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quarta-feira, 10 de março de 2010

Apenas história? Que história?


Alguém algum dia disse que a história é escrita pelos vencedores. Ganhadores de guerras, conflitos, pessoas que assumiram o controle, o poder em algum momento da história que, cedo ou tarde, passou a ser importante por um motivo qualquer. Tanto que antigos imperadores, ditadores, enfim, vencedores de guerras, conflitos e afins, mandavam matar as pessoas mais cultas, inteligentes, para evitar que uma outra versão da guerra(muitas vezes injusta e desnecessária) ficasse conhecida pelas gerações futuras, unificando a verdade.

E quando não há guerras ou aparentes importantes momentos, quem escreve a história? O que é a história?

*Sem delongas ou utopias. Sem belas palavras, interessantes conceitos, contundentes opiniões.Cada um escreve a sua história e todos sabemos disso, mas nem todos tem capacidade de escrever a história. Quem escreve, talvez algum dia consiga. Ou já o esteja fazendo.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Na festa mais popular, eu sou antissocial


Época de carnaval, o período mais improdutivo e inútil do ano social brasileiro. Hora de vadiar, de beber, de fumar, de gritar, fazer escândalo, aproveitar oportunidades e gastar os órgãos sexuais de tanto usá-los e depois gabar-se para amigos e amigas, enfim, aproveitar os prazeres, todos fúteis. São dias de diversão, de fazer o que na maior parte do resto do ano não se pode fazer. Pelo menos não em lugares onde a maioria está fazendo o mesmo.

E o carnaval acaba sendo uma grande orgia, hetero ou homossexual. Tem gosto para tudo, opções para tudo. Prazeres de todos os tipos, para diferentes ausências de personalidade própria. O popular é o que importa. O todos é fundamental aqui. Todos vão fazer isso? Então eu vou, e quem está comigo também. Não há mais como colocar a palavra 'valores' e citar esses valores em um texto que fala de toda essa podridão que as pessoas chamam de carnaval.

Não tem mais graça criticar. Eu já expus a merda que essa festa popular é. E toda a falta de qualquer coisa boa que nela existe. Alguns dirão alegria mas, alegria momentânea, em sua maioria por futilidades patéticas, vale mesmo?

Sabe, quem quiser fazer parte dessa grande orgia, que faça. Para o inferno. Só sei que dentre as minhas convicções está participar do carnaval apenas quando ele não for mais essa merda toda, essa grande orgia na qual milhões participam em milhões de lugares.

Acho que nunca mais participarei. Sim, há dois anos participei, não me arrependo, mas percebo que isso não fez diferença alguma na minha vida. Maus exemplos eu posso ter, ver e até fazer parte em qualquer lugar, em qualquer dia. Não preciso participar do carnaval para tê-los.

Lembrando que existem pessoas que seguem caminhos certos, que dão bons exemplos, que tem personalidades e caráter próprios, enfim, que fazem isso pela sincera diversão, felicidade, e não pela futilidade, promiscuidade, enfim, os motivos da maioria. Exceções existem sim, e por isso são citadas aqui.

Cada vez mais distante do popular, do que a grande maioria gosta. Na lista das exceções. Um pouco mais antissocial.

Ainda mais agora, que os dias estão passando sem raios de sol, sem nuvens brancas, sem vontade e sem perspectiva de melhora, de sentimento pleno.

Triste, mas jamais desesperado ao ponto de mudar as minhas escolhas, os meus conceitos.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

São típicas palavras de mau humor


Quem já voou sabe como é. Em avião, helicóptero ou sei lá o que mais. Quem já voou sabe como são as nuvens. Você passa por elas e nada delas fica em você. São como poeira levantada, com a diferença que duram muito mais tempo no céu do que a poeira dura voando próxima à terra. Por que então as nuvens são tidas como objetos de utopias subjetivas? Se elas são tanto quanto nada, só que longe do nosso humano alcance, não deveriam ser tão exaltadas, como se fossem importantes além da questão física da chuva.

Sonhos, objetivos e ideias, no sentido figurado, nas nuvens. No alto céu. Onde ninguém faz a menor ideia de como chegar, onde está ou mesmo por que fazer isso. Viajar sem destino para cima, para que? Morrer sem oxigênio? Subjetivamente, que morrêssemos todos no céu, longe de toda a podridão da terra. Mas faz alguma diferença? A morte é uma só, seja ela subjetiva ou simplesmente real.

Que diferença faz ir até as nuvens então?

Morramos todos aqui, pertinho da terra. Pelo menos ao cairmos no chão, não espalharemos pedaços de nós para todos os lados. Se é que sobram pedaços após quedas gigantescas em terra firme. O céu é só uma promessa, que só é cumprida após a morte.

Entretanto, isso sim depende de você.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Só para constar, de passagem

(não levem em conta esse texto. Não o leiam. Sério. Eu não o escrevi para que alguém lesse. Escrevi para tentar cuspir para fora alguma coisa que hoje me impediu de pensar, de sonhar, de tentar, de fazer. Leiam os textos abaixo. Tenho escrito cada vez menos, mas tenho gostado cada vez mais do que escrevo. Sério, não leiam esse texto, pulem para o próximo, ou achem no histórico ou nos marcadores algo que lhes interesse. Nesse ano escrevi pouco, mas insisto, menor quantidade com maior realização. Realização? Sério, não leiam. Esse texto está aqui apenas, também, para que o blog passe pelo mesmo que eu passo.)

Acho que devo desculpas a quem lê o blog. Acho que devo desculpas a quem comenta no blog.

Tempo até eu tenho, pouco mas tenho. Estudo bastante, muito mais do que havia estudado em toda a minha vida. E mesmo somando todas as horas de estudos antes da faculdade, do fundamental e do ensino médio, não conseguirei chegar perto do que tenho estudado aqui.

O que tem faltado é cabeça. Para escrever, para comentar, para responder. Um ou outro desabafo consigo fazer no twitter, mas falta muita coisa. Faltam textos, palavras, atitudes. Na cabeça. Nesse espaço onde eu acredito estar alojado um cérebro. Talvez não haja nada lá, mas um dia houve. Se não espirrei tudo aquilo, então ainda possuo uma massa cerebral. Isso é complicado.

Faltam motivos. Ou não. Ou faltam olhos, ouvidos, tato, coração. Não sei. Talvez não falte nada. Talvez falte tudo. Generalizar não vai me ajudar. Reclamar não vai me ajudar.

Engraçado, nunca precisei desses ou daqueles motivos, para qualquer que fosse o verbo subsequente, mas agora sinto que chegou a hora de tê-los para continuar. Continuar algo, alguma coisa. Não sei. Eu já não sei. Não sei se preciso fazer algo, se preciso pensar, se preciso rezar, se preciso estudar. Não sei do que eu preciso.

Não sei como ainda levanto da cama(e hoje demorei mais de meia hora para levantar). É sério, desmotivação total. Um vazio. Um sentimento de nada incomparável.

Falta motivação, falta vontade, falta muita coisa. Muita coisa que eu não faço a menor ideia do que pode ser, do que é. Desiludido, perdido, deprimido. Não sei. Falta de sonho, de vontade, de sentimento, de coragem. Acho que não. Mas não sei. Incapaz. Vem à tona a maldita síndrome passada. Sensação de segundo lugar estúpida, pois não há qualquer tipo de competição ou algo que eu possa perder nesse momento na minha vida.

Um vazio que toma conta de alguém que nunca foi nada além de um maluco. Estranho, diferente. Cheio de teorias, de frases, de ideias, de ideais, de sonhos. E agora nada disso é motivo. Nada disso faz sentido. Nem isso nem a fé. Muitos hoje, se estivessem como estou, diriam 'Deus não existe" e isso e aquilo. Que gente mais estúpida. E mais deprimente que eu. Conseguem ser piores, ser pessoas piores.


Eu realmente não sei onde estou. Não sei onde fui parar. Mas não é culpa de Deus. Talvez amanhã um raio de sol bata no meu olho e me mostre onde estou, para onde preciso ir ou mesmo, o que já me seria suficiente, para onde quero ir.

Desculpa pessoal. Até poderia dizer que já não sei mais quem sou, mas não. Sei bem quem sou. Eu só não sei por quê. Como. Quando. Onde.

Pouca coisa faz sentido.

Aliás, alguma coisa fez sentido hoje, eu lírico idiota?

(escrito em 18/11/2009, mas postado dois dias antes, por questões óbvias)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

E de novo o tempo tá no meio...

Me sinto bem por não ter sido o único a sofrer uma mudança gradual e positiva. Não sei, gosto das exceções, mas não gosto de ser único em alguma delas. Sou único, o que não quer dizer muita coisa, mas no ser não há exceções, exceto todos os estúpidos iguais que assolam nosso planeta e fazem com que pessoas como eu, talvez você, o Miguel e outros tantos loucos, insanos, diferentes e, claro, únicos, tenhamos menos facilidade para... viver.

Me sinto bem por mudanças simples, progressivas, verdadeiras ou quase evoluções, crescimentos, amadurecimentos, sei lá, coisas nesse gênero, desse tipo e dessa raça, acontecerem com pessoas que merecem. Não que eu merecesse, mas hoje eu vejo que, com simplicidade e humildade, eu mereci uma chance. Como a maioria ganha, mas poucos acabam merecendo e são menos os que acabam aproveitando.

Quem merece e aproveita completa um ciclo, da sua, da minha, das nossas vidas. Um roteiro talvez já programado onde a única coisa que muda é o que fazemos nos dias, em momentos exatos antes, durante e depois da mudança, da evolução e do crescimento, já ditos progressivos.

É como se eu colocasse um ponto numa reta. E logo adiante um outro ponto. Px, Py, raio que o parta. Enfim, coisas do gênero. Essa reta, faz de conta, é a nossa vida. E nesses pontos alguma coisa acontece e faz com que vários dos pontos já passados tornem-se besteira, porque você quer mesmo é pensar, e fazer, novos pontos.

Essa é a moral.

Esquecer o que não importa do passado, lembrar que importa e construir um presente, para que quando ele for passado, as coisas façam mais sentido do que fazem hoje.

Meu tempo está acabando, por hoje, era isso.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Síndrome de perdedor sem errar

As pessoas erram. A vida é feita de erros. Os erros são feitos, ou de preguiça, ou de estupidez, ou de burrice ou, no melhor dos casos, de vontade. Erros que não eram para ser erros deixam de sê-los se pensarmos que a vida em si é um grande erro. Que acordar de manhã e não viver o dia como se fosse o melhor e último da vida é um grande erro. Que pisar em cima, figurativamente, de uma pessoa que está caída é um erro. E que provocar, intensionalmente esse tombo, essa queda ou mesmo esse deslise, é um erro terrível.

Erros involuntários no acaso e voluntários na intenção contrária, não são erros porque, se o fossem mesmo, ninguém faria porcaria nenhuma. Nenhum idiota se declararia apaixonado com medo de estragar uma amizade que, muitas vezes, acaba se estragando por si só. Nenhum trabalhador sairía de seu emprego para ser demitido no novo emprego depois de uns 3 meses se erros que não era para ser erros fossem erros mesmo. Ninguém ousaria. Ninguém tentaria. Ninguém buscaria algo diferente com medo de errar, pois se esses erros deixassem de não ser erros e se tornassem erros mesmo, a vida seria um terror.

Maior do que já é.

Erros que não são erros são uma das poucas coisas louváveis que o homem instigou nos seus descendentes desde os tempos primórdios e primários. O importante é tentar, é não desistir, é lutar até o fim. Felizmente ainda existe gente que pensa assim.

E gente que mesmo não pensando assim, age parecendo pensar assim.

Um dia eu escrevi que um erro não faz um perdedor. Muitos comentaram dizendo que "um não, mas dois, sim", ou seja, que mais de um erro faz um perdedor. E muito poderia dizer eu sobre essa síndrome de perdedor que assola a cabeça dos ser humano, de um modo geral, pois assim me sinto há alguns meses. No fundo, errar não me faz um perdedor.

Então?

Descobri que sou um perdedor quando acho que sou um. E isso não é síndrome, é racionalidade pura e complexa. Eu posso ser o que os outros acham de mim, mas dificilmente eu saberei, com a mesma sinceridade que tenho, o que os outros acham de mim. Por isso eu não posso ser quem eu acho que sou. Isso derruba teorias de psicólogos, psiquiatras e outra centena de gente estúpida que, quando com um microfone ou uma câmera ou mesmo uma caneta para escrever um texto para uma revista, acha que é Deus e que sabe tudo, inventando e dizendo as maiores bobagens que meus olhos já leram ou meus ouvidos já ouviram. Maiores do que as minhas.

Eu sou o que eu acho que eu sou, com alguns asteriscos no fim do texto. Ninguém vive tudo. Ninguém conhece tudo. Ninguém entende tudo. Se alguém conseguir tudo, do viver, do conhecer ou do entender, que morra, porque a vida não tem graça sem uma perspectiva de aprendizado, entendimento ou vida. São poucas as repetições boas.

Então, se eu penso que sou um perdedor eu sou um perdedor de fato.

Simples assim.

Mesmo que meus erros tenham sido erros que não deviam sê-los. Mesmo que meus erros não tenham sido erros.

É isso.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Não que seja um grande texto, mas é um texto grande

Em um dos raros momentos em que consegui raciocinar com alguma clareza, cheguei a uma conclusão. Bem, não é uma conclusão, mas enfim, o fato é que algo foi pensado, e isso já é sim, uma grande coisa.

Geralmente a aparência de uma pessoa tem um grande peso na hora da decisão. Das decisões. Quais são essas fica a critério de vocês decidirem. O fato é que, infelizmente, a aparência é tem um grande poder de influência. Repito, geralmente, o que exclui as exceções.

Só que essas pessoas que deixam suas decisões serem influenciadas por aparências, esquecem-se que ninguém escolhe nascer com orelha grande ou cabelo liso. Ninguém escolhe os melhores genes disponíveis no mercado. Ninguém escolhe ter espinhas ou não. As coisas acontecem porque... a natureza é assim. As coisas acontecem porque, por algum motivo, tem que acontecer.

E levando em conta, primeiramente, as aparências físicas(agora que eu resolvi colocar esse termo no texto), algumas pessoas se esquecem que o fator que deve, e isso é opinião, influenciar em uma decisão, é o caráter da pessoa. A personalidade da mesma. Isso sim pode ser escolhido, moldado, criado ou adaptado. Pode também ser copiado, mas se for assim, merece ser ridicularizado.

O tal do livre-arbítrio, aquela coisa da livre escolha, direito de ir e vir pelo lugar que quiser, dá às pessoas esse direito. E só por ter a opção de formar o seu próprio caráter, a sua própria personalidade, a pessoa que o faz assim, por contra própria, mostra que aquelas aparências lá não são nem um pouco importantes.

Quem não conseguiu construir o seu mundo, acha muito mais fácil copiar o estilo do mundo do outro, as cores do mundo daquela fulana lá e julga-se no direito de achar que o seu mundo é uma grande coisa. Um mundo de remendos, por mais que pareça ser bem interessante, não é um mundo real. É uma imaginação. Um desejo irreal. Como se o planeta onde vivemos não tivesse água, terra, vento, nada. É como se ele fosse só uma bola, imaginária, com colagens que o fazem aparentar ser alguma coisa.

Um mundo de faz de conta.

Eu escrevi com tanta calma esse texto que acabei esquecendo de uma frase que eu iria colocar aqui, mas enfim. O fato é que eu acabei analisando bem e chegando, mais uma vez, à conclusão que o livre-arbítrio é sim a coisa mais interessante que existe no nosso planeta.

Não era para ser mais um daqueles textos do tipo "o que importa é o que temos dentro de nós", e não acabou sendo mesmo isso. Ainda bem. Mas é que, é interessante pensar que algumas pessoas acabam achando que foram espertas ao "escolher" nascerem com o mais belo rosto já visto ao invés de escolherem, mesmo, o que torna esse rosto realmente bonito.

Sem lição de moral, apenas mais um daqueles textos que merecem o marcador "só pra constar"

sábado, 11 de outubro de 2008

Os tempos mudam, até as crianças mudam

Amanhã é dia 12/10. Não, não é o meu aniversário. Não é um dia em que todos se reúnem pra jogar conversa fora e relembrar velhos tempos(exceto nas festas de bairros e/ou cidades). Não, não é um dia inesquecível. Mas pode ser.

Dê a um guri de 5 anos um carrinho, de plástico, de madeira, de qualquer material, pode ser até aqueles pequenos feitos de metal, para ver a reação dele. Aquele baita sorrisão. Aquela felicidade irradiada, que contagia até os mais céticos. E ele nem agradece e já sai brincar. Também, nem precisa agradecer, pois é visto que o presente valeu.

Dê a uma guria uma boneca. Ela nem vai agradecer, vai sair correndo, contando para as suas vizinhas(que nesse caso devem ter a mesma idade dela), mostrando para todos os que ela conhece a sua nova boneca. E o sorrisão também.

Acabou, por influência, dizendo aquela maldita e tosca frase "no meu tempo...", mas sei que não sou velho para dizer isso. Voltando 10 anos no tempo vejo que muita, mas muita coisa mudou. Acho que ainda existem guris que pulam de felicidade quando ganham um carrinho, uma bola, um pião(!!! - sou do tempo do pião), sei lá, coisas assim, brinquedos simples.

Lembro do dia em que ganhei uma meia de presente de "amigo secreto". Que raiva. Meus colegas ganharam carrinhos, bolas de gude e eu com uma meia. Que nem me servia. Que raiva(2). Também lembro quando tinha bingo na sala de aula. Eu era um dos últimos a ganhar, aí só sobrava fita k7 de sertanejo ou escova de dente. Que raiva(3,4,5,6).

Mas lembrando, vejo o quanto era engraçado isso. Aquelas meias eu rasguei pra fazer uma espécie de faixa no pé machucado, anos depois de ter ganho. A escova de dentes eu até usei, mas ela era muito velha, as cerdas começaram a cair do nada.

Coisa de criança. Correr na rua até no escuro. Dar um chute naquele cara mais velho que achou que poderia te fazer de saco de pancada e depois correr pra junto do pai. Puxar o cabelo das gurias só pra ter um motivo pra correr, pra brincar. Fazer montes de areia, terra, o que tiver, pra brincar de carrinho. Pegar os bonecos e começar a lutar. Tudo isso é coisa de criança.

Não cabe a mim falar sobre coisas de gurias. Porque criança guri não gosta muito de criança guria e vice-versa(isso é igual em todos os tempos, e muda depois que crescem, na grande maioria dos casos). Porque criança corre sem ter destino. Sem preocupações. Sem se importar se não pode, se os adultos não querem.

Estragaram a liberdade das crianças de hoje com televisão, computador, celular(crianças de 8,9 anos já têm celular, muitas vezes), enfim, todos esses aparatos tecnológicos que podem até facilitar, mas tiram a espontaneidade e a infância de uma criança.

Ah, amanhã é dia também da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Mas criança não quer saber disso. Quer saber do presente.

E mesmo sabendo que não vou ganhar, quero o meu...


hahahahhahahahaha

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

17 anos

Nesse dia, no ano passado, eu escrevi um texto sobre aniversário. Porque afinal, o dia do aniversário é apenas o dia do aniversário, que consta na certidão de nascimento e que serve apenas para informar quando nos tornamos um ano mais velho.

Eu até tinha a intenção de copiar aquele texto e postar de novo esse ano, mas como lembrei que ele fala muito em "não vai mudar nada só porque o meu aniversário é hoje", decidi não escrever.

Como hoje não tenho muita coisa a dizer, apenas consto que, de alguma maneira, uma uva quer estragar todo o futuro vinho, apenas por birra, infundada, com uma outra uva. E uma uva que não tem nada a ver, acabou percebendo o quanto essa uva é ignorante. Outro termo deveria ser empregado, mas como esse é um blog em que há um certo respeito com quem lê, esse termo não será escrito.

De fato, hoje completo 17 anos mas não começo uma nova caminhada, um novo rumo, uma nova alguma outra coisa apenas por fazer 17 anos. Nada mudou. Nada foi ganho, nem perdido. Nada de novo foi acrescentado. Nada foi pedido. Não há decepção como no ano passado. Porque chegou um ponto em que entendi muita coisa que não queria entender.

Do que não tenho, o que queria ter, pelo menos hoje, não tive.

Até que faz falta, mas, sei bem que isso não é possível. Nem hoje. Nem amanhã. E provavelmente nem nunca.

Mas que nada. Há um lado positivo nisso.

Só preciso encontrá-lo...


Hehehehe

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Voltando à rotina

Depois de algumas semanas atípicas e únicas, com atividades, projetos e sonhos, um final de semana produtivo, inimaginável e mais atípico ainda. Um final de semana único. E um sonho a mais riscado da minha lista. Mais um realizado. Mais momentos a serem lembrados com um sorriso no rosto. Mais uma vez um sentimento de que valeu à pena todo o esforço e cansaço que possa ter surgido. Mais uma vez, uma batalha foi vencida, mesmo que certo vento contra, desprovido de cabelo, tenha tentado nos barrar.

O fato é que ontem estava tão cansado que nem tinha espaço suficiente na minha mente para poder achar mais um ente e fazer uma rima besta que nem essa. Passei o dia inteiro piscando profundamente as pálpebras que protegem os meus olhos e pouco consigo me lembrar das coisas que vi nas aulas que tive ontem. Não lembro nem o que almocei, tamanho o cansaço mental e físico de ontem.

Quando chego a esse ponto, é porque a coisa está complicada mesmo. Estava, no caso. Um nível de cansaço desses só revela que algo realmente grande estava sendo produzido.

As aulas voltaram. O curso voltou. A semana voltou. A rotina voltou. Uma pena. Porque embora o corpo precisasse de um descanso, faria tudo novamente.

Tão tá...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Só de passagem(4) e sem rumo

Faz tempo que não escrevo. Nem me lembro do meu último texto. E não é por desleixo ou por não querer escrever. Não digo que não seja por não saber o que escrever, porque um mínimo é isso. Mas não tenho tido tempo de sobra. Aula, reunião, aula, recortes, aula, reunião, missa, e por aí vai. E não tem me sobrado tempo, tanto que, nas duas últimas noites, fui dormir depois da meia noite.

E o pior é continuar sem conseguir pegar no sono facilmente. Eu penso, e tento dormir, fecho os olhos, e mesmo cansado não consigo dormir. Não tomarei remédio pra isso, mas é estranho. E sei lá, não tenho comido muito ou bebido cafeína para perder o sono. Aliás, não bebo algo que contenha cafeína, em quantidade que possa tirar o sono, há algum tempo.

Mas essa falta de tempo, não me é nova. De períodos em períodos acabo ficando sem tempo para escrever, mas dessa vez tem sido grave. Almocei rápido para poder deixar algo novo aqui. Algo que nem é novo, mas enfim, é diferente do último texto.

Mas acho boa essa falta de tempo, principalmente quando algo útil está sendo produzido. As coisas até são um pouco demoradas, mas nada que tire a paciência. E tem sido interessante o trabalho feito nos últimos dias. Sei que sentirei falta das risadas durante o trabalho, das piadas, ironias e afins, que surgem durante as reuniões e recortes e coles... hehehe

Fica a minha mensagem de que se alguém quiser ler algo mesmo, diferente, que leia os melhores textos do blog, cuja lista está ao lado. São os melhores pra mim, claro.

E é isso. Por hoje.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Sobre o blog

Há algum tempo deixei de apenas colocar blogs por motivo de parceria. A lista ao lado, remodelada graças ao nosso amigo blogger.com, contém alguns blogs, dentre os quais os meus outros 3, sendo que leio-os quando posso, ou melhor, quando quero ler alguma coisa. Li vários blogs interessantes hoje mas infelizmente esqueci de copiar o link. Enfim, um dia desses eu acho denovo. E coloco na lista.

Acho que é bom evoluir. O blog evoluiu agora. Espero que o dono do blog também possa evoluir. Se tornar mais prático. Ainda.

Mas é isso.

Férias interrompidas hoje pelo curso de inglês.

E é só.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Eu não vejo... então porque tenho medo?

Depois que eu disse a frase "Não adianta, criatividade é a arte de achar branco no preto"(que por sinal está no cabeçalho do Tosco por ser Tosco, o meu conceito de criatividade precisou ser revisto. Tem dias que nada sai, nem um palavrão é a mesma coisa. Mas tem dias que um, dois, três textos não são suficiente. Um aqui, outro no Tosco e um terceiro no Futebolista. E não basta ainda, algumas vezes.

Mas dias passam e nada vêm à mente. Talvez o texto que tenho na cabeça para escrever no Tosco seja melhor que esse, mas enfim, continuo. Borboletas no estômago, frio na barriga, apreensão, medo, ansiedade, aflição, medo, medo, medo... . E essa apreensão por algo que não é concreto, algo que, se é que vai acontecer, acontecerá no futuro, não deve possuir uma explicação muito lógica.

Como é possível, indago aqui, sentir medo de algo que não seja real? Algo que não possa te matar, te chatear ou te entristecer? Como é possível esse medo do que não é certo? Sei lá. A ansiedade até é psicológico, existem os medos por algo que pode se repetir, existem as fobias, mas medo de fazer algo porque outra coisa pode acontecer, é ridículo.

Claro que eu devo ter medo de enfiar a minha mão em uma panela quente, mas eu sei o que vai acontecer, por isso esse medo não conta. O que falo é o medo do que não existe. Do "e se..." do "talvez...". Esse medo é infundado. É medo. Quem tem medo do que não existe é mais cego do que aquele que não vê.

Medo de que um não seja ouvido, de ser vaiado, de perder alguma coisa, é tudo infundado. Por mim, claro. Porque duvido que alguém vá concordar com uma opinião minha. Mas não gosto do medo do que não existe. Do medo de algo que talvez aconteça. Porque esse medo traz consigo o arrependimento. E esse sim deve ser o nosso medo. O medo de se arrepender.

Por isso é mais fácil viver como louco, xingar alguém merecidamente na própria cara e não fugir da peleia depois(como aqueles que comentam anônimamente), dar um conselho arrasador, correr sem camisa com uma temperatura de 0°C sem medo de pegar gripe. É mais fácil viver como louco. Porém é menos recompensativo.

Mas, quem se importa com um "parabéns" hipócrita? Quem se importa com qualquer recompensa material ou física que possa vir?

Bom. Tem gente que se importa. Pobres coitados. O arrependimento vem depois, mesmo que com ele venha algum obrigado ou parabéns.

Tão tá.

domingo, 18 de maio de 2008

Gincana da Integração

Agora eu deveria xingar o mundo. Mas não. Porque não vale à pena.

Apesar da torcida contra, valeu à pena sim.

Com poucos, e talvez(hehehe) nem tão bons assim.

Valeu à pena.

Só.

Ah, a Integração terá por pelo menos alguns dias, uma nota de 100 reais no seu caixa. Até que nós entreguemos o dinheiro pro tio Ede. Para quem teve prejuízo, justificado, ter uma nota de 100 reais, ou um peixinho, como diria o Ricardo, é uma grande vitória. Mesmo que seja uma derrota.

No final, todos ganharam. Até o irritado do Vini Manfio.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Explicando

Até é atrasado esse comentário aqui, mas enfim, no texto em que falo de fanatismo, em momento algum disse que apenas muçulmanos eram fanáticos e que todos eles eram fanáticos. Não escrevi essa generalização que consideraram. Mas é muito mais fácil lembrar de casos como aqueles em que homens explodem seus corpos em pró do além, ou algo do tipo. É só ler que fica fácil entender o que eu escrevi. Também não elevei à perfeição a religião católica, a qual sigo, e sei que existem fanáticos nela também. A religião, em uma frase, talvez mal colocada(mas já corrigida para evitar novos desentendimentos) ganhou uma abordagem que não deveria ter ganho, até porque, a intenção era falar de fanáticos por algum time. Escrevi muito pouco, o que foi bom, mas fui mal interpretado. Enfim, desculpo-me com aqueles que entenderam errado e se sentiram ofendidos.

domingo, 23 de março de 2008

No domingo mais importante do ano, apenas um comentário sobre uma frase

Sorte de hoje: Seu destino mudou completamente hoje

O orkut não me surpreende mais. Mas essa é uma boa frase, mesmo que insensata e desnecessária. O meu destino não mudou hoje. Não estou sendo cético. Apenas digo que ele não mudou HOJE. Meu destino mudou no dia em que nasci. No dia seguinte em que nasci. Mudou ontem. Mudou hoje. Mudará amanhã.

A vida é fragmentada. Qualquer coisa que eu faça muda o meu destino. Se é que essa palavra existe mesmo. Não acredito muito nessa coisa de destino, mas isso não me impede que 
eu pense que ele, se existir, muda a cada escolha. Em um dia ele vai e volta. Vai e volta. Vai e volta.
Ele nem vai, nem volta. É tão complexo mas não é difícil de entender. A cada atitude, a cada pensamento, meu destino, insisto, se ele existir, muda.

Não é hoje. Aliás, não é só hoje. Nem há uma situação em especial para o meu destino mudar. Por isso é bobagem ficar pensando em destino. Entra nisso aquela coisa do "alma gêmea", "tampa da panela", enfim, todas essas coisas que o povo diz e crê existir. Mas isso fica para outro post.

Essa frase do orkut deveria ser escrita todos os dias, para todos. Mas como não teria graça, eles mudam, mas nunca colocam novas frases. Se bem que ler aquela que diz que "Você receberá uma herança em breve" é muito engraçado.

Tá. Não é engraçado. Mas enfim.

O meu destino, ..., mudou agora, enquanto eu escrevia esse texto. Ou não.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Só de passagem(2)

Tenho tido pouco tempo para o blog. 1 ou 2 horas, no grande máximo, em virtude de tudo o que me acontece. Ou que eu tento fazer o possível para que aconteça. O fato é que me sinto muito bem por não ter tempo livre. É menos tempo possível para se pensar em coisas que não valham a pena.

Sempre quis ter tempo livre para poder pensar. Gosto desse tempo livre, mas estou muito bem adaptado à uma nova rotina, mais ocupada. Não só em virtude do CLJ, mas também porque tenho me dedicado aos estudos, não tão fervorosamente como deveria, mas enfim, tudo tem um começo. E como é bom começar algo, mesmo que não seja a coisa mais favorável no momento...

Minha mãe sempre disse que mente parada pensa besteira. Eu sempre concordei, completando com o já famoso "ou não" ou com um "depende", muito bem colocados na explicação subseqüente. Infelizmente só fui realmente perceber o verdadeiro sentido dessa frase há poucos dias, quando começou a minha semi-quasenada- maratona de ocupações.

Mas nada disso é muito. Lembro-me de um papa que disse que só dava encargos para aqueles padres que já tinham ocupações. Porque quem não tem ocupação, reclamaria demais e acharia muita dificuldade para se adaptar, mas quem já tinha várias ocupações, saberia como encontrar tempo para tudo.

O que é bom. Só que não agüento mais tentar ler "os sertões". É uma coisa que realmente não entra na minha cabeça. E é descrição até do mijo de uma formiga. Chega ao patético ler aquilo. Acho que se eu não conseguir mais ler 10 páginas seguidas, desisto, vou estudar a guerra de canudos e pronto.

Não me passa pela cabeça mais nada que eu possa escrever. Então termino por aqui.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Do nada ao... nada(2) - quem sabe mais uma saga

E como as coisas mudam. Quando parece que alguma melhoria acontece, vem alguém e apaga essa melhoria, tornando as coisas piores do que estavam. Enfim, não há ninguém que saiba sobre o que escrevo, porque esse post não tem relação com o post abaixo.

Mas não agüento mais essas coisas que se tornam boas e depois ruins. Chega. Se pudesse, evitaria que um começo se tornasse uma coisa, para que essa coisa fosse boa e depois ruim. Enfim, se eu pudesse, evitaria esse bem-me-quer, mal-me-quer que se tornam essas coisas.

Hoje, caindo de sono na aula de biologia, não entendi nada. Na aula de português, menos ainda. Mas de tarde consegui acompanhar e aprender algo. Não vem ao caso o que aprendi, mas enfim, o importante não é o que, não é a quantidade, aliás, não é nem a qualidade. O importante é aprender(frase de pára-choque de caminhão - hehehe).

Mas o que me leva a escrever hoje? Não sei. Acho que nada. Porque não há muito o que eu possa escrever. Aliás, não tenho mais a intenção de escrever algo legal. Apenas quero escrever. Aquele momento de "silêncio interior" em que não pensei em nada, me fez pensar muito mais em momentos "livres". Não que todos devam fazer isso, mas enfim, pra quem quer tentar algo novo, talvez sirva.

De resto ou de bom, ou até de ruim, deixo o sincero desejo de boa semana à todos... aqueles que merecem.

Ah, meus pais chegaram. Obrigado Deus!

Tão tá!

domingo, 27 de janeiro de 2008

Domingo, 27/01/08

Mais uma vez não coloco título mas começo a escrever. Voltando da missa, conversando com o Lagoa Azul, pude perceber o quanto eu estava distraído. Não sei exatamente no que eu pensava, eram tantas coisas e no meio de toda essa bagunça mental, tentei entender algumas coisas.

Acho que todos já conheceram uma pessoa sem conhecê-la. Sim, conseguir conhecer a pessoa mesmo sem nunca tê-la visto na frente. Isso é novo pra mim, mas ao mesmo tempo velho. Quem me conhece pode não perceber mas a minha cabeça é muito difícil de entender(inentendível? desentendível?). Eu não a entendo. Nem tento mais. Mas é novo porque é novo mesmo e velho porque já passei por algo parecido.

E talvez eu conheça essa pessoa muito mais do que imagino. Acabo me surpreendendo com ela. Me sinto mais criança. E isso pode não ser bom, mas sei lá, ruim não é, até porque, sou uma criança na visão de todos, mas TODOS aqueles que não me conhecem direito e levam em conta apenas o que pareço ser(maldita superficialidade) .

Eu não a conheço. Mas parece que já a conheço. Tudo tão simples mas tão complicado e antes que eu comece com esses contrastes, vou-me embora.

Tão tá!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Esclarecimento

Alguns leitores, no caso, 2, um ele e um ela, não entenderam o meu uso da palavra mosca no sentido figurado no post abaixo. Ou pelo menos aparentemente não entenderam e estão apenas tirando com a minha cara, o que é muito mais provável dado o QI que essas pessoas devem ter.

O fato é que o blog está sim, às moscas de visitantes, e esse às moscas é uma figuração de abandonado. Ou seja, só moscas aqui para comer os farelos. Bom, a explicação ficou pior ainda, mas fico feliz que existam pessoas que façam o papel de mosca nesse blog, já que ele singnifica alguma coisa pra mim, mesmo.

Valeu!