito sujo Billi J. Ela explicou para Billi J. que seu pai comentara, sem que ele tivesse ouvido, que jamais comeria em um restaurante em que as pessoas acham um absurdo comer costela com a mão e lamber o dedo depois, para limpar.

Contra a sua vontade, Billi J. foi levado para o hospital, mas nenhum exame foi feito, pois todos os médicos estavam em uma palestra com o Jack Bauer, digo, Jairo Bauer. Então, levaram Billi J. para sua casa e... e. Pararam um pouco para conversar, os pais de Renata com os pais de Billi J. e os dois, Billi J. e Renata, foram para a cozinha. Ela o chamou de louco e o perguntou como ele tinha conseguido criar tamanha coragem para saltar uma janela, já que ele sempre fora tão certinho e educado. Ele respondeu que não sabia direito porque fizera aquilo. Billi J. levantou a sua cabeça, olhou para Renata e ambos ficaram assim, numa troca de olhares tão complexa quanto o contexto sócio-econômico do país. Só que esse momento "eu olho pra ti e tu olhas pra mim" foi interrompido por um grito agudo, que ecoou em algum lugar, fato que foi estudado dias depois pelo Billi J., e atrapalhou os dois. A mãe de Billi J. gritara "Bilionáaaaaaaaaaaaaaaaaaarico venha cá!!!". Ele então baixou a cabeça e riu, gesto também feito por Renata. Foram então para a sala.

Foi a vez do Billi J. tomar uma mijada(um sermão) daquelas de sua mãe, que só não foi pior, porque o pai de Renata e o pai de Billi J. entraram em acordo e o defenderam baseados no lamber os dedos com gosto de costela. O Billi J. estava mais encrencado por ter pulado de uma janela alta do que por ter fugido de um restaurante, sem pagar "tudo o que devia". Então os pais de Renata estavam indo embora, após longas horas de conversa, mas Billi J. criou coragem e antes que Renata entrasse no carro, ele gritou: "Foi por ti".

Cara, o Billi J. me surpreendeu dessa vez. Até porque, mais do que nunca, essas histórias estão virando um romance. Que saco. Mas o que eu posso fazer, tenho que contar o que acontece de importante no mundo(hahaha).

Renata sorriu envergonhadamente, Billi J. estava mais feliz do que nunca, mas sorriu timidamente. Cada um foi para o seu canto, Renata teve que ouvir várias perguntas sobre essa frase. Billi J. não, porque correu para o banheiro para tomar banho. Mas o Billi J. menor, o irmão do Billi J. cujo nome ainda não fui informado, ficou gritando enquanto o Billi J. tomava banho: "o Billi tem namorada, o Billi tem namorada", algo típico de ser gritado por uma criança, que já não era mais tão criança assim, mas enfim.

A vida do Billi J. teve muitos momentos estranhos, alguns deles já citados, mas sei lá, essa é uma vez ímpar(odeio quem fala em vez ou oportunidade ímpar, porque o 3 também é ímpar), digo, única, ou quase, em que o Billi J. vai fazer uma loucura sem muito sentido. É... bem... é... ou não também. E o Billi J. aprendeu sim uma lição dessa vez: pular de uma janela de e cair mais de 3 metros até o chão é uma coisa tão simples quanto plantar uma macieira.

Tão tá!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Histórias do Billi J. - um salto para a prosperidade(parte 1)

É difícil pensar em algo para fazer da sua vida depois que tu terminas algo que foi muito importante pra ti. E aconteceu isso com o Billi J. depois que ele se separou da Gabriela. Mas era tão estranho aquilo, ele e Renata tinham se aproximado muito mais do que qualquer um dos dois esperava, mas ainda havia algo entre eles.

Chegou um dia em que o Billi J. precisou fazer um trabalho extra, indo para outra cidade, próxima a sua, mas muito menor. Ninguém conhecia o Billi J., e isso era bom, porque ele não gostava de aparecer. Mas então, o Billi J. nunca me disse o que foi fazer nessa outra cidade, a não ser que era uma ajuda à um amigo.

Só que a volta dessa cidade, o Billi J. resolveu sair do ônibus em uma parada, ainda na rodovia federal, e caminhar um pouco. Faltavam mais de 2 km para chegar à sua casa, mas ele não se importava, pois gostava de caminhar sozinho pelas ruas das estradas de qualquer lugar, de preferência perto da sua cidade.

Com fome, Billi J. resolveu entrar em um restaurante, daqueles típicos de beira de estrada, com um posto ao lado e tal. Então ele resolveu que só comeria carne, pegou um prato e ficou esperando os espetos com deliciosos churrascos surgirem na sua frente, ou melhor, no seu prato. Billi J. foi comendo, até que decidiu provar o último pedaço, de costela. Pensou que ninguém o veria, então pegou o osso com os dedos e tascou duas ou três bocadas no pedaço de costela, retirando toda a carne. E como era bom o gosto.

Após comer, resolveu limpar os dedos, mas não trouxera guardanapo, então resolveu lamber os dedos, assim como crianças fazem depois de comer chocolate que está há uns 10 minutos entre os seus dedos. Aquilo, na sua casa e em casas de família normal, sem frescuras, era normal, mas ele se esquecera, devido a sua enorme fome, que aquele restaurante era só para pessoas bem avantajadas financeiramente falando. Mas enfim, um piá de bosta, que devia ter uns 6 anos, olhava para ele enquanto ele lambia o gosto de carne que havia em seus dedos. E o piá gritou para sua mãe, perguntando porque o Billi J. estava fazendo aquilo e ele não podia fazer também. Sua mãe se levantou, puxou-o pelo braço e o levou até a porta do restaurante, onde falou com alguém, que devia ser o gerente.

Então o gerente foi até Billi J. e disse que ele deveria pagar o almoço de 3 pessoas, já que ele havia "espantado" dois clientes com os seus "maus hábitos". Só que o Billi J. não ia pagar aquilo, até porque, só tinha dinheiro para pagar o seu próprio almoço. O gerente disse que ele não sairia do local sem pagar a sua conta. Billi J. pensou em chamar a polícia, só que não o deixariam ligar, já que seriam prejudicados. Pensou sair correndo e pular a janela. Bom, foi isso o que o animal do Billi J. fez. Ele nunca mais passaria por aquele lugar mesmo.

E no mais veloz que pode correr, foi em direção à janela que ficava no fundo do enorme corredor entre-mesas do restaurante, mas viu que dois empregados fecharam a janela, então viu a imagem de Renata(não me perguntem o porquê disso agora) e resolveu continuar, pularia e quebraria aqueles vidros. Antes disso, largou os 20 reais do almoço(15 almoço + 5 para ajudar a comprar um novo vidro) e pulou, de cabeça mesmo, como se fosse marcar um gol. Que animal.

(continua...)

sábado, 29 de março de 2008

Ridiculamente louco

(esse texto foi escrito para ser postado aqui mas foi postado primeiro no Tosco por ser tosco, por alguns motivos, só posto hoje aqui)

Agora, imaginando futuras e já vividas situações, como de costume, fico dialogando ou imaginando diálogos, que poderiam ou podem acontecer. Tudo num ato muito habitual meu: falar sozinho. Gosto de falar sozinho, mesmo que não perceba como a minha voz é realmente. Gosto de fazê-lo mais para treinar fala e raciocínio. Acredito ser o único a fazer isso para treinar raciocínio.

E em uma dessas possíveis conversas que eu teria(ou poderia ter tido) com outras pessoas, uma em especial me motivou a escrever. Esse texto, depois do já escrito no blog do maluco(como disse, esse também será postado lá). Mas aqui vou fazer uma relação, ou alguma coisa do tipo, escrita, sobre uma idéia ou noção que tanto mudou em minha cabeça. Ridículo. Sim, a noção, ou idéia de ridículo, mudou muito em minha cabeça.

Nem preciso falar que nos meus ínfimos e infelizes tempos de normal, eu considerava quase tudo ridículo. Principalmente se esse algo fosse visual ou aparente(voz é algo aparente, mas não visual...). E como era fácil julgar aparentemente alguém ou algo. Mais fácil ainda era tachá-lo de ridículo. Era até divertido, pois eu ria dos "ridículos", esquecendo que eu era um ridículo. Aliás, na época, eu nem tinha idéia do que eu era. O que evitou uma depressão - o mal do século.

O tempo foi passando, o espírito maluco falando mais alto e o ridículo foi se tornando mais incomum. Quase nada que fosse aparente era ridículo. Só se fosse algo muito escandaloso, como alguém usar calça rosa com camisa amarelo-limão. Mas ridículo se tornou o meu passado e as atitudes. A normalidade, com sua superficialidade e falsidade, se tornou ridícula. E eu percebi o quanto era bom ter virado um ridículo na visão dos outros(malditos outros) e ver que eu era ridículo, mas já havia me concertado.

E o tempo passou. Atualmente, nem a mais ridícula das aparências é ridícula pra mim. Posso rir, mas não acho mais ridículo. Porque cada um veste o que tem vontade, cada um cria a sua moda, o seu estilo. Que se danem aquelas imaginárias leis que impedem alguém de usar camisa social com chinelo de dedo velho, fedido e gasto. É. O ridículo para mim se tornou cada vez mais invisível. Antes eu achava ridículo fazer certas coisas. Hoje, as faço e rio muito, só saber que um dia as achei ridículas.

Cansei de escrever essa palavra que começa com ridí e termina com culo(quase o mesmo cula de ViNícULa). Então fico pensando em como terminar esse texto. Não quero pensar muito mais agora. Chega. O ridículo mudou na minha cabeça. Mas ele não mudou na cabeça de muitos. Eu mudei. Muitos não mudaram. Tudo muda mas nada muda. Parece o final do meu outro texto.

Ridículo é achar alguém ridículo, mas ridículo não é achar uma atitude ridícula. Superficialidade é ridícula. Já a falsidade não. Essa é patética.

Tão tá!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Um tapa no eu-lírico

Se existe uma coisa complicada e que hoje eu percebo ser mais complicada ainda é o tal do inglês. Porque depende do que vem antes e do que vem depois para saber o significado de alguma palavra, principalmente verbos. Existem os verbos mais chatos ainda, como o get, o go e o have, que possuem condições de existência diversas, e muito distintas.

Mas enfim. Tentar traduzir uma música é complicado. Por isso escrevo sobre o assunto agora. Traduzi 3 músicas do Creedence. 3 músicas que não tinham tradução. Foi legal. Letras meio desconexas, que não consegui traduzir seu real sentido, mesmo tendo entendido-as. É bem legal fazer isso. Tu percebes que o teu vocabulário é ínfimo e que precisas estudar mais.

É divertido fazer essas coisas. Além do mais, faço porque gosto. De aprender coisas novas e principalmente de Creedence. Não há nada melhor do que ouvir Creedence. E se há, não vai ser listado. Porém, não vou fazer uma outra exaltação ao Creedence, porque já o fiz há alguns posts. De fato mesmo é que tentei e consegui aprender alguma coisa.

Ah. Acabou a semana. Bom, só falta o sábado. Mas quase. Depois de domingo, volta a semana. Voltam as aulas. As provas. Os estudos. Que droga. Deveria ter estudado hoje de tarde, mas a minha mente e o idiota do meu eu-lírico não me deixaram estudar, estavam muito cansados. Que idiotas. Cansados de que?, se eles só pensam.

Pensam tanto que agora não pensam nada e não me ajudam a escrever alguma coisa aqui. Idiota. Meu eu-lírico é idiota. Ele não me ajuda. Só fica me incomodando e enchendo a paciência. E na hora de ajudar a escrever algo, ele se faz de salame. Que saco. O que vem ao caso é que eu gosto de gelatina.

Assim como eu gosto de fazer análises. É divertido, por mais que eu me irrite, ou não, fazendo esse tipo de análise. Não só em textos, mas em conversas msn a fora. Analisar e entender como as pessoas agem se tornou algo divertido. Até porque, já sei bem como eu sou. Meu nível de auto-conhecimento é bom. Eu acho pelo menos. Por isso perco, ou não, tempo analisando outras pessoas.

O que se torna divertido na medida em que tu fazes perguntas e as pessoas não sabem responder. É complicado, para elas, mas bem divertido, para mim. Rio muito lendo certas coisas. Indecisões em certezas, dúvidas e situações concretas. E percebo que nada jamais ficará imutável. Tudo depende. Tudo muda. Até a minha opinião. Que pela teimosia, não deveria mudar nunca, mas o nunca é tão superficial quanto a beleza. Eu mudei e continuo mudando, com pequenas mas nem tão significativas mudanças. As pessoas mudam. O mundo muda.

Só que algumas coisas mudam sem mudar. Se alteram sem perder a essência. Esse é o lado bom e ao mesmo tempo, o lado ruim do mundo, da vida. Se tudo perdesse o sentido seria ruim, assim como é, mudar sem perder o sentido.

Sem quebrar a cabeça para entender. É tão simples como dizer "Yes, i am".

Bom final de semana!

quarta-feira, 19 de março de 2008

A cada dia mais normais...(3) - sem radicalidade com o orkut, mas insisto que eles não merecem viver...

(como em toda a saga desse blog, ou como em toda a saga que tenha uma 3ª parte, coloco os links para aqueles que querem perder tempo lendo os textos antigos que geraram esse aqui, mesmo que só tenham ligação nos títulos...)

A cada dia mais normais

A cada dia mais normais...(2) - eles não merecem viver...

Se eu começar com alguma coisa do tipo "não, chega, para, acaba com isso, perdeu o sentido", quem lê vai achar que é só mais uma bobagem que eu escrevo. O que não deixa de ser, mas hoje eu realmente me apavorei. Isso deveria estar no Tosco, mas eu tinha que escrever isso aqui.

Tive educação física, joguei mal, mas era só porque eu passei o tempo todo aquecendo, mas mesmo assim, contrariando o idiota que disse que eu não sei fazer gol de cobertura, fiz 3 logo num jogo, e poderia ter sido mais se eu estivesse jogando com um tênis velho, porque quem joga sabe que tênis velho é o melhor para jogar(nota: ganhei um tênis novo sim, mas porque estava na promoção, e bota promoção...).

Enfim, nada do parágrafo acima tem sentido ou relação com o texto. Mais uma vez um post meu tem como tema o orkut. No meu tempo livre depois do almoço, resolvi fazer uma brincadeira e deixei recado para 90% das minhas amigas no orkut. Não deu outra, quando voltei, vi que tinha recebido 30 recados novos. E olha que eu só mandei oi. Só pra tiração mesmo. Porque, como está no meu perfil, "o orkut virou piada, então vou rir com o resto".

Só que há pouco, recebi um email, do Cavalcanti, um cara que mora e trabalha na Argentina, moderador da comunidade, que por sinal é a melhor do orkut, "Tá, e daí?". Ele me mandou um email contendo um profile em que, dos 18 últimos recados que uma guria recebeu, 15 eram iguais, só mandados por pessoas diferentes. Era uma daquelas mensagens prontas. Mas na verdade mesmo, como ele me mandou o link e os depoimentos em seqüência, nem me dei ao trabalho de olhar o primeiro para saber quem era.

Não queria me irritar mais ainda. Onde está a originalidade? Onde está a sinceridade? Onde está o verdadeiro sentimento que motiva uma pessoa a escrever depoimento para outra? Não sei. E não me venham com essa de que uma coisa pronta expressa um sentimento. É bobagem. Mesmo que tu escrevas apenas um "oi"(nos meus recados ele não foi muito sincero, foi mais para rir com as respostas), que seja sincero.

Mensagens prontas em recados. E várias pessoas tiveram a idéia de mandar para a mesma pessoa. Ah, esqueci, aliás, vi agora, que no final tem aquele "mande para seus amigos que ganharás um bombom que cairá do céu na tua cabeça oca".

Que merda. E depois ser sincero e ser maluco, é uma ofensa...

Normais... bando de baúcos mesmo...

-Maluco!; -Não me ofenda... -- porquê ofensa?

É tão estranho chamar alguém de louco e ser reprimido, como se loucura fosse pecado. Como se ser louco fosse a pior coisa do mundo. Porque eu sou reprimido por chamar alguém de louco, de maluco, mesmo que na brincadeira e uma vez na vida, como se eu tivesse o chamado de gay, brasileiro, tivesse ofendido a sua mãe ou dito que ele, ou ela, rodam bolsinha na esquina para vender os seus corpos. O que tem de errado em ser louco, ou melhor ainda, o que tem de errado em ser maluco?

Não me passa pela cabeça um motivo, concreto e fundamentado, que me convença de que ser maluco é ruim. O nome do blog tá aí. Eu estou aqui. A Graziela é uma das que lerá. O Maurício não lerá mais, mas se lesse, comentaria uma besteira sem cabimento. Qual o problema em ser maluco? Qual o problema?

Várias frases surgem em minha mente. Várias frases que fazem algum sentido e que podem responder essa pergunta. Mas nenhuma dessas frases me convence, mesmo que elas sejam boas. Não consigo pensar em uma coisa que responda à pergunta acima. Elas mostram os lados bons de ser maluco, mas não respondem qual o problema em ser maluco.

Mas entendo que minha preocupação em achar essa resposta se deve ao fato de não saber como os normais pensam, porque o meu tempo de normal já passou. Qual o problema em ser maluco? Pergunte aos normais. Porque eu realmente não sei o problema em ser maluco.

E mesmo que esse maluco fosse no sentido de atrasado mental(conhecidos vulgarmente como retardados), não consigo entender porque se ofender com isso. Beira o inaceitável essa idéia retrógrada e insolente de que malucos são idiotas. E se fossemos, qual seria o problema?

Tudo tão confuso em minha cabeça. A vida, e o blog, só voltarão ao que eram na segunda-feira, depois da páscoa. Mas jamais aceitarei a idéia de que ser maluco é uma coisa ruim, uma ofensa, como a grande maioria acha. Que se dane a maioria. Não faço parte dela mesmo...

Tão tá!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

A luta contra a heresia

É um exército contra um. É um mundo inteiro contra uma meia dúzia de malucos. Não vou discutir sobre malucos e normais, sobre a guerra entre essas duas espécies, que mesmo vivendo no mesmo mundo, vivem em mundos completamente diferentes.

Uma coisa de normal são as frases feitas. Não uma frase feita interessante, mas sim frases feitas com um sentido interesseiro. Duvido aquele que nunca disse um “conte comigo sempre” ou frase semelhante, só para agradar alguém, ou em um momento de empolgação. A empolgação torna as pessoas idiotas.

Quem não me conhece, ou não conhece algumas idéias que tenho, se ofendeu com esse idiota, mas levar isso como ofensa vai de cada um. Escrevo do jeito que acho melhor, ou melhor, que a minha cabeça, comandada pelo meu cérebro(não me diga…) acha melhor.

Falar um “conte comigo sempre” é algo muito forte. Acho, digo mais, tenho a certeza, por experiência própria de que essa frase tão simples, tão motivadora para quem ouve é muito mais séria do que um “eu te amo”. Louco esse que lhes escreve não? Concordo, mas tudo tem um fundamento.

Já disse as duas frases, porém, o arrependimento maior veio depois que eu disse a típica frase de pessoa empolgada com uma possível amizade. Dizer uma frase como “conte comigo sempre” é algo que avança muito a amizade. Ou prejudica uma possível grande amizade. Dizendo essa frase você se coloca como o grande amigo, aquele que fará de tudo para que o outro seja feliz, que estará sempre disposto. E depois de algum tempo, todos, mas TODOS os que dizem essa frase no começo de uma amizade, a grande maioria em um momento de empolgação, acabam digamos, enjoando, da pessoa para quem foi dita essa frase.

Por isso eu luto. Uma das minhas convicções é essa. Tentar avançar as coisas, por empolgação ou para se aproximar de outra pessoa é querer que o relacionamento, seja amizade ou algo mais intenso, não dure muito. É aquela do, agora tá ótimo, depois fica bom, depois perde a graça.

Peço encarecidamente, com moral de quem já falou essa frase em momentos de empolgação e estragou uma amizade, nesse caso felizmente,que você que está lendo esse texto, use essa frase apenas quando se sentir seguro e conhecedor o suficiente da pessoa que irá escutar a sua frase. Que não fale a qualquer momento essa frase, para que no futuro você evite uma coisa simples, pequena, mas que machuca muito, a cabeça e o coração: o arrependimento. Aliás, não machuca, corrói.

Aproveite todos os seus momentos, faça com que todas as suas palavras sejam sinceras e valham a pena ser ditas, mas principalmente, evite que as tuas atitudes e principalmente, as tuas palavras, se tornem mera heresia. Porque não há nada mais deprimente do que palavras ao vento… palavras instantâneas que se tornam heresia.

A luta contra a heresia é a luta de um contra um exército, mas é como eu já disse(no blog do maluco): “lutar sempre, sem desistir, mesmo que não haja mais motivos para lutar”.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Difícil explicar

Foram tantas coisas que ocorreram nesse final de semana que fica difícil escolher apenas uma para relatar. Eu tinha aula no sábado, mas isso não atrapalhou. Não tanto quanto outros fatores que não serão citados(eu acho que não serão).

Ontem foi a beatificação dos mártires, agora beatos, Pe. Manoel e coroinha Adílio. Mas como eu não estava me sentindo capaz de estar presente na missa, no sentido literal, até porque estávamos longe do altar, a missa e a beatificação, transmitidas pela TV(Frederico Westphalen em rede nacional!!!! Rede vida), foram o menos nesse dia.

Antes conto de sábado. Um dos P.L.'s mais loucos dos últimos tempos. Até porque, faltou luz e o forte foi a conversa entre os membros. Quando voltou a luz, filme. Depois apagou a luz. Fomos dormir, mas logo ela voltou, mas nós fomos dormir mesmo.

Durmimos umas 5 horas porque o Ricardo veio nos acordar. Saímos de carro abaixo de chuva eram 8 e meia... com um Fruki uva bem gelado na mão. Saímos para vender em 5, eu, Ricardo, Cleiton(o Cristiano passou mal e foi lá só de tarde), Diogo e Tunder. No começo e no meio vendemos pouco, mas no final vendemos muita coisa.

(acabei de falar a palavra insólita no msn pra Sil)
(ps. insólito= anormal)

O legal de vender é que eu estava com os meus amigos, companheiros de causa trabalhista mesmo e que entre outras coisas, nós estávamos gritando(eu estava rouco e de tanto gritar ontem quase estou sem voz hoje) oferecendo milho cozido, coco verde, pescoço de berinjela, pamonha, bala de banana entre outras coisas. PS. nós vendíamos apenas sanduíche, água, refri e suco natural com conservante(um concorrente paranaense do Frukito).

Outro fato para atrapalhar é que ficamos com os pés molhados o dia inteiro, fato que criou bolhas e deixou a solas dos nossos pés fracas, sem resistência solos arduamente duros. Difícil, cansativo mas recompensador. Não ganhamos um centavo, mas comemos sanduíches grátis(o que sobrou das vendas).

Mas vender sanduíches com os amigos foi muito massa. Fomos autênticos até nisso. Os vendedores mais malucos, mais legais, mais inteligentes e os únicos que dançaram a dança do siri vendendo.

Mas tenho que ir para a aula agora. Apesar do cansaço, das dores nos músculos e da falta de sono, os bravos guerreiros da Gurizada do PL estavam lá, para mostrar que gaúcho que é gaúcho vende sanduíche embaixo de chuva. Conto mais quando eu voltar

sábado, 20 de outubro de 2007

A última saída

Acho que descobri o meu futuro. Tive uma visão em forma de fato real hoje. Depois do que aconteceu hoje pela manhã não me resta outra coisa. O meu futuro está definido. Após jogar contra o meu eu-lírico jogo da velha, em uma espetacular melhor de 20, onde não se sabe o ganhador pois não estavam definidos os papéis no jogo, o que aconteceu hoje foi pior.

Algo inesperado. Muito mais incrível do que o fato citado acima. Confesso que muito mais sem graça do que o fato citado acima. Mas tem a importância de ter definido o meu futuro.

Manicômio. Esse é o meu futuro. Porque depois de saber essa não me deixarão em paz enquanto eu não for para o manicômio após relatar essa fato. E pensando bem, acho que mereço ser internado. Nãaaaaaaaaaao me levem para o manicômio seus normais. Eu mereço, mas ao mesmo tempo não mereço. Quem cuidará do blog? E mais, quem irá lutar contra os normais de um jeito maluco e eficaz? Quem dará leite para as galinhas? Opa, isso nem eu faço. Mas quem defenderá os produtos gaúchos, principalmente o FRUKI? Quem? Quem começará uma guerra contra uma multinacional de refrigerantes, mesmo sabendo que é o único a fazer isso?

Depois de perder para o meu eu-lírico na forca, eu preciso ir para o manicômio. EU PERDI PARA O MEU EU-LÍRICO NA FORCA. Que decepção. Mas não foi fácil. Faltou apenas uma letra para completar e ganhar dele, mas ele é um cara inteligente, eficaz. Usa uma tática ofenso-defensiva. Ou seja, ele ataca e se defende ao mesmo tempo. Um grande jogador.

Mas vai ter a revanche.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Fantástico, incrível... estranho...

Não sei... fico pensando no que aconteceu hoje à tarde. Não, não pensei no que disse que ia pensar(escrito no texto abaixo). Mas antes do post em si, tenho que dizer que o post "As patricinhas e uma tremenda falta de inspiração"(dois posts abaixo você encontrará o link para esse texto, que creio ser genial, pois foram 9 comentários) é o recordista em comentários(veja algumas palavras atrás o número) nesse blog. Quem sabe algum dia um post meu chegue a 10 comentários!!! isso sim seria um grande recorde.

Bom, voltando ao assunto o qual vim escrever aqui. Parecia idiotice, burrice, insensatez ou algo parecido, mas talvez fosse apenas um gesto simples por ser simples, mas que foi satirizado e irozinado muito após determinado momento.

Na mais disputada melhor de 20(onde são feitos 20 confrontos para ver o melhor - o melhor é aquele que ganha 11, ou seja, mais da metade dos jogos) de jogo da velha da história, o x ganhou. Sim, o x.

Quem já jogou jogo da velha sabe que um jogador marca um x e outro uma bolinha para que o jogo seja bem entendido pelos jogadores. Abaixo uma representação de como seria um jogo da velha. Era um confronto de x contra bolinha. No quadro verde da sala de aula. As marcações eram feitas com giz azul, mas isso pouco importava. Aproximadamente uma hora da tarde a competição começou. O x parecia que iria massacrar, pois abriu vantagem de 4 vitórias. As partidas que terminavam empatadas eram ignoradas. E essa mantagem de 4 vitórias se estendeu até que a uma partida do fim, ou seja, 19 já haviam sido disputadas, a vantagem era de apenas uma vitória para o x. Sim, a bolinha se recuperou na reta final.

E qualquer um dos dois poderia ganhar o confronto. Se a bolinha vencesse haveria um jogo desempate. E foi isso mesmo que aconteceu. Usando uma estratégia extremamente ofensiva, porque claro, só a vitória interessava, a bolinha venceu a 2 quadros do fim.

E no confronto de desempate, ambos os jogadores estavam cansados pela longa jornada porque, repito, os empates eram desconsiderados. Mas havia o desempate. Os dois buscaram a vitória até o fim, mas não conseguiram. O empate persistiu até a 6ª partida de desempate, onde o x levou a vitória, merecida por sinal, pois a tática do x foi muito mais eficaz que a da bolinha.

Poucas pessoas presenciaram. Aliás, só uma pessoa presenciou essa magnífica disputa do começo ao fim. Claro que fui eu. Mas outros seres, que passavam pela sala de aula, a grande maioria, se não todos, normais.

Agora falo um pouco dos jogadores. Um é cabeludo, tem vários apelidos e estava na escola naquele momento para uma aula de revisão. Esse era eu. O outro estava lá porque está sempre onde o primeiro jogador está, ele tem uma aparência desconhecida. Esse é o meu eu-lírico.

Só faltou definir quem comandava quem na disputa. Só isso mesmo.

Mas tudo bem, fui ridicularizado por jogar um campeonato de jogo da velha sozinho, mas não me importo, pois pude presenciar um dos momentos auge do jogo da velha na pequena e calma cidade de Frederico Westphalen.

Só digo uma coisa. Incrível.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Tutorial de como andar na chuva

Bom, isso que lhes escrevo agora é um relato de alguém que sabe do que está falando.

Em primeiro lugar, analisemos que andar na chuva é algo para pessoas que:
1° não tem carro
2° não tem guarda-chuva
3° esqueceram o guarda-chuva
4° gostam de andar na chuva
5° gostam de após tomar um banho de chuva, pegar uma gripe(ou piorá-la)

Após esses fatos serem constatados, acho que para quem anda na chuva, posso deixar 3 dicas:
1° e mais importante de todas:
"Faça o que for fazer, tenha um sorriso na cara". Sim, leve a situação numa boa. Tomar um banho de chuva, mesmo que não querendo, por reviravolta no tempo(algo tão normal nesses tempos de aquecimento global) ou por esquecimento de guarda-chuva, não é tão ruim assim. É até legal, pois é uma ótima situação para se pensar em muitas coisas como "tenho que lembrar de trazer o guarda-chuva dá próxima vez". Sim, pensar positivo nesse caso ajuda muito.

2° e também importante:
"Quando sentir que está molhado, corra, quando sentir que cansou, caminhe". Sim(mais uma afirmação), como todas as pesquisas feitas pelos cientistas desocupados não chegam a conclusão alguma de se é melhor correr ou caminhar durante a chuva para se molhar menos, faça como eu, quando sentir que você vai molhar até a cueca(calcinha para as mulheres) por causa da chuva, corra, mas tome cuidado para não cair, pois existem muitos babacas que colocam calçadas lisas na frente de suas casas apenas para ver tombos na chuva. Escorregar nessa situação é tão normal quanto comer churrasco no domingo. Enfim, uma hora você vai cansar, então caminhe, mas a passos largos e seguidos, o que ajuda muito a evitar um banho maior.

3° e não tão importante:
"Não deixe que o seu relógio defina a sua vida". Por mais tosca que possa parecer essa dica, escrevo essa frase pois existem pessoas que só porque acham que estão atrasadas para assistir a novela ou dar comida para o porquinho-da-Índia, tomam um baita banho de chuva. Tenha sempre calma nessas situações, porque até o seu relógio pode ser sacrificado numa dessas se ele não for a prova d'água. Se tiver tempo, fique esperando a chuva acalmar(mas uma hora você vai ter de enfrentá-la, ou ligar para algum conhecido ir lhe buscar, algo meio... fresco) e depois corra até não aguentar mais(siga as instruções da segunda dica). O tempo não pode fazer a sua vida e nem decidir se você precisa tomar um banho de chuva.

Essas são as três dicas fundamentais, mas há uma quarta, só para os malucos:
4° só para os malucos:
"Tire os tênis/sapatos para não criar bolhas nos pés"
Eu quase sempre faço isso... por isso recomendo, apesar de os pés doerem um pouco após a caminhada no asfalto(se for em estrada de terra, apesar do barro é bem mais legal), mas vale a pena, pois não ficamos com bolhas nos pés.

Abraços e lembrem-se sempre do guarda-chuva!

domingo, 16 de setembro de 2007

Reflexões de um maluco

Agora, ouço uma música cujo começo possui este trecho "segue o rumo do teu próprio coração", música gaúchesca, então tá bom. Em meio a mosquitos e outros muitos insetos que habitam essa pobre sala de computador, estou eu aqui, 2 e 36 da madrugada de domingo. O sono até está presente, mas preciso ficar acordado mais um pouco.

Como já escrevi no outro blog(que precisa de uma divulgação assim que estiver "pronto") sobre o que eu pensei(3 frases que definem algumas coisas - não é o título do post), escreverei sobre algo que veio em minha mente assim que vi uma foto minha no computador(...).

Vi aquela foto e lembrei da legenda dela no orkut(de alguém que não sou eu). Achei estranho alguém escrever aquilo. Não vou repassar o que foi escrito aqui mas apenas cito que foi escrito.

Como nunca chego a conclusões, apenas escreverei...

Percebo agora o quanto é estranho escrever em um blog. As pessoas lêem(mesmo que não muitas) e concordam ou não com o que você escreveu... só isso. Simples por ser modesto, sem relatividade alguma(isso em primeiro pensamento). (enquanto eu escrevia, meus pensamentos fugiram um pouco do assunto para lembrar-me que um dia quero chegar a casa de algum conhecido, olhar tudo dentro da geladeira e dizer que não quero nada só porque não tem polenta... hahaha).

Eu não sei, mas não sei mesmo se escrevendo eu passo algo de importante para quem lê. Tirando alguns textos que foram escritos com essa finalidade, em sua grande maioria meus textos nem engraçados são. Então porque escrevo?

Antes de uma possível conclusão fico sem uma parcial conclusão. Isso pode ser bom, pois assim não respondo a uma pergunta difícil de ser respondida.

Se alguém lê e concorda com as coisas que escrevo sobre malucos e normais, fico feliz. Mesmo que esse alguém não comente(nos comentário, óbvio... hehehe). Se em algum texto eu conseguir passar algo que possa mudar uma idéia de alguém, me sentirei lisonjeado. Sério. Ou vocês acham que antes ou depois de escrever algo eu nunca pensei que tenho uma "responsabilidade social" escrevendo esse blog? Por mais tosco que possa parecer, pois o blog é muito pouco visto, tenho sim uma responsabilidade social no que escrevo. Blos, todos, são também meios de comunicação. Continuem rindo, mas essa é minha opinião.

Passando essa responsabilidade social no blog para a minha vida, creio que seja muito diferente, mas a essência é a mesma. Por mais que eu tenha a liberdade para fazer o que quero, tenho uma responsabilidade com alguém. Digo com muita certeza de que devemos satisfação a pelo menos uma pessoa, em nosso atos, na nossa vida. Pelo menos uma. E se você errar da maneira que não pode errar, a confiança com esse alguém será destruída e adeus, nunca mais será a mesma coisa. Mais uma vez entra algo meio estranho de se ler, mas se não para os nossos pais, para uma namorada ou para um grande amigo(coloquem no masculino ou no feminino as palavras para adaptarem o texto as suas vidas). Não porque essa pessoa é nossa dona ou algo assim(pensar isso é ridículo), também não porque dependemos dela, mas sim porque ela se preocupa conosco. Mais uma vez simples por ser simples(então não é mais uma vez porque antes foi simples por ser modesto).

Até eu me confundi agora. Com tudo o que escrevi.

Boa semana!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Considerações de um maluco

Em primeiro lugar, esse é o 3° post de hoje. Eu já me despedi duas vezes, tá, uma e meia, porque... leiam os posts abaixo e saberão o porquê das reticências(conhecidas como 3 pontinhos).

Em segundo lugar(não por importância, apenas por ordem), fico um pouco triste pela morte do tenor dos tenores, o tal do Pavarotti. Eu não gosto de música clássica, mas ele era grande, tanto no sentido literal quanto no sentido figurado. A voz dele podia deixar alguém surdo(a das patricinhas quando gritam agudamente também). Ele era italiano, torcedor da Juventus, então era gente boa.

Terceira colocação que faço é que não adianta lutar. Acabem o campeonato. O são paulo é favorecido todo o jogo por árbitros incompetentes e imparciais. Vai levar o título porque sempre é ajudado. SEMPRE. Ontem não foi diferente.

Quarta colocação, o Inter mereceu perder. Devia ter perdido no domingo, mas o Clemer, salvou tudo mas ontem entregou a rapadura para um santista. O Grêmio foi muito superior e na volta do boêmio Tuta a função de jogador de futebol, fez 3x1 no vasco. Rumo a Libertadores 2008.

Quinta colocação, talvez a última, mas a mais importante, é que me revolto com os normais, que dessa vez, começaram a criticar os falsos e arrogantes, esquecendo-se de que eles mesmos estão se criticando, pelo fato de serem falsos, arrogantes, enfim, normais. Talvez esses babacas que escrevem em forma de poesia coisas bestas no orkut, não tenham como ou não querem fazer um exame de consciência para analisar que eles são desse jeito. Criticar os falsos, no caso deles, é criticar a si mesmos. E o fato de acharem que não são dessa maneira, quando é óbvio(só não é mais óbvio que o favorecimento a paulistas e cariocas no brasileiro) que eles são, porque demonstram isso a todo momento. É, falta um "espelho" na casa deles. Pobres normais, vocês não merecem nada.

Analisando algumas coisas, percebi que não farei um resumão da Champions League 2007/2008 como fiz na última temporada. Ocupa tempo demais. E muito espaço também. Seria legal, mas é muito jogo.

Outro fato que comento agora, é que descobri a utilidade dos "marcadores" numa postagem. É legal. Não consegui colocar marcadores em todos pela falta de tempo mas, coloquei em alguns. É legal descobrir essas coisas novas. Eu realmente não sabia para que servia. Limpei um pouco o blog, mudei a cor de fundo, enfim, mudei um pouco. Deixem uma opinião, sincera, de preferência. Um comentário também seria legal.

Deixo-lhes o meu desejo de que todos os leitores que gostam desse blog tenham um bom feriado e que votem na enquete ao lado.

Uma coisa que eu tenho que dizer. Cheguei a conclusão, analisando fatos históricos, que o brasil só se tornou independente porque um plaiboizinho português, birrento, queria um país só pra ele, então grito as margens de algum rio que queria um país só pra ele. Então o pai dele deu um país só pra ele comandar. Coisa de plaiboizinho birrento. É, até naquela época tinha disso.

Não, não estudei essa história a fundo, mas analisei-a por cima. E, com visão de maluco é claro, consigo explicar porque há tantos plaiboizinhos como atualmente.

Amanhã de manhã saio de viagem para Trindade do Sul. Vou com a senhorita Jaqueline visitar os amigos de lá. Não pensem besteira, somos apenas amigos.