sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

E no passado....

É, aquele "até que a morte nos separe" não existe mais. Desconsiderando o fato de que para toda regra há uma exceção, geralmente essa frase é destruída por pessoas cada vez mais... normais. Não me refiro apenas ao fato de os casamentos não durarem da mesma maneira que duravam antigamente. Não sou velho para dizer muita coisa, mas tenho vários exemplos conhecidos de casamentos que duraram muitos e muitos anos, casamentos que realmente duraram até que a morte os separou.

Alguns insistem no argumento de que antigamente as pessoas aproveitavam pouco suas vidas, pois não havia muitas festas, muitas opções para lazer, enfim, era tudo mais primitivo. Mas isso é tão pequeno, esse argumento é tão fraco, porque a tecnologia apenas separa mais as pessoas. Atualmente, na minha modesta e inútikl opinião, é que se aproveita menos a vida.

Acho que antigamente era mais legal. Não havia a preocupação com o seu computador ou com o que tu vais assistir na televisão. Era tudo muito mais... humano. A valentia e a coragem era mais valorizada. Vejo isso pela vida dos meus avós. Deveria ser bem legal há uns 50 anos atrás. Tudo tão mais simples. Tudo tão mais modesto. Tudo tão mais humano.

Os valores eram outros. As pessoas iam para as festas para se divertir, não para beber ou beijar a primeira ou o primeiro que aparecesse na frente. Havia aquela de tentar achar uma namorada ou um namorado, mas nada apressado, sem pressão alguma. Havia um respeito maior.

Não sei. Mas tenho quase certeza que sou o único que tem uma idéia assim. Que seja. Talvez eu seja muito mais estranho que eu aparente e que as minhas atitudes e ideais mostram. Não tomar coca cola me faz ser criticado todas as vezes que vou comer xis com meus amigos. Sem problemas, já acostumei. Ter sido sincero e desabafado, xingando patricinhas fúteis, talvez me faça ser o aluno mais isolado da história de Frederico.

Mas repito o que acho que escrevi uma vez aqui. Tenho a consciência de que sou responsável por tudo o que escrevo, falo e faço. Assumo a minha responsabilidade.

Até!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Sem sentido

Pois é, passados os feriados, as festas, os foguetes, as comidas de fim de ano, as malditas promessas de fim de ano, enfim, tudo o que aparece apenas, ou geralmente apenas no fim do ano. É engraçado essa situação de depois do dia 15 de novembro as pessoas não se dedicarem mais ao trabalho. Não digo todos, mas a maioria. O ano acaba no dia 15 e só começa depois do carnaval... e olha lá. Alguns continuam sem vontade e só voltam a trabalhar mesmo depois da páscoa.

Mas não vou criticar isso, afinal, são tantos os que fazem, que mostra que é coisa de brasileiro mesmo. Falando em brasileiros, lembro-me da crítica que recebi da minha tia após eu dizer que o brasil era um país sem alma pois não havia conquistado sua independência lutando.

E é verdade. Não houve guerra na independência daquele país. O povo na época, nem sabia que o país havia se tornado independente. Como podemos querer que o povo se una para tentar mudar a situação se a história mostra que esse povo nunca lutou pela sua independência. Lutaram sim, para destruir o paraguai e tal, mas para sua independência não.

Eu acho que o certo seria o brasil voltar a ser colônia de Portugal, para então o povo lutar pela sua independência.

Só um maluco pode pensar assim, mas vejo que aproveitaríamos e nos livraríamos de vez, tornando o Rio Grande uma República mesmo.

Só sonho...

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Sempre a mesma coisa

E todo 31 de dezembro é a mesma coisa. Tá, na verdade, muita coisa os difere, mas o sentido, o espírito e o que acontece no dia é basicamente a mesma coisa.

É só parar e pensar. Todo 31 de dezembro tem champagne, tem fogos de artifício, tem rojões, tem crianças correndo e gritando como se estivessem sendo comidas vivas(no sentido literal seus maluciosos), tem ervilha, digo, lentilha, tem família reunida, tem histórias, tem projetos para o ano seguinte, tem abraço antes e depois da meia noite, tem promessas e juramentos, que geralmente não são cumpridos. Enfim, todo maldito 31 de dezembro é basicamente o mesmo. Até porque, todo 31 de dezembro antecede um feriado.

Nem todas as famílias celebram da mesma maneira. E isso não é ruim, pois as diferenças fazem com que histórias entre pessoas de famílias diferentes sejam trocadas. Na verdade isso é bom, pois seria mais monótono e ruim o 31 de dezembro se todos passassem-no da mesma maneira.

Eu já escrevi que final de ano só serve para alimentar esperanças de mudança na mente dos fracos. Sim, são feitos projetos, são definidas metas, são ditos e pensados sonhos e objetivos para o ano que está chegando, mas tudo isso é bobagem. Ficar planejando, seja no dia 31 ou antes, é a mesma coisa dos inúteis, covardes e preguiçosos que deixam as coisas para a segunda feira, insinuando que num dos piores dias da semana é que será iniciado um projeto que só pode acabar em sucesso, a primeira vista, mas que para os inúteis, fra..., acaba sendo apenas mais um fracasso na vida deles.

Não faço e nunca fiz metas para cumprir no ano seguinte. Digo isso com sinceridade. Até porque, não tenho uma boa memória ao ponto de ter a certeza que me lembrarei do que prometi no ano seguinte. E como não quero perder tempo me lamentando no final do ano seguinte, deixo de lado esses planos para o ano que virá e trato de aproveitar, ou pelo menos tentar aproveitar, o último dia do ano.

Eu poderia dizer como foi o meu 2007. Mas não.

Ah, lembrei agora. Todo 31 de dezembro tem superstição. Não se pode comer galinha por isso, deve-se usar branco se queres paz, vermelho se queres amor, enfim, sempre as mesmas porcarias ilusórias que acabam apenas fazendo com que as pessoas se preocupem com a sua aparência e não com a sua mente. Elas preocupam-se em vestir tal cor e esquecem-se de que o que importa é que a cabeça esteja em paz para começar o ano seguinte bem.

Vi uma cena, enquanto saía da missa ontem, que me entristeceu. Não falarei nada pois não me sinto à vontade para descrever a cena. Mas aquilo me fez pensar bastante.

31 de dezembro é sempre a mesma merda. Sempre antecede um 1° de janeiro chato, monótono, sem graça, repetitivo e sem fundamento algum. 31 de dezembro, ano passado, serviu apenas para eu fazer uma reunião à tarde e ir à missa, à noite.

Abraço!

Família... apenas família...

Não me lembro mesmo quando foi a última vez que não passei o tão chamado e festejado reveillon(confesso que procurei no google a escrita correta dessa inútil palavra) na casa de meus avós paternos. E dessa vez tinha pouca gente, nem a minha irmã, nem a família do meu tio que mora nessa mesma pacata, e sem muitos fogos mesmo no final do ano, cidade, nem a família do Maurício estava presente. Ou seja, pouca gente, mas tudo bem, tava massa.

Esquecendo que a primeira champagne(ou espumante)(essa eu não precisei procurar no google) parecia mais vinho doce e que a segunda não tinha uma bolha de gás, tava massa. Esquecendo que a minha tia insistiu para que tomássemos champagne em copos de rico, aqueles que onde não cabe um gole de qualquer líquido e só quem tem boquinha de chupar ovo consegue tomar direito(ps. sou um narigudo assumido, também por isso odeio copos com bocas pequenas, até porque, não rende), tava massa. Esquecendo que a comida era lentilha(sou muito mais feijão) e que haviam vários tipos de quase-bolos, tava massa.

Enfim, duvido que tenha sido o melhor 31 de dezembro que eu passei. Lá mesmo eu já passei melhores, mas é tão bom estar lá. Mesmo que poderiam estar muito mais pessoas lá, foi muito legal. Sei que para quem estiver lendo não interessa a minha rotina, mas repito mais uma vez, o blog não é pra alguém, é pra mim mesmo. Ouvir as histórias, sendo algumas bíblicas, do meu vô. Ver a minha vó bem, sorrindo. Rir e constatar fatos com meu tio, hoje ensinei pra ele que não existe "the veers", que o certo é The Verve(autor da Bittersweet Symphony, melhor música da história, na opinião dele). Conversar sobre insetos com meu outro tio. Rir das viagens da minha tia. Estar com meus pais...

Não há nada que me faça preferir estar no meio de um monte de desconhecidos, numa praia lotada, vendo fogos barulhentos e sem graça, ao invés de estar com a minha família. E que família. Tomar champagne sem gás(porque a rolha não foi bem colocada) e achar que está tudo bem, é tão legal. É tão bom estar num ambiente como aquele, mesmo que a minha prima estivesse assistindo show pateticamente horríveis na televisão. É tão bom se sentir bem, num ambiente tão simples... simples mesmo com as taças de rico da minha tia.

Eu não preciso de muita coisa pra ser feliz. Há tempos constatei isso. Mas só agora me recordo e tenho a oportunidade de estar aqui. Tenho a certeza de que poderia ser melhor. Mas pra vocês, se é que alguém ainda está lendo, digo com toda a certeza: amo a minha família do jeito que ela é. Eu não preciso de mais nada para ser feliz.

Abraço àqueles que passaram o 31 de dezembro ao lado de suas famílias e também à todos os malucos, que beberam champagne ou não...

Can't buy me love - 1ª postagem do ano

(Ouço essa música nesse momento, por isso aí vai a letra...)

Composição: Lennon / McCartney

Can't buy me love, love
Can't buy me love

I'll buy you a diamond ring my friend
If it makes you feel all right
I'll get you anything my friend
If it makes you feel all right
'Cause I don't care too much for money
For money can't buy me love

I'll give you all I've got to give
If you say you love me too
I may not have a lot to give
but what I've got I'll give to you
For I don't care too much for money
Money can't buy me love

Can't buy me love
Everybody tells me so
Can't buy me love
No, no, no, no

Say you don't need no diamond ring
And I'll be satisfied
Tell me that you want those kind of things
that money just can't buy
For I don't care too much for money
For money can't buy me love

Can't buy me love
Everybody tells me so
Can't buy me love
No, no, no, no

Say you don't need no diamond ring
And I'll be satisfied
Tell me that you want those kind of things
that money just can't buy
For I don't care too much for money
For money can't buy me love
Ooh, can't buy me love, love
Can't buy me love, no