sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

E mais uma vez todos sabem mas ainda assim são burros

Liberdade é, segundo o dicionário que está na minha frente(atualizado com as novas regras da maldita língua portuguesa), direito de uma pessoa de agir segundo sua vontade.

Aí entram as (malditas ou úteis) exceções dessa regra, desse conceito, desse enquadramento de liberdade. Dizer que a minha liberdade acaba quando a liberdade do outro começa é normal, comum, clichê, chavão, enfim, coisa que todos sabem.

Mas eu não quero falar das exceções nem sequer pensar nelas. Talvez nem escreva sobre liberdade em si. Porque no fundo, liberdade não deixa de ser (apenas) mais uma palavra que todos conhecem, sabem dizer, pronunciar, separar as sílabas e no fundo não sabem o que realmente significa na prática.

Livres são os pássaros, que podem voar. Sim, mas eles voam por necessidade. Precisam comer, arrumar um ninho, não acabaria então a liberdade deles? Claro que eles podem ir para onde o bico deles aponta mas, uma hora terão que parar e dependerão de si mesmos, provavelmente de outros também, para conseguir alimento ou lugar para descansar.

Esse simples exemplo não foi dado para destruir a imagem de liberdade que os pássaros tem. Porque se o dicionário diz que liberdade é agir da maneira que se quer, os pássaros são livres. Só que é mais complexo que isso.

Ninguém consegue dizer em uma palavra o que é liberdade. O que é ser livre. Por que? Ninguém é livre. Mas ao mesmo tempo, todos somos livres, essa é a grande tosquice da questão toda. Ser e não ser, ter e não ter, poder e não poder, querer e não querer. Não faz sentido. A liberdade não faz sentido porque somos livres para fazermos o que quisermos mas não conseguiremos fazer sempre o que quisermos. Teremos duas escolhas, ou até mais, em determinados momentos(você pode escolher entre um pastel, um cachorro quente ou um sorvete, viu, são 3 opções), mas por algum motivo você acaba escolhendo o que não gosta, o que não deseja, o que não quer, por algum motivo.

Cada um tem seus motivos. A liberdade tem os motivos dela.

Sonha-se com liberdade. Busca-se liberdade. Deseja-se liberdade. Mas ninguém consegue definir liberdade, buscar liberdade e saber ao menos o que é liberdade.

Um mundo sem liberdade não existe. Mas um mundo só com liberdade também não existe. Imagine se não houvessem leis que impedissem uma proliferação maior da libedade de alguns. Imagine só se não seria pior.

Não busco a liberdade. Como não faço o que o sistema me induz fazer.

Talvez porque, como todos, não queira definir e explicar as duas coisas. Ou não saiba. Ou pior de tudo, não queira saber o que são eles. Quem conhece apenas um dos dois é ignorante. Quem conhece os dois é mentiroso. Agora, quem não conhece nem um dos dois, faz bem. É melhor não conhecer o desconhecido. Podem ser bem ruins as consequências dessa descoberta.



Final alternativo do texto, escrito antes do final original
(E nem digo pelas mortes, tiros, socos, pontapés e afins. Isso já se sabe como seria.

Eu quero que imaginem como seria um mundo dominado por emos, patricinhas e plaiboizinhos. Porque afinal de contas, por terem mais dinheiro, sem leis, eles se sobressairíam sobre os pobres "comuns" como nós.)


Só eu mesmo para publicar o final alternativo(e tosco) de um texto igualmente tosco.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Esse é o meu mundo

Acho que se não escrevi perdi tempo. Mas se escrevi, fiz bem.

A questão dessa frase acima são os blogs. A tal blogosfera de um modo geral. Que coisa mais louca. Que coisa mais diversificada. Enfim, que coisa mais legal.

É claro que sempre há os idiotas que passam nos blogs dos outros, não lêem o texto, comentam apenas por comentar, para receber uma visita em troca. Há sempre também os que não se sentem capazes(talvez porque, por fazer o que fazem, não sejam capazes mesmo) de escrever um texto, tirar uma foto e fazer algo diferente, enfim, inovar, criar, inventar, e acabam copiando coisas de outros lugares, textos de outros autores e trazendo para si a autoria.

Sim, concordo, há muita sujeira entre nós blogueiros. E digo nós porque acho difícil que alguém leia blogs sem ter um blog. Acho difícil ler, gostar e não criar um blog para si, para ser a sua cabeça perante um mundo novo(agora nem tão novo assim) e ainda não muito bem conceituado para a nossa preconceituosa e ridícula sociedade que só vê grandes valores em coisas lucrativas e fisicamente prazeirosas.

Entretanto, vejo muita coisa boa nos meus momentos de blogueiro. É legal demais ler um texto original, criativo ou simplesmente um desabafo sincero. É legal demais perceber que há sim, muita vida além da minha, há muita experiência pela qual talvez um dia passe. Há muita coisa acontecendo longe do meu cercado. Há muitas pessoas inteligentes, loucas, sinceras ou simplesmente criativas que fazem o mesmo que eu. Que se dedicam à mesma coisa que eu. Que constroem a sua personalidade e mostram-se ao mundo da maneira que desejam.

Cada um escrever o que quer. Posta o que quer. Mostra o que quer. Sendo pessoal ou impessoal, sendo poesia(também tem o seu valor apesar de eu não gostar) ou prosa, com ou sem rima, com ou sem criatividade, longo ou curto, todo blog acaba tendo o seu valor. Mesmo as já citadas exceções, embora eu não considere esse valor uma grande coisa.

São histórias, são fatos ou simplesmente frases ou fotos que constroem um mundo diferente. Um mundo muito complexo e ao mesmo tempo muito simples. A aparência não faz diferença porque cada um planta o que quiser na frente da sua casa. Seja uma rosa ou um pé de bergamota, cada um mostra-se do jeito que bem entender, do jeito que preferir. Afinal, a casa é sua. O blog é seu. Por mais que critiquem, duvido que alguém considere a aparência, o layout como peça chave de um blog.

O que importa é o conteúdo.

E não só o do blog, mas o da cabeça de quem o faz.

Agora que não sou mais estudante(espero que só até o final do ano) posso dizer, com orgulho ainda, que a minha profissão é ser blogueiro.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Viva la vida - uma maneira diferente de um jeito igual

Coldplay - Viva la vida

Embora minha vontade seja de comprar todos os bons cd's existentes nas lojas, não possuo dinheiro sequer para comprar um geladinho de 25 centavos. Então, só me resta colocar para baixar álbuns completos. E como um apreciador da boa música, há alguns dias foi concluído o download do Viva la vida, novo(ou nem tanto) álbum do Coldplay.

Não vou discutir música aqui, apenas deixar a minha opinião.

Não imagino que algum dia a intenção de Chris Martin e companhia tenha sido fazer músicas que animassem e alegrassem aqueles que as ouvem. Nem quero ter essa bizarra imaginação. Para mim o Coldplay sempre teve em seu repertório, salvo algumas exceções, músicas meio... deprimentes diria eu. Sim, uma coisa boa de se ouvir porém, não recomendada para aqueles que buscam um sorriso em uma música.

Muito embora as letras possam até ser bonitas, legais e reais, o ritmo, a sonoridade e o raio que o parta de termo que possa definir melodia sempre foram os mais calmos, os mais lentos porém, nesse Viva la vida, a coisa passou dos limites. Achei as músicas todas parecidas, lentas e deprimentes.

Tentei ouvi-las em volume baixo, como fundo para outras atividades, e em volume alto, como personagem principal das minhas ações. Mas não consegui gostar muito das músicas. Entretanto, devo admitir que gostei da letra da música que dá o nome ao álbum. Gostei da música em si, mas não é um gostei muito animado não.

Deprimente. Não por ser ruim, mas por ser meio melódico, meio lento demais, meio igualzinho a tudo o que o Coldplay já fez.