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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Histórias do Bandiolo - Plano imperfeito. Felizmente imperfeito.


A menina escolheu o outro. Mais jovem, mais simpático, mais engraçado e com uma aparência melhor, mais atrativa. A menina o escolheu por isso, ou por nada disso. Sem sentimento, apenas aparência, o que ela negava. Esse não era o problema. Ela achava que ele, o outro, o mais jovem, era príncipe, era rei, era tudo que pudesse representar o máximo no meio dos mínimos. O outro que não o mais jovem era passado, aliás, nunca fora passado.

Ele, o outro, o mais velho, decidiu vingar-se. Não passou pela sua cabeça agressão física ou retaliação verbal ou de qualquer outra espécie. Não mesmo, isso era para os fracos. Sequer reclamou. Mas jurou, para si mesmo e para um mendigo que ouviu seus lamentos que iria vingar-se, que iria dar o troco naquele idiota que tanto fez para conseguir tirar o que era seu. Aquela que era sua. Idiota, só pela aparência. E ela, boba, ingênua, iludida com promessas, que assim como as políticas, jamais serão cumpridas.

Pensou, refletiu, perguntou ao bêbado quando encontrou-o novamente na praça tomando cachaça mas nada o ajudava. Era o mau sentimento, era a maldade na ação, na intenção, só podia ser isso. Castigo por querer vingança. Ainda assim não desistiu. Ônibus, carro e bicicleta, de todos os jeitos andou, buscando inspiração. Até pensou em atropelá-lo, mas não seria o suficiente.

Um dia, voltando para casa aos chutes em pedrinhas, encontrou a sua vingança. Ou melhor, quem o ajudaria a vingar-se. Pior do que essa vingança seria arrumar um jeito de fazer crescer chifres morais em sua cabeça ou tirar sua pose de galã atlético na frente de seus amigos, igualmente filhinhos de papai que não sabem diferenciar um ovo de galinha de um ovo de pata.

Não precisava chegar a tanto. Não seria uma vingança tão grande mas, como dizem por aí, pegar a irmã dele seria uma grande obra. Uma grande vingança. E uma grande sacanagem com a irmã em questão mas ele, cego, não importava-se com isso. Sedento por vingança, alucinado pelo sabor da gozação para com o tal sujeito. Ele não pensava em outra coisa, era o mínimo que poderia fazer.

Conquistá-la não foi difícil. Apesar de um olhar sério, tinha uma mentalidade infantil e um sorriso de criança. Era tão velha quanto ele mas não devia nada às menininhas, como era sua antiga paixão. Ele conquistou-a rapidamente, pois nem por um segundo aliviava sua carga cheia de raiva e más intensões para cima daquele quase doce de leite. Ela nem desconfiava. Ele cada vez mais se envolvia com a vingança.

Conseguiu. Conquistou-a, tomou-a por sua, sendo o estado civil qualquer um que não fosse solteiro. E jogou na cara do infeliz. Sim, um infeliz! Que foi ao chão de raiva quando viu que o ex de sua menininha estava tendo um caso, ou algo mais, com sua irmã! SUA IRMÃ. Desgraçado. Logo percebeu que era intencional, que ele não queria nada com sua irmã e alertou-a sobre isso. Ela, cega de amores por aquele poeta digno da fase romântica da literatura brasileira, não deu ouvidos ao seu irmão pirralho, idiota e que queria atrapalhar sua felicidade. Já ele, o homem vingativo, foi ao chão. Sua vingança foi alcançada e por isso cantava alto aos céus por sua vitória. Porém, passou a sentir irmã de seu, agora antigo, desafeto, que fora enganada

Sentia pena dela, daquela mulher com mentalidade infantil, sorriso encantador, simpatia sem igual, INFERNO! Fora enganado pelo cupido idiota, que lançou uma flecha de cima do seu ombro que acertou o coração dela. Cupido burro, guardasse para alguém mais... não conseguia completar a frase. Vingança que resultou em paixão e quem sabe até algo mais. Não pensava mais em ninguém, nem na sua antiga... paixão?, nem no seu antigo desafeto e agora cunhado, nem em nada. Seria impossível se não estivesse acontecendo.

Pensou em contar. Desistiu. Não poderia mais viver sem ela. Mas era sincero, precisava contar. Nunca seria perdoado, então recuava em sua intenção. Questão de caráter, muito mais do que de verdade ou lealdade. Más intenções que resultaram no sentimento dos sentimentos. Incrível seria se não fosse visto, concluído, sentido. Seria qualquer coisa que não acontece se não tivesse acontecido.

Raios o partissem, mentia para seu amor quando dizia que a amava? Não, não mentia. Agora. Antes mentia, mentira, e muito. O começo, o fim. Algo justifica? O presente justifica o passado? Não era para ser assim, então não havia justificativa. Injustificável, isso era. Entretanto, não poderia ser perdoado pelo arrependimento... arrependimento? Concluíra seu plano original. Seria um canalha completo se não a amasse tanto agora...

Não sabia mais o que fazer. Foi falar com um grande homem. O bêbado. Entre um gole e outro, eles brindaram à vida, às mulheres e ao Esporte Clube Rio Grande. Brindaram às maravilhas de Deus, dentre elas as morenas voluptuosas e as loiras de olhos azuis. Brindaram com goles no bico da garrafa, de plástico, daquela cachaça vagabunda. E o bêbado disse-lhe o que deveria fazer, e ele, o ex-vingativo e agora apaixonado, fez.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Nem seis, nem meia dúzia. Uma paulada e ponto final.


Quando a situação não está boa, o time não consegue ganhar e perde jogos que poderia ganhar, quando os craques do time racham o grupo ao meio por julgarem-se um melhor que o outro, o que a diretoria faz? Demite o técnico, em uma tentativa desesperada de evitar o rebaixamento do time. Dar aquela mexida no grupo, aquela sacudida. Geralmente com um técnico que seja duro, rígido, que trate todos da mesma maneira, que dê sopapos nos arrogantes e xingue para valar quem ousar julgar-se mais importante.

Em uma empresa, quando os lucros diminuem, o que acontece? Reformulação. De membros da diretoria, de funcionários de um setor que não tem trabalhado direito, enfim, a chacoalhada, a mudança também serve nesse caso. Busca por renovação, por recomeço, por melhora. Ao invés de tentar mudar com o que tem-se à disposição, tenta-se mudar trocando peças, pessoas, enfim, alguma coisa mais fácil do que ajeitar e adaptar o que há.

Assim como computador. Quando está dando problemas, vários problemas, poucos pensam em ir a fundo e consertar. Muitas vezes porque não vale à pena, o custo benefício não vale, porque não tenha consertou ou algo do tipo. E é assim. Você compra um novo e deixa o velho, que tanto te incomodava e irritava de lado. Às vezes nem consegue vendê-lo, o que deixa você com mais raiva dele.

O que não dá é ficar de braços cruzados vendo o time ser rebaixado, a empresa à falência e a sua paciência e seu tempo desaparecerem assim como os arquivos do computador. Não dá para esperar que o técnico em computação se ofereça para consertá-lo, para ajeitá-lo ou mesmo para oferecer um novo. Como não dá para achar que trocando de técnico o time irá ganhar todos os jogos ou trocando os funcionários a empresa irá crescer monstruosamente.

Dependendo do caso não vale à pena mudar com o que se tem. Mas achar que só mudar as peças vai mudar a situação toda também é deixar para que o vento guie sozinho o rumo do barco. E você sabe que o vento não te obedece e não vai para onde você quer(pelo menos não sempre).

Muito mais importante do que peças, é mudança de atitude. E para isso, é bom deixar o computador de lado, uma vez que a tecnologia traz infelizes exemplos para a realidade. Troque o técnico mas também dê uma bofetada e corte o salário daqueles craques que só estão atrapalhando. Troque os funcionários mas lhe dê melhores condições de trabalho.

Troque o barco mas compre um com motor, se você não quer mudar as velas de lugar a cada instante.

Vá à luta, mude de atitude para só então pensar em mudar as peças.

Aí, se nada der certo, feche os olhos e reze, até que alguma ideia revolucionária ilumine o teu caminho. 

Brincadeira.

Se preciso, de socos na cara. Dos jogadores, dos funcionarios, do computador. Ou quem sabe dê um soco no meio da sua cara. Coloque vergonha no meio dela, uns cartazes na parede com escritos do tipo 'deixa de ser idiota e vai fazer o que você sabe que precisa fazer'.

E sem choro, sem reclamar da vida, do mundo, de Deus. Sem pensar no que poderia ter sido e não será. 

Se você não vai mais ganhar chocolate, por que não aprender a gostar de amendoim?

quinta-feira, 4 de março de 2010

Retratos de uma sociedade patética (7)


Engraçado como hoje em dia a maioria busca mostrar-se diferente. Mostrar, aparentar, fazer de conta, ser visto como diferente, mesmo sabendo que não passa de uma cópia de tantas outras pessoas, de tantos outros erros, de tantas popularidades e superficialidades pré-existentes. O importante é parecer ser, não ser de fato. Porque aí você pode dizer 'prefiro ser diferente do que ser igual a todo mundo', mesmo não sendo nada, muitas vezes nem alguém.

Não vem ao caso isso, essa do ser diferente. Mas tem relação.

Buscam mostrar-se diferentes, para provarem ser únicos, enfim. Só que cometem um grande erro: generalizam. Porque em tais situações isso, tais pessoas aquilo, pessoas importantes aparecem em momentos importantes, as dificuldades são superadas e devemos aprender. Generalizações que, sendo assim, deixam de ter valor, passam a ser meras frases sem verdade, sem sinceridade, mesmo que com muita aparência.

Generaliza-se para não cometer injustiças, esquecendo de alguém, de alguma coisa. Mas esquecem-se eles que, generalizando, cometem uma injustiça maior. Transformam coisas de pouco ou nenhum valor em valores importantes, em pessoas fundamentais, em lições aprendidas, em problemas resolvidos. Generalizam por ser mais fácil, por ser aparentemente mais bonito aos olhos alheios, já que você deixa como incógnita o número de situações, pessoas, seja lá o que for, mencionadas.

E de palavras falsas surgem as atitudes falsas. Você passa a ajudar alguém com quem não gostaria de manter contato para não precisar fazer mais aquilo, afinal de contas, devemos ajudar as pessoas que precisam de ajuda, ou seja, com qualquer idiota que eu tenha ajudado, terei cumprido essa meta.

Depois disso, a hipocrisia aumenta. Porque não se cumpre mais meta alguma. Apenas fala-se sobre isso, aquilo, aquele. E a hipocrisia volta às palavras maior do que havia delas saído. Pega-se uma parte pelo todo com mais frequência e iguala-se tudo, o bom e o ruim, o útil e o fútil, o prazeroso e o cansativo, o importante e o desnecessário.

Até que algum dia alguém pergunte, com suposta grande cara de pau 'me dá um exemplo específico disso'. E o alguém haverá de rir, quando perceber que não há nada além de frases, não há nada além do falso pano da verdade.

É medo, receio, preguiça ou hipocrisia mesmo a causa dessa generalização toda. Eu não gosto de ser colocado como apenas mais um, tido como apenas mais um, qualquer que seja o lugar, a situação. Porque eu sei que posso fazer a diferença. Do mesmo modo, não igualo ninguém, para bem ou mal. Porque pessoas, e situações, são únicos, quando importantes.

Entretanto, já que insistem em banalizar as utopias em formas de palavras, mentindo para si mesmos, para todos os outros e igualando o bem e o mal, a verdade e a mentira, é preciso dizer que devemos perdoar as ofensas, ajudar os pobres, falar sempre a verdade, tratar todas as pessoas bem, sorrir sem motivo, aproveitar a vida, dizer àqueles que se ama o quão são importantes...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

São típicas palavras de mau humor


Quem já voou sabe como é. Em avião, helicóptero ou sei lá o que mais. Quem já voou sabe como são as nuvens. Você passa por elas e nada delas fica em você. São como poeira levantada, com a diferença que duram muito mais tempo no céu do que a poeira dura voando próxima à terra. Por que então as nuvens são tidas como objetos de utopias subjetivas? Se elas são tanto quanto nada, só que longe do nosso humano alcance, não deveriam ser tão exaltadas, como se fossem importantes além da questão física da chuva.

Sonhos, objetivos e ideias, no sentido figurado, nas nuvens. No alto céu. Onde ninguém faz a menor ideia de como chegar, onde está ou mesmo por que fazer isso. Viajar sem destino para cima, para que? Morrer sem oxigênio? Subjetivamente, que morrêssemos todos no céu, longe de toda a podridão da terra. Mas faz alguma diferença? A morte é uma só, seja ela subjetiva ou simplesmente real.

Que diferença faz ir até as nuvens então?

Morramos todos aqui, pertinho da terra. Pelo menos ao cairmos no chão, não espalharemos pedaços de nós para todos os lados. Se é que sobram pedaços após quedas gigantescas em terra firme. O céu é só uma promessa, que só é cumprida após a morte.

Entretanto, isso sim depende de você.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Histórias do Billi J. – Joguei o jogo de jogar


Embarcou no ônibus rumo à Porto Alegre. Apresentaria uma proposta aos donos da empresa onde trabalhava. Coisa boa, bem trabalhada, fundamentada e qualificada. Afinal, Billi J. era inteligente, dedicado e voluntarioso, ou seja, qualquer boa idéia que surgia era logo transformada em algo a ser feito.

Sentou no ônibus e de cara deparou-se com uma daquelas escandalosas, porém normais, situações de quem viaja de ônibus: uma mulher histérica porque alguém sentara na ‘sua cadeira’. Como em todos os casos, a falta de bom senso das pessoas que dizem que a marcação deveria ser cumprida, largando uma indireta irritante a quem, talvez por descuido(ou porque alguém sentou na cadeira que seria ‘a sua’), estava sentado no ‘seu’ lugar. No fim, as pessoas que estão sentadas no lugar ‘errado’ levantam-se, geralmente perplexos pela falta de bom senso.

E dessa vez não foi diferente.

O Billi J. agradeceu aos céus pela cadeira, ou poltrona que seja, com o número que estava na sua passagem estar livre. Sentou-se e logo depois sentou ao seu lado uma loira. E que loira. O Billi J. reparou bem nela enquanto a mesma colocava sua mala no... (como chama aquilo?) lugar para as malas que fica acima da cabeça de quem senta na poltrona da janela. Mas nada demais, ela era bonita mas não era incomparável à sua exuberante Renata.

Pois então. Saiu o ônibus e o Billi J., seguindo o conselho do seu antigo psiquiatra, resolveu conversar com aquela loira, apenas para conversar. Perguntou de onde ela era, o que fazia na cidade já que nunca havia visto-a por lá, enfim, coisas simples que não são intromissões nem desrespeito. E não é que ele foi mal entendido pela loira. Ela respondeu algo como:

-Estava passando o final de semana com o MEU MARIDO. Porque o MEU MARIDO tem parentes aqui e achei bom visitar eles. O MEU MARIDO é bombeiro e voltou para Porto Alegre ontem, e eu estou voltando hoje para lá, onde moramos e somos felizes.

Os substantivos escritas todas em maiúsculo não são mera coincidência. Idem para os pronomes possessivos. Ela explicitou que tinha um marido três vezes em três frases. Era como se o Billi J. tivesse dito algo como ‘quando chegarmos você quer sair comigo?’ ou ‘gatinha, rola?’(em uma linguagem bem chula que plaiboizinhos usam). Mas ele sequer havia pensado naquela possibilidade.

Então voltou-se para a janela e ficou pensando. Logo veio a idéia de que se ele fosse um daqueles personagens de filme hollywoodiano, aqueles caras que recebem uma resposta dessa e, com a intenção entendida pela mulher, falam algo do tipo:

- Pelo visto você é casada, e fiel ao seu marido, mas não se preocupe, não estou interessado nele. Nem em você.

Ou:

-Três pronomes possessivos em três frases, muito bem, você é paranóica e tem medo que eu te agarre.

Ou ainda:
- Insistindo no 'meu marido', você está insegura e tem medo de não conseguir negar que sentiu-se atraída por mim.

Ou então qualquer outra frase de efeito dita em filme que faria uma análise das palavras ditas por ela, como se o cara fosse inteligente, ou querendo fingir-se um. Ele, com ou sem a intenção pensada por ela, sairia como se fosse o poderoso, o senhor de tudo. Ridículo sim, por isso o Billi J. resolveu responder:


- Que legal, meu sonho de criança era ser bombeiro. Eu até havia começado a preparação mas a MINHA NAMORADA não quis. A MINHA NAMORADA achou perigoso e temia que ficasse ferido. Mas ainda ajudo os bombeiros quando posso, menos em caso de incêndio, já que a MINHA NAMORADA não quer que eu carregue qualquer mulher que seja no colo, mesmo que seja para salvá-la.


E mesmo que não fosse verdade, ainda completou:


- O bom é que vou encontrar a MINHA NAMORADA quando chegar ao meu apartamento em Porto Alegre. Ela vai ficar feliz em ver-me.


Envergonhada, a loira trocou de banco na parada seguinte, alegando que sentar nos bancos da frente estava lhe fazendo mal. Foi até o último banco e ficou lá, calada, como quem diz ‘que grande merda que eu fiz’.


Billi J. sentiu-se satisfeito pelo que dissera. Mesmo que inventara toda a história do sonho de criança, da casa em Porto Alegre, enfim.


E nunca mais a viu. Lá, aqui ou acolá.

domingo, 22 de novembro de 2009

Não é bem assim (8) - voltando a estragar frases feitas

Se não for pra me fazer voar bem alto, não me faça tirar os pés do chão.


Começando essa análise bem simples e simplificadora, vamos levar em conta que essa frase deveria ser apenas dita para pilotos de avião, ou veículos que voem. Mas em todo o caso, levarei em conta o lado patéticamente figurativo dessa frase.

Vejamos, para quem assiste filme, sabe que durante cenas impróprias para menores de 18 anos os caras, ou mesmo as mulheres dizem 'vou te levar pro céu'. Então. No caso não é nesse sentido, mas poderia ser, o que desmoraliza a frase(e, o que não muda nada, o blog).

Hum...

Agora, com um abraço bem apertado pode-se tirar os pés de alguém do chão. Mas a pessoa não vai voar. Então quem diz isso não gosta de abraços bem apertados que as fazem levantar. Que bobagem. Que grande bobagem. Bom, não posso fazer nada. A frase é uma bobagem por completo.

Vamos ver. Voar, felicidade grande, alegria, êxtase(não confundir com aquelas drogas de plaiboizinhos e patricinhas alucinados e, óbvio, estúpidos). É, acho que há uma relação. Bom, se não é para fazer a pessoa feliz, nem chegue perto. Por aí né? Tá bom.

Se não é pra fazer a pessoa viver, de fato, alguma coisa indescritível, nem comece a dar indícios de que pode ou quer isso.

É isso?

Talvez seja, mas não fica claro. Muita gente burra há no mundo. Muita gente burra fala português. Muita gente burra usa orkut e/ou procura essas frasesinhas feitas sem razão alguma. É patético esse tipo de frase que todo mundo usa. Por isso ironizo(na falta de outro verbo) elas. Mesmo que a ironia seja tão ruim quanto a frase.

Mas que não fica nada muito claro na frase, não fica. E que gente burra não entende essa  frase direito(seja lá qual for o direito dela)(talvez seja a última tentativa de explicação que eu escrevi).

Eu precisava escrever uma grande bobagem sem fundamento ou sentimento algum. Era isso. Foi isso.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Não é bem assim(7)

Mais uma daquelas que merecem ser criticadas. E vamos logo a ela porque eu não estou muito paciente desde ontem.
Tudo no final dá certo. Se não deu certo, é porque ainda não chegou ao fim.

A começar pelo fato de que tudo não é tudo. Nem sempre é tudo. Em alguns casos, até geralmente, o tudo não é tudo. É querer dizer que meio copo é copo cheio. Na verdade é falta de vontade de quem serviu, mas tudo bem. Olha aí, o tudo novamente. Então tudo nunca vai ser tudo seguido do verbo dar, em qualquer tempo, e do... (ajetivo?) certo. Não adianta. Se tudo desse certo chegaríamos a uma forma de perfeição. Então esquece.
Se não deu certo deixa pra lá. Tenta novamente ou vai fazer outra coisa, como jogar bolinha de gude ou comer um pastel de camarão. Se não deu certo não vai ficar se lamentando por aí, como se fosse o fim do mundo. Ou, se vai ficar se lamentando, fique se lamentando direito. Não que nem emo, chorando e escrevendo frases depressivas em cadernos ou na testa. Fique se lamentando de maneira decente e aceitável, com frases curtas, não-depressivas. Seja deprimente, não depressivo.
Pra terminar, não chegou ao fim. Bom, o que é o fim? Quando é o fim? Como é o fim? Ninguém sabe. Então, sem mais bobagens.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Não é bem assim (6)

Revivendo uma das séries, sagas, ou sequência (sem sequência) da história(original, mas não muito honrosa) do blog, aí vai mais uma daquelas frases que você, se tiver o mesmo senso crítico que eu, não aguenta mais ler, em perfis, páginas de recados, depoimentos ou afins.

"Ninguém pode voltar e criar um novo início,
mas todo mundo pode começar hoje
e criar um novo final"


Como de costume, ninguém sabe o autor, mas a maioria já deve ter lido. Ou ouvido. Enfim. Como todas as outras frases criticadas nessa sequência de texto(chamar de série ou saga cansou...), essa é uma frase criada por alguém(que ninguém sabe ao certo quem é, o que foi ou mesmo quando escreveu) em algum momento de 'inspiração motivacional', ou seja, momentos em que as pessoas decidem escrever algo que motive outro alguém, outrém ou, indo além(e rimando infamemente) , pessoas necessitadas desse tipo de motivação.

E, discordado da frase, eu posso voltar e criar um novo início. Posso dar um passo atrás, zerar o cronômetro e começar o caminho novamente. Posso apagar todo o texto, ou mesmo jogar a folha fora(o que não é ecologicamente correto, mas enfim) e começar a escrever novamente. Eu posso apagar todos os meus registros e começar novos registros. Ou mesmo eu posso começar a viver uma outra vida, que, no caso, é voltar ao início e sempre poderá ser feito quando o hoje não for satisfatório. Não posso voltar no tempo e ser criança, não errar e fazer tudo o que eu queria mas posso fazer tudo o que eu quero agora, começando assim uma nova vida, uma nova história. Começando um novo começo(que a minha professora de português não me xingue pela redundância (des)necessária).

E quanto ao fim, depende do ponto de vista. Se está escrito nas estrelas, todo mundo tem uma tampa para a sua panela(que no caso pode ser você*) ou o futuro a Deus pertence, mesmo se eu começar uma nova história hoje, o fim será o mesmo. Alguém sabe se tudo está definido, ou não, em nossas vidas? Ninguém. E também não interessa. Nunca saberemos. Por isso, querer mudar o fim não adianta. Querer um novo começo não adianta.

O importante é você pensar algum dia que, com qualquer começo que você possa ter tido ou com qualquer fim que possa vir, você gostaria de ter o que tem, aprender o que aprendeu, sentir o que sentiu e viver o que viveu.

*vai entender o que o ser humano é capaz de dizer

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Síndrome de perdedor sem errar

As pessoas erram. A vida é feita de erros. Os erros são feitos, ou de preguiça, ou de estupidez, ou de burrice ou, no melhor dos casos, de vontade. Erros que não eram para ser erros deixam de sê-los se pensarmos que a vida em si é um grande erro. Que acordar de manhã e não viver o dia como se fosse o melhor e último da vida é um grande erro. Que pisar em cima, figurativamente, de uma pessoa que está caída é um erro. E que provocar, intensionalmente esse tombo, essa queda ou mesmo esse deslise, é um erro terrível.

Erros involuntários no acaso e voluntários na intenção contrária, não são erros porque, se o fossem mesmo, ninguém faria porcaria nenhuma. Nenhum idiota se declararia apaixonado com medo de estragar uma amizade que, muitas vezes, acaba se estragando por si só. Nenhum trabalhador sairía de seu emprego para ser demitido no novo emprego depois de uns 3 meses se erros que não era para ser erros fossem erros mesmo. Ninguém ousaria. Ninguém tentaria. Ninguém buscaria algo diferente com medo de errar, pois se esses erros deixassem de não ser erros e se tornassem erros mesmo, a vida seria um terror.

Maior do que já é.

Erros que não são erros são uma das poucas coisas louváveis que o homem instigou nos seus descendentes desde os tempos primórdios e primários. O importante é tentar, é não desistir, é lutar até o fim. Felizmente ainda existe gente que pensa assim.

E gente que mesmo não pensando assim, age parecendo pensar assim.

Um dia eu escrevi que um erro não faz um perdedor. Muitos comentaram dizendo que "um não, mas dois, sim", ou seja, que mais de um erro faz um perdedor. E muito poderia dizer eu sobre essa síndrome de perdedor que assola a cabeça dos ser humano, de um modo geral, pois assim me sinto há alguns meses. No fundo, errar não me faz um perdedor.

Então?

Descobri que sou um perdedor quando acho que sou um. E isso não é síndrome, é racionalidade pura e complexa. Eu posso ser o que os outros acham de mim, mas dificilmente eu saberei, com a mesma sinceridade que tenho, o que os outros acham de mim. Por isso eu não posso ser quem eu acho que sou. Isso derruba teorias de psicólogos, psiquiatras e outra centena de gente estúpida que, quando com um microfone ou uma câmera ou mesmo uma caneta para escrever um texto para uma revista, acha que é Deus e que sabe tudo, inventando e dizendo as maiores bobagens que meus olhos já leram ou meus ouvidos já ouviram. Maiores do que as minhas.

Eu sou o que eu acho que eu sou, com alguns asteriscos no fim do texto. Ninguém vive tudo. Ninguém conhece tudo. Ninguém entende tudo. Se alguém conseguir tudo, do viver, do conhecer ou do entender, que morra, porque a vida não tem graça sem uma perspectiva de aprendizado, entendimento ou vida. São poucas as repetições boas.

Então, se eu penso que sou um perdedor eu sou um perdedor de fato.

Simples assim.

Mesmo que meus erros tenham sido erros que não deviam sê-los. Mesmo que meus erros não tenham sido erros.

É isso.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Da série: Não é bem assim(5)

Essa série tem como intenção diminuir a excessiva valorização(obviamente na opinião do autor) de algumas frases, tanto escritas, lidas e elogiadas(ou não) em redes sociais, flogs, blogs e afins.

Por mais que seja um trecho de uma autora famosa(se é que é mesmo de uma autora famosa), que(talvez) traga uma visão de mundo louca e vida muito bem vivida, um sentimento de coragem para encarar o que vier, há de se admitir que há um grande exagero na exaltação do trecho:

"Gosto dos venenos mais lentos! Das bebidas mais fortes! Das festas mais poderosas! Dos cafés mais amargos! Das vitórias mais difíceis! Das paixões mais inesperadas! Tenho um apetite voraz. E um coração bobo. Dou os melhores beijos. E os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí? Eu adoro voar!!!"

Começando, digo que veneno lento, tecnicamente, não é veneno. Porque veneno em si é mortal, e quase tudo o que é mortal é bem efetivo, ou seja, rápido. Acabou a história. Se for lento, é porque não é, tecnicamente, veneno, mas claro, pode ser um composto orgânico derivado de ervas muito loucas encontradas entre populações de fungos atrás da orelha de um xeba encardido. Mas não é veneno(2). E se for, a pessoa vai para o inferno por gostar de ver outras morrendo envenenadas(como aqueles fanáticos muito loucos, digo, idiotas que tomaram veneno e morreram, aqueles lá, acho que na Guiana, que moravam em uma comunidade excluída da sociedade, isso há uns 30 anos).

As bebidas fortes são gosto da maioria. Porque a maioria gosta mesmo é de encher a cara, se com estilo, com bebidas fortes, melhor ainda. Então nem precisa ser comentada esse trecho.

Festas poderosas = carnaval?

Café amargo... vai do gosto de cada um, ou seja, não é tudo isso não.

As vitórias mais difíceis são as melhores, isso todo mundo já sabe.

Apetite voraz? Qualquer pessoa que se deixe levar pela gula tem um apetite voraz. O meu amigo Tunder tem um apetite voraz.

Coração bobo. Bom, aí depende de vários fatores. Passado, vida, idéias, convicções e um monte de coisa. Coração bobo talvez sejam todos aqueles que amam, todos aqueles que sentem, todos aqueles que já pulsaram mais rápido por alguém. Coração bobo não vê nada. Pois é. Também não é uma coisa muito difícil de se ter ou de se saber.

As pessoas querem o melhor do que se pode ter. Então melhores beijos também não é uma coisa do outro mundo. Todo mundo quer os melhores, que certamente são aqueles... enfim, para não ficar uma coisa muito melosa, eu não completarei aquela frase.

...

E sobre a frase do penhasco lá, só vou dizer que, se a pessoa gosta de voar, que bom, pelo menos ela vai ter aproveitado os segundos antes de estourar a cabeça na terra, nas pedras, em alguma árvore ou até em um carro que passava por baixo do penhasco(damn!). Gosta de voar? Voe mesmo sabendo que no fim do penhasco a morte te espera. E se for para morrer com o corpo desmembrado, prefiro morrer já na primeira frase desse parágrafo.



O fato é que muita coisa foi escrita aqui. Mais uma vez a "ode" a esse tipo de frase foi, do meu jeito, reduzida(pelo menos para mim, óbvio). É bom sempre ler duas vezes a frase antes de colocar no orkut ou em qualquer outro lugar, porque sempre haverá um bocó que nem eu pra achar os erros. Hahaha

Mas foi legal escrever essa quantidade de bobagem.

Tão tá!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Da série: Não é bem assim...(4) - agora não tem relação com orkut

É estranho como um comentário feito por uma patricinha pode ter originado um texto aqui nesse blog. Sim, mas originou. Esse texto. Bom, originou uns outros dois ou três, antigos, mas aqueles eram respostas, onde eu demonstrava extrema irritação com elas. Mas não vou criticá-las. Mas esse texto, talvez não tenha tanta relação com o comentário, mas uma frase contida nele me criou uma idéia.

Essa pessoa, que como a grande maioria das patricinhas que comentam aqui, não deixou e-mail nem nada para que eu respondesse. E também, não perderia meu tempo respondendo-a, apenas corrigiria, para incomodar mesmo, os grotescos e pitorescos erros de português, como o famoso "nois", agravado ainda mais pela falta do acento.

Então, ela escreveu algo como "ninguém inveja o feio e odeia o fraco", o que é profundo, se levarmos em conta que saiu da cabeça de uma patricinha. Brincadeiras à parte, porque não quero criar mais nenhum conflito(os textos contidos no blog já são o suficiente para ser xingado pelo "imenso" universo das patricinhas, e dos plaiboizinhos também), digo que essa frase pode estar correta, se levarmos em conta que somos brasileiros, que no nosso país não há educação de qualidade e que o nosso presidente é mais burro que qualquer criança de 2ª série(e com 9 dedos!!!). Porém, como eu não tenho a mente rasa, e acredito que quem lê o blog, tirando essas exceções, também não tenham, essa do ninguém inveja o feio é errada.

As pessoas invejam aquilo que não possuem. E se formos levar em consideração os números MENTAIS aparentes de quantas pessoas invejosas conhecemos, a maioria, ou talvez quase a maioria, possui certa beleza, ou seja, não é feia(esse feia relacionado com maioria, por isso no feminino). Está aí o erro. Até porque, o rico pode invejar alguém tão rico quanto, só porque aquele comprou o único modelo do carro mais potente do mundo que tenha vindo para o país. Elementar isso. Simples como plantar um feijão em um algodão. Esse invejar também está errado porque se o feio for rico, ele será invejado sim(e algumas mentes maliciosas diriam que esse dinheiro tornaria-o belo, mas eu não vou entrar em detalhes sobre isso).

Na segunda parte da frase, que vem após o "e", há o interessantíssimo "odeia o fraco". Se o fraco for um assassino, será odiado. Se o fraco for o cara que pisou no teu pé dentro do elevador, será odiado. Mais uma vez uma frase desmentida aqui. Elementar isso(2). E pensando um pouco mais, esse fraco depende muito da pessoa, e não falo de aspecto físico. Uma pessoa inteligente pode ser fraca se não souber usar a sua inteligência. Uma pessoa forte fisicamente pode ser fraca se não souber usar essa força para algo. Uma pessoa forte psicológicamente pode ser fraca ao se deparar com uma situação até então desconhecida. Ou seja, o fraco depende. E ele pode ser odiado sim. Porque o fraco foge, e quem fica vai odiá-lo. Se é que alguém entendeu.

Concluindo, ou não, foram explicações bem simples, que qualquer um poderia ter feito, mas como o comentário foi no meu blog, sobrou para eu fazer(porque mim não faz nada... hehehe). Não que o mundo fosse acabar se alguém não escrevesse isso, pelo contrário, o mundo poderia ter ficado sem esse texto, assim como eu poderia ter ficado sem o comentário no post "As patricinhas e uma tremenda falta de inspiração". Leiam e verão a quantidade de erros de português contidos nos comentários das... bom, dessas pessoas...

Tão tá!

sábado, 19 de julho de 2008

Da série: Não é bem assim... (3)

Uma das maiores bobagens já escritas no orkut, e ditas em qualquer lugar onde haja uma reunião, ou encontro, entre ex-colegas:

"Eu era feliz e não sabia"

Quanta bobagem em uma só frase. "Eu era feliz e não sabia" reflete toda a falta de auto-conhecimento que uma pessoa pode ter. E traz à reflexão uma idéia de "eu sou um tongo", porque era feliz e não sabia. Pessoas dizem isso muito mais para puxar o saco de ex-colegas ou ex-amigos, ou pessoas com quem fazia festa junto há tempos atrás. É uma bobagem tremenda dizer isso. Até porque, quem é feliz, é feliz, não tem como não saber. É uma forma patética de utopia falsificada do passado. É querer imaginar que o passado era melhor do que o presente. É querer desmerecer o que se tem atualmente. E só não é mais bobagem pelo primeiro argumento, o do "eu sou um tongo". Pessoas que dizem essa frase geralmente a dizem para se fazer de coitadinhas e tentar receber um "o que aconteceu?" carinhoso de uma guria tri linda que eles querem conquistar. Ops, estamos no século XXI, então usa-se o termo "pegar". Tudo isso se baseia nos outros, porque são os outros que falam.

E por aí vai né.


Essa série prova o quão boba é a sociedade atual, com frases feitas e idiotas pra lá e pra cá, feito bola de pingue pongue em mesa chinesa.*

*os chineses são os maiores ganhadores de medalhas no pingue pongue na história das Olimpíadas...

domingo, 22 de junho de 2008

Da série: Não é bem assim...(2)

Bom, dessa vez só uma frase muito usada no orkut, mas que precisa ser desmentida, porque se faz necessário acabar com qualquer tipo de... bom, cada um decide o que é.

"Obrigado por lembrar do meu aniversário".

Talvez essa seja a frase mais... mentirosa do orkut. Que não é inspirada em algo. É simplesmente escrita para agradecer as pessoas por terem desejado parabéns. Mas não é necessária. É muito inútil. Chega a ser bobagem, porque as pessoas, aquelas que não são teus amigos de saber a data do teu aniversário decor, só lhe desejaram os parabéns porque o orkut lhes lembrou.

Então, quem diz essa frase é bobo ou muito educado?

Bom, depende do ponto de vista de cada um, porque eu acho que é bobagem isso, mas não que quem fale seja bobo, mas sim o uso é inútil. Eu digo isso porque sempre respondo a quem me diz uma frase dessas em um recado, que o orkut é que me lembrou. Tento sempre deixar bem especificado, mesmo sabendo que para a pessoa não faz a mínima diferença.

Só que é estranho pensar em educação nesse caso. Em boa educação, digo. Porque é comprovado, não cientificamente, mas de uma maneira mais usual, que as pessoas geralmente são mais educadas com estranhos do que com amigos e família. Ou seja, essa educação no orkut não passa de simples educação para causar boa impressão.

Hipocrisia? Não é pra tanto também. Falsidade ou algo do tipo? Também não.

Só acho besteira. Não saio do meu direito com isso.

Até porque, o blog é meu.

Hehehe


Boa semana a quem lê essa ... coisa aqui.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Não é bem assim...

São várias as frases "batidas" que as pessoas usam, principalmente no orkut. Então, vou tentar começar com uma saga nesse blog, que poderá ser incrementada com a ajuda de alguém que lê o blog. Bom, sonhar não custa nada... hahaha.

Começando com a que mais tenho visto ultimamente:

"Quem é de verdade sabe quem é de mentira"

Há um grande erro nessa frase, inicialmente porque o mundo é tão inconstante, as pessoas são tão imprevisíveis que não sabemos quem é de verdade pra começo de história. Nem sabemos se somos de verdade. Como saberemos quem é de mentira? É uma ilusão, nem doce nem salgada, achar que eu sou de verdade ou de mentira, e que eu sei quem é de mentira, ou quem é de verdade. Ilusão, imprevisibilidade, gol anulado e multa no trânsito são fatores que definem quem é de verdade ou não. Queda brusca, quantidade de bergamotas comidas, termo usado para expressar raiva e quantidade de palavras ditas em um único parágrafo também definem. Quem diz essa frase, não sabe nem se é de verdade ou não. E não venham com pessoas verdadeiras e falsas, porque eu conheço bem os dois lados, e quem saiu de um lado para outro, por isso digo que essa frase é asneira.




"Não tente me entender, você nunca vai conseguir"


É difícil dizer qual o maior erro nessa frase, não de português, mas no sentido dela. A pessoa que escreve isso julga-se alguma coisa, seja boa, legal, diferente, demais para ser entendida. Julga-se tão importante que usa o não tente para afastar possíveis pessoas que possam se arriscar. E o nunca, depois da vírgula, confirma isso. Esse nunca mostra o medo que a pessoa tem de ser entendida, porque deve ter algo a ser descoberto que não condiz com sua imagem, seja ela qual for. Arrogância em excesso, enfim, mais uma frase sem cabimento.


Não é indireta pra ninguém, não é baseado em ninguém, e nem deve ser levado a sério, porque não passa de um comentário sobre as frases mais badaladas do orkut. Não que sejam mesmo as mais badaladas, mas são pelo menos as que mais vi nos últimos tempos.

Tão tá!